Caiado propõe lei de terrorismo doméstico e diz que convidaria Gakiya para ser ministro da Segurança
O presidenciável pelo PSD , Ronaldo Caiado , propôs, nesta segunda-feira (10), a criação de uma lei de terrorismo doméstico para enquadrar milícias e organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital). Leia mais (08/10/2026 - 11h40)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
O presidenciável pelo PSD , Ronaldo Caiado , propôs, nesta segunda-feira (10), a criação de uma lei de terrorismo doméstico para enquadrar milícias e organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ele também falou na criação de uma polícia com países vizinhos do Brasil para combater o crime e disse que vai convidar o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo, para ser ministro de Segurança Pública.
Mais tarde, em conversa com empresários durante evento organizado pelo VIP Battistini, o candidato também afirmou que considera Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, como possível referência para a Fazenda.
A proposta de criar uma lei de terrorismo doméstico é a primeira que compõe o plano nacional de segurança pública divulgado nesta segunda pelo político, na sede do PSD em São Paulo.

Ele falou em distorção de conceito de terrorismo na lei nacional, que prevê o enquadramento dos crimes como tal se os atos forem motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião.
Com a proposta do político, a lei abrigaria crimes com outras motivações, abrangendo as ações do crime organizado , em sintonia com ação recente dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como terroristas.
Ele também citou a implantação de um fundo nacional de combate ao terrorismo doméstico e o uso das Forças Armadas no enfrentamento do crime organizado sem a necessidade de acionamento da GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

Segundo o plano, a associação a uma organização terrorista doméstica e o recrutamento de integrantes teriam punição mínima de 45 anos de reclusão. A progressão de regime só ocorreria depois de cumprido de 90% da pena.
A proposta também prevê penas mínimas de 25 anos de reclusão à utilização da advocacia para transmissão de ordens de organização criminosa, dentre outros pontos. Caiado citou também como medidas o enfoque na proteção de fronteiras, regiões portuárias e aeroportuárias.
Ele propôs ainda a criação de uma polícia integrada com membros das forças de segurança do Brasil e países vizinhos, chamada por ele de SulPol.

Segundo o ex-governador de Goiás, a SulPol seria inspirada na Europol, agência da União Europeia para a cooperação policial.
Caiado também afirmou que pretende convidar o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo, como ministro de Segurança Pública.
"Ele [Gakiya] é hoje um homem que não tem liberdade nem para ele nem para a família, mas foi um homem que, pela coragem, pelo entendimento, vou convidá-lo para ser meu ministro da segurança pública. Ele é o homem mais resiliente, a pessoa mais determinada em combate ao crime organizado no Brasil", afirmou Caiado.
O político afirmou já conhecer Gakiya, alvo de planos de ataques do PCC contra autoridades brasileiras , e que ele foi consultado sobre propostas presentes no plano, mas que ainda pretende ligar para o promotor para falar do convite para o cargo de ministro.
À Folha Gakiya afirmou ter sabido do convite pela imprensa e ficado "honrado em ser lembrado pelo governador Caiado". Disse, entretanto, que, como promotor de Justiça da ativa, não se manifestaria sobre o assunto.
"Apenas no fim do ano terei atingido os requisitos para minha aposentadoria. Até lá não me manifestarei sobre nenhum convite. Em relação às propostas, ainda não as analisei".
Questionado sobre com qual proposta específica Gakiya contribuiu, Caiado não soube apontar uma.
Outras propostas do candidato são a criação de uma rede nacional de presídios de segurança máxima, a redução da maioridade penal para 16 anos e a implantação de um cadastro nacional de agressores de mulheres.
Caiado também repetiu acusações contra o governo federal, dizendo que o governo "nunca quis" combater o crime organizado e que é "complacente e conivente com o crime".
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
As principais notícias da semana sobre o cenário jurídico e conteúdos exclusivos
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/caiado-propoe-criacao-de-lei-de-terrorismo-domestico-e-agencia-policial-com-paises-vizinhos.shtml.

Ronaldo Caiado durante agenda de presidenciáveis na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo - Gabriela Biló - 8.jul.26/Folhapress · Gabriela Biló - 8.jul.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

