Brasil

    Cadela continua esperando na entrada de casa dez meses após perder tutor: o que explica esse comportamento?

    Sadie reconhecia a chegada do tutor pelo som do caminhão e manteve o hábito de esperá-lo, levantando questões sobre como cães lidam com a perda de pessoas próximas

    CNN Brasil
    8 de outubro de 2026 às 20:07
    Cadela continua esperando na entrada de casa dez meses após perder tutor: o que explica esse comportamento?
    Foto: CNN Brasil

    Há dez meses, a cadela Sadie continua repetindo um hábito que antes terminava com a chegada de seu tutor. Todas as manhãs, ela procura um lugar no quintal de casa, nos Estados Unidos, de onde consegue observar a estrada por onde o homem costumava voltar. Mesmo após a morte dele, a cadela mantém a rotina de espera , despertando curiosidade sobre como os cães reagem à ausência de pessoas com quem desenvolveram vínculos afetivos.

    A história foi compartilhada por Sarah, viúva do tutor, em um vídeo divulgado pelo GeoBeats Animals. O caso também levanta uma questão sobre a relação entre humanos e animais de estimação. Os cães compreendem a morte de seus tutores ou continuam repetindo hábitos associados à convivência com eles?

    O marido de Sarah trabalhava como inspetor de minas quando encontrou Sadie abandonada perto do portão de uma das instalações que visitava. A cadela demonstrava medo de outras pessoas, mas se aproximava dele. Após alguns encontros, o homem decidiu levá-la para casa, onde os dois desenvolveram uma relação próxima.

    Sadie mantém o hábito de observar o caminho por onde seu tutor costumava chegar, mesmo dez meses após a perda. • Reprodução: Instagram/@alexcooperfrankford · • Reprodução: Instagram/@alexcooperfrankford
    Sadie mantém o hábito de observar o caminho por onde seu tutor costumava chegar, mesmo dez meses após a perda. • Reprodução: Instagram/@alexcooperfrankford · • Reprodução: Instagram/@alexcooperfrankford — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Com o tempo, Sadie passou a aguardá-lo na entrada da propriedade todas as tardes. Segundo Sarah, a cadela reconhecia o som do caminhão do tutor antes mesmo de avistá-lo .

    A post shared by GeoBeats Animals (@geobeatsanimals)

    Após a morte do tutor em dezembro de 2025, Sadie manteve o hábito de observar a estrada todas as manhãs. Em relato ao GeoBeats Animals , Sarah contou que, nos dias de chuva ou frio , a cadela acompanha o movimento pelo quarto do filho, de onde consegue enxergar o mesmo caminho.

    Morre aos 90 programadora que ajudou humanidade a pisar na Lua; Margaret Hamilton criou software antes mesmo da existência dos computadores
    Morre aos 90 programadora que ajudou humanidade a pisar na Lua; Margaret Hamilton criou software antes mesmo da existência dos computadores — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Na tentativa de confortá-la, a família espalhou roupas do tutor pela casa para manter seu cheiro familiar, mas a iniciativa não mudou o comportamento. Segundo Sarah, Sadie não costuma procurá-lo pelos cômodos da residência , embora continue atenta à estrada por onde ele chegava.

    Embora a família associe o comportamento à espera pelo tutor, não é possível afirmar que a cadela compreenda a morte ou esteja conscientemente aguardando seu retorno. A permanência do hábito também pode estar relacionada à memória, à rotina e às experiências construídas durante a convivência.

    A perda de uma pessoa próxima pode provocar mudanças no comportamento dos cães , como alterações no apetite, no sono, na disposição para brincar e na busca por companhia. Essas reações variam conforme o vínculo estabelecido com o tutor e a rotina do animal.

    Não perca a chuva de meteoros Dracônidas, um evento celeste que não durará a noite toda
    Não perca a chuva de meteoros Dracônidas, um evento celeste que não durará a noite toda — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Uma pesquisa publicada em 2026 na revista científica Applied Animal Behaviour Science investigou como cães e gatos reagem à perda de seus cuidadores. Embora os animais possam apresentar mudanças após a ausência de alguém próximo, ainda não está claro como os cães compreendem a morte, o que impede afirmar que vivenciem o luto da mesma maneira que os humanos.

    Alguns cuidados podem ajudar os animais a enfrentar essas mudanças.

    No caso de Sadie, a família continua oferecendo cuidados enquanto a cadela mantém o costume de observar a estrada. A história chama atenção para a força dos hábitos construídos durante a convivência e para as diferentes maneiras pelas quais os animais podem reagir à ausência de alguém importante em sua rotina.

    "Oceano mais quente que já medimos": Agência da ONU alerta para um dos El Niño mais fortes da história
    "Oceano mais quente que já medimos": Agência da ONU alerta para um dos El Niño mais fortes da história — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Morre aos 90 programadora que ajudou humanidade a pisar na Lua; Margaret Hamilton criou software antes mesmo da existência dos computadores
    Morre aos 90 programadora que ajudou humanidade a pisar na Lua; Margaret Hamilton criou software antes mesmo da existência dos computadores — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Não perca a chuva de meteoros Dracônidas, um evento celeste que não durará a noite toda
    Não perca a chuva de meteoros Dracônidas, um evento celeste que não durará a noite toda — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    “Oceano mais quente que já medimos”: Agência da ONU alerta para um dos El Niño mais fortes da história
    “Oceano mais quente que já medimos”: Agência da ONU alerta para um dos El Niño mais fortes da história — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/cadela-continua-esperando-na-entrada-de-casa-dez-meses-apos-perder-tutor-o-que-explica-esse-comportamento/.

    Imagem 1
    1 / 7

    Sadie mantém o hábito de observar o caminho por onde seu tutor costumava chegar, mesmo dez meses após a perda. • Reprodução: Instagram/@alexcooperfrankford · • Reprodução: Instagram/@alexcooperfrankford — Foto: CNN Brasil

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)