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    Brasil tem vulcões? Marcas de erupções ainda estão pelo país; veja

    Ilha de Trindade apresenta registro histórico de atividade vulcânica Simone Marinho/Wikimedia Commons Não há lava escorrendo por encostas, cidades construídas aos pés de vulcões em atividade nem colunas de cinzas ameaçando o espaço aéreo. Ainda assim, dizer que o Brasil é uma terra sem vulcões conta apenas a parte mais recente de uma história que começou milhões — e, em alguns casos, bilhões — de anos atrás. Em diferentes momentos do passado geológico, áreas que hoje fazem parte do território brasileiro foram palco de intensa atividade magmática. Houve enormes derrames de lava associados à sep

    G1
    24 de agosto de 2026 às 14:55
    Brasil tem vulcões? Marcas de erupções ainda estão pelo país; veja
    Foto: G1

    Ilha de Trindade apresenta registro histórico de atividade vulcânica — Foto: Simone Marinho/Wikimedia Commons

    Não há lava escorrendo por encostas, cidades construídas aos pés de vulcões em atividade nem colunas de cinzas ameaçando o espaço aéreo. Ainda assim, dizer que o Brasil é uma terra sem vulcões conta apenas a parte mais recente de uma história que começou milhões — e, em alguns casos, bilhões — de anos atrás .

    Em diferentes momentos do passado geológico, áreas que hoje fazem parte do território brasileiro foram palco de intensa atividade magmática . Houve enormes derrames de lava associados à separação da América do Sul e da África, episódios vulcânicos no Nordeste e a construção de ilhas inteiras no meio do Oceano Atlântico.

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    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

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    Depois, erosão, intemperismo e milhões de anos de transformação da paisagem modificaram grande parte dessas estruturas.

    As pistas, porém, permanecem gravadas nas rochas.

    "No Sul do país, extensas sequências vulcânicas remontam à ruptura do supercontinente Gondwana. No Rio Grande do Norte, estruturas registram o vulcanismo continental até cerca de 7 milhões de anos atrás. Fernando de Noronha foi construído por sucessivas fases de atividade vulcânica. E, a aproximadamente 1,2 mil quilômetros da costa do Espírito Santo, Trindade e Martin Vaz guardam alguns dos capítulos mais recentes dessa história", diz o geografo Eduardo Gomes.

    Fernando de Noronha já foi palco de atividade vulcânica no pasasdo — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

    Diante de um passado tão movimentado, uma pergunta é inevitável: algum desses vulcões ainda poderia entrar em erupção?

    Com as evidências disponíveis hoje, não há indicação de vulcanismo ativo no território brasileiro.

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    O Serviço Geológico do Brasil (SGB) afirma que o país não possui vulcões ativos nem adormecidos. O Global Volcanism Program, do Smithsonian Institution, uma das principais bases internacionais sobre atividade vulcânica, registra zero vulcões holocênicos no Brasil (termo utilizado para classificar vulcões em atividade) e informa não conhecer nenhuma erupção confirmada no país durante o Holoceno — período iniciado há aproximadamente 11,7 mil anos.

    Essa situação é bem diferente da encontrada na borda oeste da América do Sul.

    "Chile, Peru, Equador e Colômbia estão próximos a uma zona de subducção, onde placas oceânicas mergulham sob a Placa Sul-Americana. Esse processo tectônico está diretamente ligado à formação dos Andes e a muitos dos vulcões ativos existentes naquela porção do continente", explica Gomes.

    Grande parte do Brasil está distante dessa margem tectonicamente ativa.

    Isso, entretanto, não significa que o país sempre tenha sido geologicamente tranquilo.

    Quando enormes volumes de lava alcançaram a superfície

    Um dos capítulos mais espetaculares ocorreu no período Cretáceo, quando América do Sul e África ainda faziam parte do Gondwana.

    À medida que o supercontinente começou a se romper e o Atlântico Sul se abriu, um gigantesco episódio magmático atingiu regiões que atualmente pertencem aos dois lados do oceano.

    É a chamada Província Magmática Paraná-Etendeka.

    No Brasil, sua sequência vulcânica é representada principalmente pelo Grupo Serra Geral , formado predominantemente por basaltos e, em menor proporção, por rochas vulcânicas silicáticas. A província está diretamente relacionada à tectônica de distensão que acompanhou a ruptura do Gondwana.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/08/24/brasil-tem-vulcoes-marcas-de-erupcoes-ainda-estao-pelo-pais-veja.ghtml.

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