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    Busca por 'sugar daddy' termina em prejuízo de até R$ 2.000 para mulheres em SC

    Evento em Balneário Camboriú reúne homens ricos em busca de companhia, mas presença foi menor do que a esperada

    UOL
    30 de agosto de 2026 às 20:00
    Busca por 'sugar daddy' termina em prejuízo de até R$ 2.000 para mulheres em SC
    Foto: UOL

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    Festa MP em Balneário Camboriú (SC) - Divulgação / MeuPatrocínio

    Festa MP em Balneário Camboriú (SC) - Divulgação / MeuPatrocínio · Divulgação /
    Festa MP em Balneário Camboriú (SC) - Divulgação / MeuPatrocínio · Divulgação / — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Quando um homem rico chega a uma cidade, como sabia Jane Austen, as coisas podem ficar agitadas. Quando prometem uma cidade cheia deles e os homens não dão as caras, a situação pode se complicar.

    Foi mais ou menos o que ocorreu na noite de quinta-feira (28), em Balneário Camboriú (SC). Lá, dezenas de mulheres, de 20 a 40 anos, se reuniram num centro de eventos à beira-mar com o mesmo objetivo: encontrar um "sugar daddy", termo usado para descrever homens ricos que gostam de mimar as pretendentes. Em geral, com presentes de marcas como Louis Vuitton, Gucci, Versace, BMW e Mercedes.

    O evento, em sua segunda edição , foi promovido pelo MeuPatrocínio, plataforma voltada a adeptos desse tipo de relacionamento. Santa Catarina tinha quase 1 milhão de usuários ao final de 2025. No país, mais de 16 milhões, segundo dados da empresa.

    Festa MP em Balneário Camboriú (SC) - Divulgação/MeuPatrocínio · Divulgação/MeuPatrocínio
    Festa MP em Balneário Camboriú (SC) - Divulgação/MeuPatrocínio · Divulgação/MeuPatrocínio — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A festa havia sido planejada para reunir quatro mulheres para cada homem, totalizando cerca de 150 pessoas, diz Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio. A conta, portanto, significava aproximadamente 30 homens.

    A dinâmica deveria funcionar como uma dança das cadeiras. Uma sai, outra chega. Porém, naquela noite, faltaram assentos. Muitos "daddies" compraram ingressos e não foram, disse a plataforma à Folha. Muitas "babies" faltaram também.

    No bar, no banheiro, nos cantos, ecoava a mesma pergunta entre as mulheres: "Cadê eles?"

    Festa reúne sugar daddies e sugar babies em São Paulo
    Festa reúne sugar daddies e sugar babies em São Paulo — Foto: UOL · Fonte: UOL

    No auge da festa, por volta da meia-noite, a reportagem contou menos de 20 "daddies" , de várias idades, estilos e localidades. Até um de Mumbai, centro financeiro da Índia.

    Os indivíduos eram discretos —muitos com casamentos em crise ou divórcios recém-assinados— e não buscavam somente satisfação, mas também companhia. Alguns pagam só pela atenção. Levam para fazer o cabelo, mudar o guarda-roupa, almoçar, viajar.

    "É normal nem rolar sexo", conta Graciane Cabrera, 36, uma das mulheres que participaram da festa. "É até mais gostoso apenas conhecer a pessoa e absorver o conhecimento dela."

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    Ela disse ter ido ao evento apenas para curtir, sem expectativas. Outras "babies", por sua vez, buscavam chamar a atenção dos homens quando eles passavam com uma encarada, uma piscadela ou um cumprimento desajeitado.

    A maioria das mulheres aparentava estar nervosa com a situação, até porque eram dez "daddies" a menos do prometido, diminuindo as chances de sucesso.

    Nem os drinks, e bastante champanhe, ajudavam na situação. A trilha sonora, funks consagrados em formaturas e bailes de debutante, e o calor causado pela ventilação fraca ajudavam a piorar o desconforto.

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    Nesse clima, uma fofoca chegou para gerar mais incômodo.

    O ingresso masculino chegava a R$ 20 mil, segundo o MeuPatrocínio. Entre as mulheres, havia quem tivesse pago R$ 800 para estar ali. Outras, porém, diziam ter recebido convite da própria plataforma —muitas eram influenciadoras ou produtoras de conteúdo.

    As "babies" que pagaram tinham perfil parecido: mais jovens e, em alguns casos, movidas por expectativas financeiras. Uma queria ter a faculdade paga, outra, o apartamento quitado. Algumas viajaram de cidades pequenas da região até Balneário e nem tinham a passagem de volta, esperando passar mais de uma noite.

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    Duas amigas haviam, além de desembolsado R$ 500 no convite, gastado mais de R$ 1.500 no look para atender ao dress code. Conforme os homens não apareciam, elas se sentaram isoladas em um banco, observando a movimentação e criticando, entre si, as outras participantes.

    O prejuízo, diziam, seria compensado com textões no Instagram expondo as promessas e realizações do evento.

    Às vezes um homem passava, media, quase fazia um raio-x, mas raramente parava para conversar. Essa, disse uma jovem experiente em encontros do tipo, é a graça para eles.

    Na rua, são como qualquer um. Seriam até ignorados por muitas daquelas mulheres. Ali, o dinheiro os transforma em artigo de luxo, lhes concede o poder.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/busca-por-sugar-daddy-termina-em-prejuizo-de-ate-r-2000-para-mulheres-em-sc.shtml.

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