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    Busca pelo Paraguai aumentou com reforma tributária, diz consultoria

    Mais de 100 empresas procuraram a Frontexa em 2026, de acordo com a sua fundadora Suelen Raizer

    Poder360
    27 de setembro de 2026 às 13:00
    Busca pelo Paraguai aumentou com reforma tributária, diz consultoria
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    Mais de 100 empresas procuraram a Frontexa em 2026, de acordo com a sua fundadora Suelen Raizer

    A busca por empresas brasileiras interessadas em produzir no Paraguai aumentou com as discussões sobre a reforma tributária e o cenário de juros elevados no Brasil , segundo Suelen Raizer , fundadora da Frontexa , consultoria especializada na instalação de empresas no país vizinho.

    Raizer afirmou que cerca de 100 indústrias procuraram a empresa em 2026, interessadas no país vizinho. O número inclui também distribuidoras que buscam alternativas para aumentar a competitividade.

    Na imagem, Suelen Raizer, fundadora da Frontexa, consultoria que auxilia empresas que querem se mudar ou expandir sua produção no Paraguai
    Na imagem, Suelen Raizer, fundadora da Frontexa, consultoria que auxilia empresas que querem se mudar ou expandir sua produção no Paraguai — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “Quando saem notícias sobre a reforma tributária, sobre alguma questão econômica, sobre aumento da taxa de juros, a gente acaba recebendo mais demanda aqui no nosso time de venda”, afirmou em entrevista ao Poder360.

    Assista à entrevista completa (29min54):

    Além de menor carga tributária , o Paraguai apresenta maior previsibilidade. “Como o país quer atrair capital estrangeiro para que o investidor se sinta confortável num ambiente que é tributariamente fácil, economicamente confortável de investir, ele é previsível”, declarou Raizer.

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    A Reforma Tributária do Consumo entra em vigor em 2027, data em que o PIS e a Cofins serão integralmente extintos e substituídos pela nova CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

    Nesse mesmo dia, a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) será reduzida a zero na maioria dos produtos, terá início a cobrança do Imposto Seletivo sobre itens nocivos à saúde e ao meio ambiente. Começará a transição prática do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), exigindo que as empresas adaptem urgentemente seus sistemas de emissão de notas fiscais, revisem contratos e ajustem suas estratégias de precificação antes do início desse novo modelo.

    Desde 2007, mais de 230 empresas saíram do Brasil para operar no Paraguai sob o regime de maquila, de acordo com levantamento do Poder360, feito em maio. O número corresponde a 70% das mais de 320 empresas estrangeiras que optaram pelo país vizinho. Desde 2013, esse movimento vem ganhando força.

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    A lei de Maquila é uma norma legal que permite às companhias estrangeiras voltadas para a exportação produzirem em um país vizinho pagando menos impostos.

    O principal atrativo do Paraguai é a baixa carga tributária . As maquiladoras têm impostos e encargos trabalhistas totais de 12%, em média, contra 80% no Brasil.

    As maquiladoras pagam só 1% de imposto sobre o valor agregado e têm isenção de Imposto de Renda, inclusive sobre o pagamento de dividendos, na compra de máquinas e na importação de matéria-prima.

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    A decisão de migrar uma operação para o Paraguai passa por uma análise de viabilidade, segundo Raizer. A consultoria calcula custos de produção, disponibilidade de mão de obra, investimento necessário e prazo de retorno do projeto.

    Se a empresa aprovar os números, começa o processo de instalação. A documentação pode levar de 3 a 6 meses, enquanto o período entre o início da análise e o começo da produção pode chegar a 7 a 18 meses.

    O projeto precisa ser apresentado ao Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai e demonstrar geração de valor agregado no país, com contratação de trabalhadores locais e utilização de fornecedores paraguaios, quando aplicável.

    “É um projeto sério, não pode escrever uma coisa no projeto e depois fazer outra, porque também existe a fiscalização” , disse a fundadora da Frontexa.

    Precisa ser considerado também que existe um mínimo de 40% de valor agregado regional, também chamado de “elemento paraguaio” . É o requisito básico exigido para que um produto industrializado no Paraguai obtenha o Certificado de Origem do Mercosul, garantindo que a mercadoria possa ser exportada para outros países do bloco, como o Brasil, com alíquota zero de Imposto de Importação.

    Raizer citou ainda que a transferência da produção não é viável para todos os setores. Empresas que dependem de mão de obra altamente especializada, manual ou artesanal, podem ter mais dificuldade. A mão de obra qualificada no país vizinho é mais escassa.

    Raizer disse não considerar o Paraguai um concorrente que necessariamente prejudique a indústria brasileira. Para ela, as operações dos 2 países podem ser complementares.

    De acordo com ele, na maioria dos casos, funções como marketing, design e decisões estratégicas permanecem no Brasil, enquanto parte da produção é transferida para o Paraguai.

    “ Eu não acredito que o Paraguai é o inimigo do Brasil. Nem sempre os meus clientes fecham a fábrica no Brasil, mas na hora de expandir, eles acabam escolhendo o Paraguai para ter essa competitividade também no preço e também porque a gente vê essa facilidade de mão de obra no Paraguai”, afirmou Raizer.

    Vídeo: Poder360 · Fonte: Poder360

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/busca-pelo-paraguai-aumentou-com-reforma-tributaria-diz-consultoria/.

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    Na imagem, Suelen Raizer, fundadora da Frontexa, consultoria que auxilia empresas que querem se mudar ou expandir sua produção no Paraguai — Foto: Poder360

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