Política

    Câmara aprova regras para venda e troca de milhas por dinheiro

    Programa só poderá restringir negociação de pontos se oferecer ao cliente uma opção oficial de conversão em dinheiro

    Poder360
    15 de agosto de 2026 às 13:40
    Câmara aprova regras para venda e troca de milhas por dinheiro
    Foto: Poder360

    Programa só poderá restringir negociação de pontos se oferecer ao cliente uma opção oficial de conversão em dinheiro

    A Câmara dos Deputados aprovou na 5ª feira (13.ago.2026) o projeto de lei 3.083 de 2026, que regulamenta o funcionamento de programas de fidelidade e define regras para venda, transferência e troca de pontos e milhas por dinheiro. O texto segue para a análise do Senado.

    Pela proposta, as empresas que operem esses programas só poderão restringir a venda de milhas pelos clientes se oferecerem uma opção oficial para converter esses pontos diretamente em dinheiro.

    Passageiros aguardam voo em aeroporto; proposta divide programas de fidelidade entre os que permitem ou não a conversão de pontos em dinheiro
    Passageiros aguardam voo em aeroporto; proposta divide programas de fidelidade entre os que permitem ou não a conversão de pontos em dinheiro — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Caso não exista a opção de troca por dinheiro, o programa fica proibido de adotar qualquer restrição à venda ou à transferência dos pontos pelos clientes.

    Nesses casos, a empresa não pode bloquear contas, limitar a quantidade de beneficiários ou exigir reconhecimento facial (biometria) para o resgate de produtos e passagens.

    O texto estabelece ainda que, se a empresa vende, direta ou indiretamente, pontos, milhas ou equivalentes mediante pagamento em dinheiro, torna-se obrigada a assegurar que o cliente possa transformar isso novamente em dinheiro.

    Para dar segurança às operações, o projeto estipula que a troca por dinheiro seja feita por uma empresa independente, com pelo menos 7 anos de experiência e sem vínculo com companhias aéreas ou bancos.

    Segundo o autor, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), a intenção é equilibrar a relação entre as empresas e os clientes, assegurando que ninguém possa lucrar com a venda de pontos e, ao mesmo tempo, “aprisionar” o que foi vendido.

    “Cria-se um monopólio econômico sobre a conversão de um ativo que o próprio consumidor adquiriu mediante pagamento: pode-se comprar, mas não se pode dispor livremente” , declarou.

    O projeto divide os programas de fidelidade em 2 tipos: os de benefícios, que não permitem a troca por dinheiro, e os transacionais, que oferecem essa conversão.

    A classificação do programa será aplicada conforme a sua realidade econômica efetiva, e não só pelo nome ou rótulo que a empresa der a ele.

    O relator, deputado Paulo Soares (Pode-SP), recomendou a aprovação do projeto sem alterações: “As regras propostas conferem maior clareza às relações econômicas envolvendo programas de fidelidade, especialmente em relação à liquidez de pontos e milhas e à sua comercialização e transferência” .

    O projeto, por fim, define como prática abusiva qualquer conduta adotada para impedir, restringir, falsear ou esvaziar o funcionamento regular do mercado secundário de pontos, milhas ou equivalentes, inclusive por meio de exigências tecnológicas, contratuais, operacionais ou procedimentais desproporcionais.

    O texto aprovado segue agora para análise do Senado. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pelos senadores e sancionada pelo presidente da República.

    Este texto foi publicado originalmente pela Agência Câmara , em 13 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-congresso/camara-aprova-regras-para-venda-e-troca-de-milhas-por-dinheiro/.

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    Passageiros aguardam voo em aeroporto; proposta divide programas de fidelidade entre os que permitem ou não a conversão de pontos em dinheiro — Foto: Poder360

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