Câmara da Argentina aprova reforma do Banco Central na tentativa de reduzir inflação
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nessa quarta-feira (26) um projeto de lei promovido pelo presidente do país, Javier Milei , que realiza reformas no Banco Central do país . Uma das principais medidas é a restrição à emissão de dinheiro, cujo objetivo é controlar a inflação . Leia mais (08/27/2026 - 11h31)

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A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nessa quarta-feira (26) um projeto de lei promovido pelo presidente do país, Javier Milei , que realiza reformas no Banco Central do país . Uma das principais medidas é a restrição à emissão de dinheiro, cujo objetivo é controlar a inflação .

A iniciativa, aprovada por 144 votos a 109 e nove abstenções, seguirá agora para o Senado, onde o governo não dispõe de maioria.
"Muito obrigado, deputados nacionais, por apoiarem o projeto de reforma da Carta Orgânica do Banco Central da República Argentina (BCRA). Um passo fundamental para erradicar a inflação da vida dos argentinos de bem", comemorou Milei na rede social X (ex-Twitter).
Mais tarde, o Congresso aprovou parcialmente a chamada Lei de Inocência Fiscal 2, um complemento a um programa de regularização de capitais regulamentado em abril. O projeto também precisa ser aprovado pelo Senado para entrar em vigor.

Enquanto isso, a reforma da carta orgânica da instituição bancária busca eliminar pela raiz a possibilidade de que o órgão financie o Tesouro com emissão de moeda e, assim, pressione os preços para cima.
"É missão primordial e fundamental do Banco Central preservar o valor da moeda", afirma o projeto. Ou seja, "tentar evitar que haja muita inflação", avaliou o economista Martín Kalos.
O combate à inflação é um dos eixos do governo Milei desde que ele assumiu a Presidência, em 2023, quando a taxa estava na casa dos três dígitos.

Em julho, o índice acumulado em 12 meses estava em 33,8% , após o severo corte nos gastos públicos determinado pelo presidente ultraliberal.
A reforma aprovada pelos deputados elimina outros objetivos do Banco Central, como a promoção do emprego e do desenvolvimento econômico com equidade, pontos que haviam sido introduzidos durante os governos de Cristina Kirchner (2007-2011 e 2011-2015).
Quando anunciou o plano, Milei também justificou a inclusão de uma medida para dificultar a destituição do presidente do Banco Central, mesmo mantendo o mecanismo de nomeação existente.
"A destituição exigirá dois terços, não apenas da Câmara de Senadores, mas também da Câmara de Deputados. A experiência mostra que todas as destituições intempestivas sempre estiveram ligadas à obtenção de uma maior flexibilidade na política monetária", afirmou.
Se for aprovada pelo Senado, a instituição também deixará de ter a prerrogativa de direcionar o crédito a setores específicos da economia.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/camara-da-argentina-aprova-reforma-do-banco-central-na-tentativa-de-reduzir-inflacao.shtml.

Pessoa segura notas de peso na Argentina - Luis Robayo - 14.jul.25/AFP · Luis Robayo - 14.jul.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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