Buracos e banheiro quebrado: fotos mostram escola do DF caindo aos pedaços
Unidade cívico-militar tem salas sem ventilação, fiação exposta, banheiros fechados e um diretor acusado de assediar equipe

Alunos e professores do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 507 de Samambaia Sul enfrentam um cenário de precarização estrutural e tensões administrativas. A unidade, que opera no modelo cívico-militar , acumula queixas que vão desde a falta de infraestrutura básica e prejuízos ao atendimento de estudantes com deficiência até denúncias de assédio moral e xenofobia.
A rotina escolar é marcada por improvisos e riscos à integridade física . As salas de aula não possuem ventilação adequada — algumas sequer contam com ventiladores — e quadros antigos estão com parafusos e pontas metálicas que já provocaram ferimentos em estudantes, segundo a comunidade. Nos banheiros, as condições de higiene e uso são precárias, havendo instalações interditadas.
Alunos e professores do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 507 de Samambaia Sul enfrentam um cenário de precarização estrutural e tensões administrativas

A unidade, que opera no modelo cívico-militar, acumula queixas sobre a falta de infraestrutura básica e prejuízos ao atendimento de estudantes com deficiência
A rotina escolar é marcada por improvisos e riscos à integridade física
As salas de aula não possuem ventilação adequada, algumas sequer contam com ventiladores, e quadros de aviso antigos expõem parafusos e pontas metálicas que já provocaram ferimentos em estudantes

Nos banheiros, as condições de higiene e uso são precárias, havendo instalações interditadas
A ausência de cobertura na quadra poliesportiva é outro problema crítico enfrentado pelos estudantes
Expostos ao sol forte e às altas temperaturas registradas na capital, os jovens realizam as aulas de Educação Física em condições insalubres

Por conta do calor extremo e da ausência de proteção solar, a direção cancelou o torneio interclasse previsto para ocorrer há duas semanas
Além dos gargalos físicos, docentes relatam um clima de intimidação por parte da direção escolar quando cobram providências
Os relatos apontam a prática de assédio moral, desrespeito verbal e retaliações institucionais contra os servidores que questionam as condições de trabalho

Em outra ocasião, segundo relatos colhidos pela coluna, os alunos tiveram de comer a merenda escolar com as mãos devido à falta de talheres na unidade.
A ausência de cobertura na quadra poliesportiva é outro problema crítico enfrentado pelos estudantes. Expostos ao sol e às altas temperaturas registradas na capital, os jovens realizam as aulas de educação física em condições insalubres. Por conta do calor extremo e da ausência de proteção solar, a direção cancelou o torneio interclasse previsto para ocorrer no fim de setembro.
O Metrópoles ouviu, em condição de anonimato, uma docente do CEF 507 de Samambaia. Ela diz que já pediu melhorias à direção da instituição, mas que nunca foi atendida. “O descaso está sendo grande. A escola está desabando, é uma escola feita de gambiarras”, lamenta.

Além dos gargalos físicos, docentes relatam um clima de intimidação por parte da direção escolar quando cobram providências. Os relatos apontam a prática de suposto assédio moral, desrespeito verbal e retaliações institucionais contra os servidores que questionam as condições de trabalho.
Segundo uma das professoras, a gestão ainda utiliza de apelidos pejorativos e xenofóbicos para se referir aos docentes. “ Sou pernambucana, mas ele se refere a mim como ‘A paraibana’ “, relata a servidora. Ela diz que, após questionar os problemas estruturais da unidade, vem sofrendo assédio moral.
Em outra ocasião, um professor foi xingado com termos ofensivos pelo diretor ao cobrar melhorias.

Apesar das críticas direcionadas à direção, a comunidade escolar ressalta a dedicação do corpo docente e elogia a postura dos policiais militares que compõem a equipe disciplinar do modelo cívico-militar. Há também relatos de que a unidade acumula dívidas antigas e de que as verbas repassadas não passam por consulta prévia nem têm a devida prestação de contas apresentada ao Conselho Escolar, descumprindo as diretrizes de gestão democrática da rede pública.



Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/caindo-aos-pedacos-escola-no-df-acumula-acusacoes-de-assedio-moral.

Material cedido ao Metrópoles — Foto: Metrópoles
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