Café no palacete da princesa Isabel une lanche e história em Petrópolis
O café é o de menos na cafeteria Duetto's, em Petrópolis , na região serrana do Rio de Janeiro. Leia mais (09/23/2026 - 08h00)

David Lucena conta tudo sobre a bebida, do grão à xícara
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O café é o de menos na cafeteria Duetto’s, em Petrópolis , na região serrana do Rio de Janeiro.
O espaço é o verdadeiro atrativo para dezenas de turistas que param para um lanche, já que o estabelecimento fica no jardim do palacete onde viveu a princesa Isabel.
Nos fundos do casarão rosa-alaranjado, a cafeteria serve porções fartas. É o caso da torrada Petrópolis, feita com generosas fatias do brioche da casa, acompanhadas de geleia, manteiga, mel ou cream cheese (R$ 33, com duas fatias).

Os bolos também fazem sucesso, com sabores rotativos no balcão, como os de coco e de nozes.
O café aparece em opções clássicas –como o coado (R$ 18), o espresso (R$ 8) e o cappuccino (R$ 21)– e em bebidas mais elaboradas, com doce de leite, Nutella e chantili.
O destaque do local, no entanto, é a história –ou melhor, a oportunidade de refletir sobre a antiga moradora do palacete.
Como a princesa era uma católica fervorosa, o imóvel fica em frente à Catedral de São Pedro de Alcântara, com o alpendre frontal oferecendo vista privilegiada para o templo.
Enquanto o sino toca, dezenas de clientes aproveitam o sol de inverno para desfrutar de seus sanduíches e bolos no jardim do palacete.
Entre uma mordida e outra, uma mãe ensina história ao filho ao contar sobre a antiga proprietária e seu papel na Abolição, embora atribua à herdeira do trono um heroísmo que não condiz com os fatos.
A princesa Isabel tornou-se célebre por ter assinado, em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea, que pôs fim à escravidão no Brasil –o único país das Américas a manter o regime escravista até aquele momento.
O ato da princesa, contudo, não foi um ato de caridade, mas sim resultado do colapso estrutural do sistema escravista no Brasil. A decisão da herdeira foi imposta por uma conjuntura política, social e econômica que tornou a escravidão insustentável.
Afinal, diante da pressão internacional, do avanço do movimento abolicionista nacional, de escravizados que fugiam em massa, de um Exército que se recusava a reprimir e de uma Igreja que passou a condenar a escravidão, a lei apenas formalizou o fim de uma instituição que já estava moral e materialmente moribunda.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/blogs/cafe-na-prensa/2026/09/cafe-no-palacete-da-princesa-isabel-une-lanche-e-historia-em-petropolis.shtml.

Duettos Bistrô e Café serve brunch em imóvel onde morou a princesa Isabel, em Petrópolis - David Lucena/Folhapress · David Lucena/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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