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    Café sobe 4% em Nova York pelo terceiro pregão seguido com alta do real

    Valorização da moeda brasileira reduz incentivo às exportações e sustenta os preços do café no mercado internacional

    CNN Brasil
    6 de outubro de 2026 às 19:25
    Café sobe 4% em Nova York pelo terceiro pregão seguido com alta do real
    Foto: CNN Brasil

    O café fechou em alta pelo terceiro pregão consecutivo na bolsa de Nova York, sustentado principalmente pela valorização do real brasileiro e pela expectativa de redução das vendas externas do país. Nesta terça-feira (6), o contrato futuro com vencimento em dezembro avançou 4,07% e terminou a sessão cotado a US$ 3,04 por libra-peso.

    De acordo com o Barchart, a valorização do real, que atingiu a maior cotação em cerca de quatro meses frente ao dólar, tende a reduzir a atratividade das exportações para os produtores brasileiros, já que a conversão da receita em moeda estrangeira para o real fica menos favorável. Como o Brasil é um dos principais fornecedores globais de café, o movimento cambial influencia diretamente a formação dos preços internacionais.

    O mercado também acompanha o posicionamento dos fundos de commodities, especialmente no café robusta . O volume elevado de posições vendidas abre espaço para novas altas caso os investidores passem a recomprar contratos para encerrar essas apostas na queda, movimento conhecido como cobertura de posições vendidas.

    Café torrado em grão que pode ser processado nos EUA • Divulgação/Datagro · • Divulgação/Datagro
    Café torrado em grão que pode ser processado nos EUA • Divulgação/Datagro · • Divulgação/Datagro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Cacau Os contratos futuros de cacau fecharam em queda nesta sessão, pressionados principalmente pelo aumento dos estoques certificados da ICE e por sinais de enfraquecimento da demanda. O contrato com vencimento em dezembro recuou 2,88% e terminou a sessão negociado a US$ 5.700 por tonelada.

    Segundo a Barchart, os estoques de cacau monitorados pela ICE subiram para 3.538.981 sacas, o maior volume em dois anos e três meses. O avanço dos estoques reforçou a percepção de maior disponibilidade do produto e aumentou a pressão sobre as cotações.

    A demanda também pesou sobre o mercado. A processadora de cacau Cargill informou prejuízos de marcação a mercado relacionados ao cacau no trimestre encerrado em 31 de agosto, em um sinal de que a empresa pode estar enfrentando dificuldades para repassar aos clientes os custos mais elevados da matéria-prima.

    Café arábica recua em Nova York com avanço da colheita no Brasil
    Café arábica recua em Nova York com avanço da colheita no Brasil — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Na sessão anterior, os preços haviam avançado para o maior nível em duas semanas, impulsionados por preocupações com a oferta. Na Costa do Marfim, principal produtor mundial, chuvas excessivas provocaram bloqueios de estradas e danos a pontes, dificultando o transporte do cacau até os portos e atrasando as entregas.

    As chuvas persistentes no Centro-Sul do Brasil continuam afetando o ritmo da colheita e da moagem de cana-de-açúcar, dando suporte às cotações internacionais. Na bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em março subiu 0,43% e encerrou a sessão negociado a 20,82 centavos de dólar por libra-peso.

    Segundo a Barchart, o açúcar acumulou forte valorização na última semana, com o contrato negociado em Nova York atingindo na terça-feira a maior cotação em 19 meses .

    Clima mais seco no Brasil pressiona café e recua 2,02% em de Nova York
    Clima mais seco no Brasil pressiona café e recua 2,02% em de Nova York — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    No Brasil, as chuvas frequentes na principal região produtora de cana têm atrasado os trabalhos no campo e interrompido a moagem em algumas usinas. Com isso, a oferta de açúcar no curto prazo fica mais restrita, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado internacional.

    O algodão encerrou a sessão em alta na bolsa de Nova York, apoiado por dados de exportação dos Estados Unidos e pelo avanço da colheita no país. O contrato futuro com vencimento em dezembro subiu 0,43% e terminou o dia cotado a 81,21 centavos de dólar por libra-peso.

    Segundo a Barchart, os Estados Unidos exportaram 917.974 fardos de algodão em agosto, de acordo com dados mensais do Censo sobre o comércio internacional. O volume representa alta de 42,84% em relação ao mesmo mês do ano passado e é o maior registrado em três anos. Na comparação com julho, porém, as exportações recuaram 20,91%.

    Café sobe 12,3% em Nova York em sessão marcada por forte volatilidade
    Café sobe 12,3% em Nova York em sessão marcada por forte volatilidade — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    No campo, o relatório semanal de progresso das safras mostrou que 74% da área de algodão norte-americana já havia atingido a abertura dos capulhos até o último domingo. A colheita alcançou 23% da área, dois pontos percentuais acima da média para o período.

    Na Bolsa de Nova York, os preços futuros do suco de laranja para novembro finalizaram o dia com valorização de 4, 12 % e precificado em US$ 1 , 50 por libra-peso.

    https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/gabriella-weiss/agro/por-que-o-brasil-precisa-importar-fertilizantes/

    Clima mais seco no Brasil pressiona café e recua 2,02% em de Nova York
    Clima mais seco no Brasil pressiona café e recua 2,02% em de Nova York — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Café sobe 12,3% em Nova York em sessão marcada por forte volatilidade
    Café sobe 12,3% em Nova York em sessão marcada por forte volatilidade — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Café arábica recua em Nova York com avanço da colheita no Brasil
    Café arábica recua em Nova York com avanço da colheita no Brasil — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cafe-sobe-4-em-nova-york-pelo-terceiro-pregao-seguido-com-alta-do-real/.

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