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    Caixa entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial a partir desta 5ª

    Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Na Caixa, a greve é nacional. No Banco do Brasil, apenas parte dos trabalhadores aderiu à paralisação. Os demais aceitaram o acordo da categoria. Leia mais (09/10/2026 - 04h00)

    Folha de S.Paulo
    10 de setembro de 2026 às 07:00
    Caixa entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial a partir desta 5ª
    Fachada de agência da Caixa Econômica Federal com letreiro azul e branco. Cinco pedestres caminham em frente ao prédio, alguns em movimento desfocado. Número 1708 visível na parede à esquerda da entrada. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Na Caixa, a greve é nacional. No Banco do Brasil, apenas parte dos trabalhadores aderiu à paralisação. Os demais aceitaram o acordo da categoria.

    Fachada da agência da Caixa Econômica Federal, em SP; banco público entra em greve nesta quinta-feira (10) - Rafaela Araújo - 11.jul.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 11.jul.25/Folhapress
    Fachada da agência da Caixa Econômica Federal, em SP; banco público entra em greve nesta quinta-feira (10) - Rafaela Araújo - 11.jul.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 11.jul.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Sindicato dos Bancários assinou convenção coletiva de trabalho nesta quarta-feira (9) garantindo reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil bancários. O mesmo percentual será aplicado nos benefícios de vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche. Haverá ainda PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

    O impasse entre os trabalhadores e os dois bancos públicos está ligado ao custeio do plano de saúde.

    Segundo Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, não foi possível chegar a uma negociação, em especial no caso da Caixa.

    Bancos da região central de SP fecham caixas eletrônicos para evitar depredações
    Bancos da região central de SP fecham caixas eletrônicos para evitar depredações — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O entrave no plano de saúde ocorre porque, hoje, os bancários pagam 3,5% do salário-base de convênio, mais R$ 480 por mês por dependente. Se o dependente tiver entre 24 e 27 anos, o valor é de R$ 800. A proposta da Caixa elevava o percentual para 5,5%, o valor por dependente para R$ 870 e para os maiores, o valor mensal ira para R$ 1.050.

    Eles rejeitaram a proposta e decidiram entrar em greve, mas aceitaram voltar a negociar a partir da noite desta quarta (9). Na assembleia, 93 bases sindicais decidiram pela paralisação. Em outras 35, houve rejeição, mas opção por negociar. Nas demais, a proposta foi aprovada.

    "A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa. A principal preocupação é com o Saúde Caixa, uma questão que precisa ser tratada com a complexidade e o cuidado que necessita", diz Neiva.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em nota, a Caixa afirma que "mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue comprometida com a renovação do acordo coletivo de trabalho", com renegociações reabertas nesta quarta.

    "O objetivo é construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas, com foco na valorização dos empregados, na sustentabilidade da instituição e na continuidade da prestação de serviços à sociedade", diz o banco público.

    No caso do Banco do Brasil, também há um impasse quanto ao custeio do plano de saúde, que estaria pesando para a instituição. Nas assembleias, 39 sindicatos aprovaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manter o plano até novembro deste ano, entre eles, São Paulo (SP), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Niterói (RJ) e Jundiaí (SP).

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A maioria (60 sindicatos), no entanto, rejeitou e decidiu pela retomada das negociações, dentre eles Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Pernambuco e Florianópolis (SC). Mas 27 sindicatos optaram pela greve a partir desta quinta, incluindo Belo Horizonte (MG), Bahia, Ceará e Piauí.

    O Banco do Brasil diz participar da mesa única da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), com presença de todos os bancos, e ter mesa específica para debater demandas de seus funcionários.

    "Para a data-base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país", diz a nota.

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    O banco orienta os clientes a realizar atendimento por aplicativo, internet banking, correspondentes bancários e telefone, nos números 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-7290001 (demais localidades), além do WhatsApp (61 4004-0001).

    Neiva diz que as instituições financeiras devem orientar seus clientes sobre as alternativas disponíveis para o pagamento de contas, boletos, tributos e demais compromissos financeiros durante a greve, já que a greve é um direito do trabalhador.

    "A greve é um direito constitucional dos trabalhadores e não deve resultar em prejuízos aos clientes."

    "Foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização e diálogo com o setor mais lucrativo do país. A assinatura da convenção coletiva de trabalho representa uma importante conquista da categoria bancária", diz Neiva, que agora quer discutir questões relacionadas à saúde mental conforme regras da NR-1 (Norma Regulamentadora 1).

    O índice de correção dos salários dos bancários será conhecido na sexta (11), e corresponde à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de setembro de 2025 a agosto de 2026 mais 0,6% de aumento real.

    No caso da PLR, não há valor fixo, pois depende do salário do trabalhador e do lucro obtido pelo banco. O benefício é composto por duas partes: a chamada regra básica, calculada a partir de 90% do salário-base e das verbas salariais fixas, acrescida de uma parcela fixa, mais a parcela adicional, que corresponde à distribuição de 2,2% do lucro líquido do banco, em partes iguais entre os empregados elegíveis.

    Existem limites individuais e limites relacionados ao lucro de cada banco.

    A PLR referente a 2026 será paga até o final de março de 2027, mas haverá uma antecipação ainda neste mês. Segundo o Sindicato de São Paulo, Osasco e Região, essa antecipação também terá uma parte calculada sobre o salário e outra vinculada ao lucro do banco no primeiro semestre.

    Os valores fixos e os limites previstos na fórmula serão atualizados pelo reajuste.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/caixa-entra-em-greve-nacional-e-banco-do-brasil-tem-paralisacao-parcial-a-partir-desta-5a.shtml.

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