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    Burger King é condenado a indenizar trabalhadora por uniforme que não servia

    O TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), em São Paulo, manteve a condenação do Burger King ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a uma funcionária que afirmou não ter recebido uniforme no tamanho adequado e que disse ter sido alvo de zombarias no ambiente de trabalho.

    UOL
    8 de setembro de 2026 às 08:00
    Burger King é condenado a indenizar trabalhadora por uniforme que não servia
    Pessoa de camiseta amarela e calça bege está em pé diante do balcão de um restaurante fast-food, olhando para o menu digital acima. O balcão é moderno, com painéis de pedra clara nas laterais e telas digitais exibindo opções de comida. Plac — Foto: UOL

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    O TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), em São Paulo , manteve a condenação do Burger King ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais a uma funcionária que afirmou não ter recebido uniforme no tamanho adequado e que disse ter sido alvo de zombarias no ambiente de trabalho.

    Restaurante do Burger King em Miami, Flórida, EUA - Joe Raedle - 17.ago.26/Getty Images via AFP · Joe Raedle - 17.ago.26/Getty Images via AFP
    Restaurante do Burger King em Miami, Flórida, EUA - Joe Raedle - 17.ago.26/Getty Images via AFP · Joe Raedle - 17.ago.26/Getty Images via AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O processo ainda não terminou. Segundo a decisão, há embargos de declaração e etapa de análise sobre a admissibilidade de eventual recurso.

    Procurado, o Burger King disse que acompanha o desfecho do caso e que situações como a relatada não refletem os valores nem as diretrizes internas da companhia. "A segurança, o acolhimento e o respeito são inegociáveis", afirmou, em nota enviada à Folha .

    Segundo o processo, a trabalhadora recebeu um uniforme menor do que seu número depois de ser promovida a coordenadora. Como precisava usar a roupa para trabalhar, ela afirmou na ação ter contratado uma costureira para adaptar a calça.

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    O ajuste virou motivo de piadas entre colegas e integrantes da gerência, segundo testemunha ouvida no processo. A gerente também teria dito à trabalhadora que ela deveria emagrecer para conseguir vestir a calça.

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    Para o relator do caso, desembargador João Forte Júnior, a situação demonstrou "desprezo" da coordenadora pela funcionária. O magistrado afirmou que houve uma inversão de valores, e que caberia ao empregador fornecer uma roupa adequada à funcionária, e não sugerir que ela modificasse o próprio corpo.

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    Para a Justiça, as zombarias que teriam sido feitas pela gerência e por outros empregados, somadas à fala da superiora, caracterizaram dano moral.

    A decisão manteve o reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho . Esse tipo de rescisão ocorre quando uma falta grave do empregador permite ao trabalhador encerrar o vínculo como se tivesse sido demitido sem justa causa, com direito às verbas correspondentes.

    Também foi determinado o pagamento de R$ 3.150 de participação nos lucros e resultados proporcional e reconhecido o direito a uma multa prevista em norma coletiva por fornecimento inadequado do uniforme.

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    O Burger King havia recorrido para tentar afastar a indenização. A empresa alegou, no processo, que não houve conduta discriminatória, que os comentários ofensivos teriam sido atitudes isoladas de colegas e que não havia prova de que a companhia tivesse incentivado ou tolerado esse comportamento. Também sustentou que a dificuldade com o uniforme não seria suficiente para caracterizar uma falta grave.

    A 20ª Turma, porém, rejeitou o recurso da empresa e manteve, por maioria, a condenação de R$ 20 mil.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/burger-king-e-condenado-a-indenizar-trabalhadora-por-uniforme-que-nao-servia.shtml.

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    Restaurante do Burger King em Miami, Flórida, EUA - Joe Raedle - 17.ago.26/Getty Images via AFP · Joe Raedle - 17.ago.26/Getty Images via AFP — Foto: UOL

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