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    Caixa decide acionar o TST contra greve nacional dos bancários

    A Caixa Econômica Federal vai acionar o TST (Tribunal Superior do Trabalho) com pedido de dissídio coletivo contra a greve nacional dos trabalhadores, iniciada em 10 de setembro. O movimento ocorre após tentativa frustrada de acordo com os empregados, no próprio TST, em reunião intermediada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) nesta quarta-feira (23).

    UOL
    24 de setembro de 2026 às 12:00
    Caixa decide acionar o TST contra greve nacional dos bancários
    Fachada de agência da Caixa Econômica Federal com placa azul e letras brancas e laranja. Banner vermelho e branco na entrada anuncia "Estamos em greve". Pessoas com guarda-chuvas passam em frente sob chuva. — Foto: UOL

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    A Caixa Econômica Federal vai acionar o TST (Tribunal Superior do Trabalho) com pedido de dissídio coletivo contra a greve nacional dos trabalhadores, iniciada em 10 de setembro . O movimento ocorre após tentativa frustrada de acordo com os empregados , no próprio TST, em reunião intermediada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) nesta quarta-feira (23).

    Agência da Caixa na região central da capital paulista, em 10 de setembro, início da greve; bancos estão fechados na maior parte do país - Rubens Cavallari/Folhapress · Rubens Cavallari/Folhapress
    Agência da Caixa na região central da capital paulista, em 10 de setembro, início da greve; bancos estão fechados na maior parte do país - Rubens Cavallari/Folhapress · Rubens Cavallari/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em nota, o banco afirma que diante do impasse nas negociações, decidiu submeter a questão ao TST, por meio de dissídio coletivo, "buscando uma solução institucional que assegure segurança jurídica e previsibilidade para todas as partes envolvidas".

    "A Caixa manterá sua postura de respeito às entidades representativas e compromisso com os empregados durante todo o processo e cumprirá integralmente as determinações que vierem a ser estabelecidas pela Justiça do Trabalho", diz o banco.

    O principal impasse entre a empresa pública e os trabalhadores é o plano de saúde. Os funcionários negaram três propostas apresentadas pelo banco, a última delas foi negada em assembleia na noite de segunda (21). Dentre as queixas está um reajuste de 60% no valor a ser pago para consulta em pronto-atendimento, que subiria de R$ 75 para R$ 120.

    Greve fecha agências da Caixa em SP e no Paraná; veja fotos
    Greve fecha agências da Caixa em SP e no Paraná; veja fotos — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    O banco público ampliou de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha de pagamento no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027, mantidos o pacto intergeracional e o convênio no acordo coletivo de trabalho. Não haveria cobrança diferenciada por faixa etária.

    Não haverá reajuste nas mensalidades em 2026 e a Caixa assumirá o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular passa a ser de 3,7% da remuneração-base dos funcionários e a de dependente direto, de R$ 560.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Para dependente indireto que for filho de 21 a 24 anos, a mensalidade será de R$ 660. Para filhos de 24 a 27 anos e pais/mães remanescentes, a mensalidade será de R$ 900. O limite do grupo familiar (titular e dependentes diretos) será de 9%.

    Na comparação entre as propostas apresentadas pelo banco, a Caixa reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança de consulta em pronto atendimento e manteve a isenção de coparticipação para atendimentos por telemedicina. Além disso, garantiria o reajuste de 4,6% já pago para os demais bancários do país, que representa 0,6% acima da inflação do período.

    Nos cálculos dos empregados da Caixa, no entanto, o valor a ser pago pelo plano de saúde ainda é o ideal, porque faria com que o reajuste real em seus salários fosse zerado ao custear o convênio. Na prática, não receberiam nada.

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    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Segundo os bancários, pelas regras atuais, o funcionário da Caixa contribui com 3,5% da remuneração-base para ter o plano de saúde. Além disso, a cada consulta em pronto-atendimento, seja sua ou de seus dependentes, são cobrados, R$ 75. Pela proposta da Caixa, haveria reajuste de 60%.

    Cada dependente direto tem mensalidade de R$ 480, e a soma das mensalidades do titular e dos dependentes diretos está limitada a 7% da remuneração-base do titular. Na proposta submetida às assembleias, a mensalidade de cada dependente direto teria aumento de 16,7%, além da elevação do limite máximo de comprometimento da remuneração do grupo familiar.

    Os funcionários dizem considerar que houve avanço entre uma proposta e outra, mas as perdas na comparação com o convênio atual teriam grande impacto nas famílias, por isso rejeitaram o que foi oferecido e aguardam as negociações.

    As contas bancárias não podem deixar de ser pagas, mesmo com a greve dos funcionários e com as agências fechadas. Isso porque a Caixa mantém todos os canais online funcionando, além dos caixas eletrônicos.

    Quem busca atendimento nas agências encontra portas fechadas, com cartazes feitos pelos sindicatos de servidores explicando sobre a greve e dando alternativas de atendimento. Há ainda trabalhadores terceirizados que podem orientar os clientes.

    Na nota, a Caixa diz ainda que desde o início da negociação coletiva "manteve diálogo permanente com os empregados e as entidades representativas, buscando construir uma solução equilibrada e sustentável para todas as partes", mas não foi possível chegar a consenso.

    O banco também destacou a quantidade de reuniões. Apenas para chegar ao dissídio da categoria bancária como um todo, que inclui bancos privados, foram 54 rodadas de negociação, que resultaram no reajuste de 4,6%, acima da inflação do período.

    "Ao longo do processo, foram realizadas inúmeras rodadas de negociação, nas quais o banco apresentou propostas distintas, incorporando avanços e acolhendo diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados."

    O banco público afirma ainda que "permanece comprometido com a busca de soluções que preservem os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira".

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/caixa-decide-acionar-o-tst-contra-greve-nacional-dos-bancarios.shtml.

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    Agência da Caixa na região central da capital paulista, em 10 de setembro, início da greve; bancos estão fechados na maior parte do país - Rubens Cavallari/Folhapress · Rubens Cavallari/Folhapress — Foto: UOL

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