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    Camada de ozônio: por que ela importa tanto para a vida na Terra

    Ela fica a dezenas de quilômetros do chão, é invisível e filtra a radiação mais perigosa do Sol. Entenda de forma simples por que isso muda tudo O post Camada de ozônio: por que ela importa tanto para a vida na Terra apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    31 de agosto de 2026 às 10:00
    Camada de ozônio: por que ela importa tanto para a vida na Terra
    Foto: Olhar Digital

    Você não vê, não sente e não consegue tocar. Mesmo assim, a camada de ozônio trabalha o dia inteiro para manter a vida possível no planeta. Ela é uma região da atmosfera onde o gás ozônio aparece em concentração maior que no resto do ar.

    Essa faixa fica na estratosfera, entre cerca de 15 e 35 quilômetros de altitude. É bem acima das nuvens e dos aviões comerciais. Se todo esse ozônio fosse comprimido na superfície, formaria uma camada de apenas alguns milímetros de espessura. Pouca coisa, para um efeito enorme.

    O oxigênio que você respira é formado por dois átomos ligados: O₂. O ozônio tem três: O₃. Essa diferença aparentemente pequena muda o comportamento do gás.

    Lá em cima, a radiação do Sol quebra moléculas de oxigênio. Os átomos soltos se juntam a outras moléculas e formam ozônio. Depois, o próprio ozônio absorve radiação e se quebra de novo. É um ciclo contínuo, que se repete há bilhões de anos.

    Nesse vaivém, algo importante acontece: a energia da radiação ultravioleta é consumida. Ela não chega ao chão.

    A radiação ultravioleta do Sol vem em tipos diferentes. Os mais perigosos são chamados de UV-B e UV-C. O UV-C é praticamente todo bloqueado pela atmosfera. Boa parte do UV-B também é retida pelo ozônio.

    Sem esse filtro, a radiação que chegaria à superfície danificaria o DNA das células. As consequências incluem:

    Esse último ponto costuma passar despercebido. O fitoplâncton produz uma fatia relevante do oxigênio do planeta. Se ele sofre, o efeito se espalha por todo o ecossistema marinho.

    Nos anos 1980, cientistas identificaram uma redução severa do ozônio sobre a Antártida . A imprensa chamou o fenômeno de “buraco”. Não é um furo de verdade: é uma área onde a concentração de ozônio cai muito em determinada época do ano.

    A causa foi rastreada até substâncias fabricadas pela indústria, especialmente os CFCs (clorofluorcarbonos), usados em geladeiras, aerossóis e espumas. Ao subirem até a estratosfera, esses compostos liberam cloro, que destrói moléculas de ozônio em cadeia.

    A resposta veio com o Protocolo de Montreal, acordo internacional assinado em 1987 . Ele determinou a eliminação gradual das substâncias que destroem o ozônio. Praticamente todos os países aderiram.

    Funcionou. Relatórios científicos indicam que a camada está em processo de recuperação e pode voltar aos níveis anteriores a 1980 ao longo deste século . É o exemplo mais citado de problema ambiental global enfrentado com sucesso.

    Muita gente confunde os dois temas. São problemas diferentes.

    A camada de ozônio bloqueia radiação ultravioleta. O efeito estufa envolve gases que retêm calor perto da superfície, como o dióxido de carbono. Um buraco na camada de ozônio não é a causa das mudanças climáticas.

    Existe conexão indireta: alguns gases usados como substitutos dos CFCs, os HFCs, não atacam o ozônio, mas aquecem o planeta . Por isso, um novo acordo passou a limitá-los também, a Emenda de Kigali, adotada em 2016 .

    A importância da camada de ozônio se resume a uma ideia simples: ela é a diferença entre um planeta habitável e um planeta exposto. E a explicação mais animadora é que o problema foi identificado, entendido e enfrentado. Isso mostra que decisões coletivas funcionam quando a ciência é levada a sério.

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    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/31/ciencia-e-espaco/camada-de-ozonio-por-que-ela-importa-tanto-para-a-vida-na-terra/.

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