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    Brazil Potash testa IA para aumentar futura produção de potássio no AM

    Testes com inteligência artificial permitiram separar minério de maior teor no projeto Autazes; tecnologia ainda depende de estudos para aplicação industrial

    CNN Brasil
    13 de outubro de 2026 às 15:52
    Brazil Potash testa IA para aumentar futura produção de potássio no AM
    Foto: CNN Brasil

    A Brazil Potash anunciou nesta terça-feira (13) resultados positivos de testes com inteligência artificial para aumentar a eficiência do processamento de minério no projeto de potássio de Autazes, no Amazonas.

    Segundo a companhia, a tecnologia pode permitir a ampliação da produção e o prolongamento da vida útil da futura mina.

    Os testes, realizados em parceria com a empresa de engenharia ERCOSPLAN, utilizaram sensores de raios X associados à inteligência artificial para identificar e separar materiais de diferentes teores de potássio.

    Armazém de potássio • 26/08/2013REUTERS/Sergei Karpukhin · • 26/08/2013REUTERS/Sergei Karpukhin
    Armazém de potássio • 26/08/2013REUTERS/Sergei Karpukhin · • 26/08/2013REUTERS/Sergei Karpukhin — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Em uma das amostras analisadas, o teor de cloreto de potássio (KCl) passou de aproximadamente 13% para 27% após o processo de separação. A empresa informou ainda que a tecnologia permitiu descartar cerca de 20% do material de menor qualidade antes do beneficiamento.

    O objetivo é retirar parte do material de baixo teor antes que ele chegue à planta industrial, liberando capacidade de processamento para o minério de maior qualidade.

    Segundo a companhia, essa estratégia poderia aumentar a produção sem a necessidade de construir um terceiro poço de mina, além de permitir o aproveitamento de áreas do depósito que atualmente não apresentam viabilidade econômica.

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    "Esses resultados nos oferecem uma oportunidade interessante de potencialmente ampliar a flexibilidade de produção no futuro, seja por meio de uma taxa de produção maior, de uma vida útil mais longa para a mina ou de ambas as possibilidades", afirmou Matt Simpson, CEO da Brazil Potash.

    O sistema utiliza sensores de transmissão de raios X e ferramentas de inteligência artificial para analisar individualmente as partículas de minério e identificar diferenças entre materiais de maior e menor qualidade.

    A tecnologia emprega modelos de aprendizado profundo treinados com milhões de imagens para reconhecer características dos materiais, como formato, tamanho e cor.

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    A partir dessa análise, o equipamento aciona válvulas de alta velocidade que liberam jatos de ar comprimido para retirar as partículas consideradas de menor qualidade.

    Apesar dos resultados iniciais, a Brazil Potash ressaltou que as amostras utilizadas foram pequenas e ainda não representam as condições de uma operação industrial.

    A companhia pretende realizar testes em escala maior somente após o início da produção comercial da mina. A eventual incorporação da tecnologia dependerá de novas avaliações técnicas, de engenharia e de viabilidade econômica.

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    Cobre e alumínio superam terras raras em restrições globais à exportação — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A Brazil Potash desenvolve o projeto Autazes por meio de sua subsidiária Potássio do Brasil, com o objetivo de ampliar a oferta nacional de um dos principais insumos utilizados na fabricação de fertilizantes agrícolas.

    O potássio é um dos três macronutrientes essenciais dos fertilizantes NPK, ao lado do nitrogênio e do fósforo. Apesar da relevância da produção agrícola brasileira, o país depende fortemente de fornecedores internacionais para atender à demanda.

    Segundo a companhia, aproximadamente 96% do potássio consumido no Brasil em 2025 foi importado.

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    Carvão desafia previsões e continua no centro do debate energético global — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Itaipu alerta para alta do rio Paraná e impacto no lado brasileiro da usina — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/infra/brazil-potash-testa-ia-para-aumentar-futura-producao-de-potassio-no-am/.

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