Política

    Cabo do Exército é investigado por fornecer armas a facções

    Militar é alvo da operação Reino Oculto, que apura tráfico de armas e drogas na Bahia

    Poder360
    14 de setembro de 2026 às 19:14
    Cabo do Exército é investigado por fornecer armas a facções
    6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, onde Deivison dos Santos Ferreira é lotado | - Reprodução/Instagram 29.ago.2026 — Foto: Poder360

    Militar é alvo da operação Reino Oculto, que apura tráfico de armas e drogas na Bahia

    O cabo do Exército Deivison dos Santos Ferreira é investigado por suspeita de fornecer armas e munições a integrantes de facções criminosas. Ele é lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, e aparece em conversas analisadas pelos investigadores.

    A apuração é conduzida pela Polícia Civil da Bahia e pelo MP-BA (Ministério Público da Bahia) e faz parte da operação Reino Oculto. A investigação começou em março e investiga suspeitas de tráfico e associação para o tráfico de drogas, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.

    6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, onde Deivison dos Santos Ferreira é lotado
    6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, onde Deivison dos Santos Ferreira é lotado — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    As informações sobre a participação do militar foram obtidas pelo Fantástico , da TV Globo , e divulgadas no domingo (13.set.2026). Segundo a investigação, Deivison teria negociado armamentos e munições com integrantes do tráfico de drogas.

    A apuração identificou uma estrutura com núcleos responsáveis pelo comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda de drogas, além do fornecimento de armas. Segundo o MP-BA e a Polícia Civil, o grupo movimentou mais de R$ 4 milhões durante o período investigado.

    A operação Reino Oculto foi iniciada em 10 de setembro e mobilizou mais de 250 policiais civis. Foram cumpridos mandados em Salvador, na Região Metropolitana e em municípios do interior da Bahia, além de cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. Mais de 30 pessoas haviam sido presas, segundo o MP-BA.

    Deivison já estava preso no início da operação. A prisão foi determinada pela Justiça Militar em agosto, depois de o cabo ser relacionado ao desaparecimento de coletes balísticos do 6º Batalhão de Polícia do Exército, localizado no bairro do Imbuí, em Salvador.

    O Poder360 tenta obter o contato dos advogados de Deivison dos Santos Ferreira, mas não teve sucesso na busca de um telefone ou e-mail válidos até a publicação desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando estabelecer contato. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida

    Ao Fantástico , os advogados disseram que Deivison nega as acusações e que os fatos serão esclarecidos no momento adequado. A defesa também informou que trabalha para revogar as prisões.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/cabo-do-exercito-e-investigado-por-fornecer-armas-a-faccoes/.

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    6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, onde Deivison dos Santos Ferreira é lotado — Foto: Poder360

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