Brasileiros operam crianças queimadas em Angola, onde famílias cozinham em fogareiros
O cirurgião Leandro Gontijo e sua esposa e enfermeira Pollyana Gontijo conduzem uma paciente com sequelas de queimadura para centro-cirúrgico de hospital emAngola Kids Salvation - divulgação Em pequenas casas, muitas vezes formadas por um único cômodo e sem fogão, famílias em Angola acendem fogareiros no chão para cozinhar e fazem fogo dentro das residências para se aquecer. As crianças ficam próximas às chamas e acidentes são frequentes. Quando uma queimadura acontece, a dificuldade de acesso ao atendimento especializado pode fazer com que uma lesão, que poderia ser tratada, evolua para uma s
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O cirurgião Leandro Gontijo e sua esposa e enfermeira Pollyana Gontijo conduzem uma paciente com sequelas de queimadura para centro-cirúrgico de hospital emAngola — Foto: Kids Salvation - divulgação
Em pequenas casas, muitas vezes formadas por um único cômodo e sem fogão, famílias em Angola acendem fogareiros no chão para cozinhar e fazem fogo dentro das residências para se aquecer. As crianças ficam próximas às chamas e acidentes são frequentes . Quando uma queimadura acontece, a dificuldade de acesso ao atendimento especializado pode fazer com que uma lesão, que poderia ser tratada, evolua para uma sequela grave , capaz de impedir uma criança de abrir a boca, movimentar o pescoço, levantar os braços ou até vestir uma blusa.
É nesse cenário que profissionais de saúde brasileiros atuam em Angola. Médicos, enfermeiros, anestesistas, dentistas e outros especialistas doam seu tempo para realizar cirurgias, principalmente em crianças com queimaduras graves — algumas ocorridas há anos e outras recentes. Além de operar os casos mais complexos, os brasileiros capacitam profissionais angolanos para tratar pacientes menos graves e, principalmente, prestar o atendimento inicial adequado logo depois do acidente.

As queimaduras atingem especialmente países de baixa e média renda. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 180 mil pessoas morrem por ano em decorrência de queimaduras no mundo, e a maior parte dessas mortes ocorre nesses países. Entre crianças, as queimaduras são a quinta causa mais comum de lesões não fatais. A taxa de mortalidade infantil por queimaduras é mais de sete vezes maior em países de baixa e média renda do que nos de alta renda.
Na Região Africana da OMS, que reúne 47 países, abrangendo grande parte da África Subsaariana, crianças menores de 5 anos apresentam uma incidência de mortes por queimaduras mais de duas vezes superior à registrada mundialmente para essa faixa etária.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/09/22/brasileiros-operam-criancas-queimadas-em-angola-onde-familias-cozinham-em-fogareiros.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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