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    Câmara aprova Plano Nacional de Cultura, que prevê financiamento descentralizado

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º) o projeto enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que cria o Plano Nacional de Cultura para os próximos dez anos. O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado . Leia mais (09/01/2026 - 23h37)

    Folha de S.Paulo
    2 de setembro de 2026 às 02:37
    Câmara aprova Plano Nacional de Cultura, que prevê financiamento descentralizado
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    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º) o projeto enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que cria o Plano Nacional de Cultura para os próximos dez anos. O texto ainda precisa ser analisado pelo Senado .

    Lula e Margareth Menezes - Ueslei Marcelino - 8.jan.25/Reuters · Ueslei Marcelino - 8.jan.25/Reuters
    Lula e Margareth Menezes - Ueslei Marcelino - 8.jan.25/Reuters · Ueslei Marcelino - 8.jan.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O plano é um conjunto de diretrizes que devem nortear os trabalhos do Ministério da Cultura . Ele prevê a atuação de agentes culturais, integrantes dos comitês de cultura voltados ao monitoramento de demandas e ações da área.

    A ministra da Cultura, Margareth Menezes , acompanhou a votação no plenário da Casa. A análise foi feita de forma simbólica, quando não há contagem nominal dos votos. Às vésperas da eleição, o Congresso Nacional funciona atualmente em regime de esforço concentrado.

    O Plano Nacional de Cultura foi enviado por Lula ao Congresso em novembro do ano passado. Na ocasião, o presidente, agora candidato à reeleição, deu recados a governos anteriores sem mencionar diretamente Jair Bolsonaro (PL), que extinguiu a pasta, e afirmou querer uma "guerrilha democrática cultural".

    Ministra Margareth Menezes em roda de conversa com profissionais das artes visuais
    Ministra Margareth Menezes em roda de conversa com profissionais das artes visuais — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Aí é que está a arte de bem governar. É aceitar que a sociedade diga o que é bom fazer, o que o governo não sabe fazer e o que o governo não pode fazer. E o que nós estamos fazendo hoje, mandando esta lei para o Congresso Nacional , é dizendo para o meu líder no Senado, Jaques Wagner, que, a partir de amanhã, vocês terão que transformar definitivamente a nossa política no país para que nenhum partido, de qualquer matriz ideológica que seja, possa um dia outra vez achar que pode proibir a cultura desse país", disse.

    Jaques Wagner (PT-BA) deixou o posto da liderança no Senado em junho deste ano após ser alvo de operação da Polícia Federal por ligação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

    O texto do plano foi relatado na Câmara pelo líder do PT na Casa, Pedro Uczai (SC). Em seu parecer, ele preservou os oito eixos formulados pelo governo, dentre eles, consolidar o Sistema Nacional de Cultura com financiamento descentralizado e proteger direitos autorais no ambiente digital e no contexto do uso da inteligência artificial.

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    O projeto também elenca como ação estratégica formalizar empreendimentos e trabalhadores da cultura, "com a garantia de direitos trabalhistas e previdenciários", reduzir desigualdades no acesso a recursos, em especial na Amazônia, além de ampliar a presença da cultura nos currículos escolares.

    As metas do Plano Nacional de Cultura serão formuladas pelo Ministério da Cultura em conjunto com os estados e com entidades da sociedade civil e serão publicadas em até noventa dias da publicação da lei, quando for sancionada por Lula.

    Pela proposta, caberá ao Ministério da Cultura implementar e monitorar de forma periódica as ações na área para a próxima década. Um Comitê de Governança do Plano Nacional de Cultura também será criado para coordenar a iniciativa.

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O texto também diz que o governo vai realizar, no mínimo, duas conferências nacionais para debater as medidas.

    "O processo de implementação das ações estratégicas e das iniciativas contará com rotinas regulares de monitoramento, de acompanhamento e de avaliação e incorporará mecanismos de participação dos conselhos e dos setores culturais, observada a possibilidade de ajustes contínuos, de modo a garantir a sua perenidade", diz o documento.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/camara-aprova-plano-nacional-de-cultura-que-preve-financiamento-descentralizado.shtml.

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    Lula e Margareth Menezes - Ueslei Marcelino - 8.jan.25/Reuters · Ueslei Marcelino - 8.jan.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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