Política

    Caiado promete anistiar Bolsonaro em 1º ato para “pacificar o Brasil”

    Governador de Goiás, Ronaldo Caiado foi anunciado nesta segunda-feira (30/3) como pré-candidato do PSD à Presidência da República

    Metrópoles
    31 de março de 2026 às 10:59
    Caiado promete anistiar Bolsonaro em 1º ato para “pacificar o Brasil”
    Arquivo/ Reprodução

    Anunciado nesta segunda-feira como pré-candidato do Partido Social Democrático (PSD) à Presidência, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, prometeu anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso seja eleito. Segundo Caiado, a anistia “ampla, geral e irrestrita” seria seu primeiro ato como presidente.

    “Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil. Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma amostra de que, a partir dali, eu vou cuidar das pessoas”, reafirmou Caiado.

    Em maio do ano passado, o governador goiano já havia dito que a anistia a Bolsonaro seria seu primeiro ato de governo caso fosse eleito presidente do Brasil.

    Recém-filiado ao PSD, Caiado foi escolhido para concorrer ao cargo no Palácio do Planalto após disputa interna com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu de se candidatar ao Executivo federal na semana passada.

    Questão eleitoral, diz Kassab

    Pela manhã, Kassab afirmou que a decisão a favor de Caiado foi estrategicamente tomada por uma “questão eleitoral”. “Tem mais chances de chegar ao segundo turno”, afirmou.

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    Governador de Goiás, Ronaldo Caiado

    “Chegando ao segundo turno – que precisa chegar ao segundo turno para ganhar as eleições – ele [Ronaldo Caiado] vencerá as eleições”, argumentou Kassab. “Nos últimos governos, tanto a família Bolsonaro quanto os petistas tiveram suas oportunidades. A gente quer que venha alguém que ainda não teve oportunidade, e foi muito bem-sucedido em todas as missões que teve na sua carreira”, avaliou.

    Lembrança da UDR

    Na coletiva do anúncio desta tarde, Caiado se apresentou, falou da família, de cachorros e resumiu seu currículo político, destacando a criação da União Democrática Ruralista (UDR), em 1985, muito associada a tensões e conflitos no campo, radicalmente contra a reforma agrária e já investigada por armar jagunços.

    “Quero Dizer que venho da política há muitos anos. Quando realmente foi criado pelo PT o MST, eu criei a UDR na defesa do direito de propriedade, da livre iniciativa, da economia de mercado. Momento em que realmente o Brasil demonstrou com os anos que vieram, que nós estávamos certos, de apenas um setor que não tinha referência mundial, que não era pop nem era tech, que o Caiado já o defendia desde 1986, e hoje é, sem dúvida alguma, o setor mais competitivo da economia do país”, afirmou.

    Candidato a presidente em 1989, quando Fernando Collor de Melo venceu Lula no segundo turno e ele ficou em décimo lugar, Caiado teorizou sobre polarização.

    “Posso afirmar a todos vocês que a polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é ali parte dela, ou seja, da polarização. E é o que pretendo fazer chegando à Presidência”, disse.

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