Caiado se contrapõe a Jair Bolsonaro e lança proposta de saúde com Mandetta
O candidato à Presidência pelo PSD , Ronaldo Caiado , anunciou nesta terça-feira (18) seu plano de governo para a saúde caso a chapa vença as eleições de 2026 . Leia mais (08/18/2026 - 12h56)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
O candidato à Presidência pelo PSD , Ronaldo Caiado , anunciou nesta terça-feira (18) seu plano de governo para a saúde caso a chapa vença as eleições de 2026 .

Entre as prioridades das ações estão a redução das filas no SUS (Sistema Único de Saúde) e o tratamento preventivo de doenças. A divulgação foi feita na sede do PSD, no centro de São Paulo.
Durante o evento, Caiado lembrou atuação a favor do isolamento social durante a pandemia de Covid-19 , ação que ele tem destacado na comunicação para reforçar a diferença em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro , contrário ao distanciamento social e hoje representado pelo filho primogênito, o senador Flávio Bolsonaro ( PL ), na disputa eleitoral.
Um vídeo sobre sua atuação na pandemia em Goiás foi o primeiro apresentado no evento, prestigiado por Luiz Henrique Mandetta , ex-ministro de Bolsonaro demitido do cargo após embates com o ex-presidente sobre as ações de isolamento defendidas pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Mandetta ajudou na construção da proposta de governo de Caiado, mas tem dito que não teria interesse em voltar à vida pública. Questionado pela Folha nesta terça, entretanto, ele não negou a possibilidade de compor um governo. O ex-ministro afirmou que poderia avaliar o cenário após as eleições , mas que a vida pública não é prioridade agora.
"Primeiro nós temos que passar a eleição, depois estudar e ver como cada um pode ajudar", afirmou, ressaltando estar no evento como médico e cidadão.
Questionado sobre um nome para o Ministério da Saúde , o presidenciável não indicou alguém específico, dizendo haver muitos expoentes que poderiam ocupar o cargo.

Segundo Adriano da Rocha Lima, coordenador-geral da campanha de Caiado, o nome para o ministério ainda não foi definido. "Mandetta sempre foi muito próximo de Caiado. Ele ajudou na construção do plano, até por ter vivido dentro do Ministério da Saúde e saber detalhes práticos que são importantes. Mas não definimos na área de saúde como seria a equipe".
Junto à segurança, a saúde é um dos temas de maior destaque no plano apresentado por Caiado, que é médico. Ele criticou a volta do surto de sarampo como reflexo da cultura antivacina, que aumentou durante o governo de Jair Bolsonaro.
"Tem que acreditar em quem faz ciência, quem cuida das pessoas", afirmou.

O plano do presidenciável reforça a necessidade de reduzir o tempo na fila de espera e investir em tratamento preventivo. O político sugere que a fila do SUS seja por ordem de gravidade, não por ordem de chegada.
Caiado afirmou também que irá priorizar um sistema para digitalizar serviços e conectá-los em rede, para que cidadãos possam ter em mãos um prontuário digital .
Citou o aumento da exigência nos gastos com saúde entre estados e municípios e criticou bloqueios do governo federal para o orçamento no setor.
O goiano também acusou o governo Lula (PT) de enviar repasses diferentes a estados e municípios, a depender se são ou não aliados.
Falou também na implantação de um modelo de gestão por resultado, com a criação de um painel nacional de eficiência do SUS, e no uso de inteligência artificial para auxiliar profissionais de saúde. Citou, ainda, reforço no pré-natal e no cuidado com doenças psicológicas.
No final da apresentação, voltou a fazer elogios ao ex-ministro da Saúde, afirmando que "Mandetta foi ministro no momento mais delicado do país", e à importância da vacina, dizendo que quer fazer uma campanha para conclamar a população a respeitar de novo a carteira vacinal.
"Enquanto o governante não assume essa discussão, prevalecem as teses mais malucas do mundo", falou.
Questionado diretamente, Caiado evitou nomear o governo Bolsonaro como responsável pela cultura antivacina, mas lembrou as ações do governo do ex-presidente que levaram à morte de milhares de brasileiros.
"Hoje tem que ter respeito com 600 mil pessoas que morreram de Covid. 600 mil pessoas [a Covid-19 vitimou mais de 700 mil pessoas no Brasil]".
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
As principais notícias da semana sobre o cenário jurídico e conteúdos exclusivos
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/caiado-se-contrapoe-a-jair-bolsonaro-e-lanca-proposta-de-saude-com-mandetta.shtml.

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e candidato à Presidência, participa da 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo - Rafaela Araújo - 17.ago.26/Folhapress · Rafaela Araújo - 17.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

