Política

    Brasil se reúne com EUA e não espera acordo sobre tarifaço agora

    Governo vê no encontro entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer a reabertura das negociações; é a 1ª reunião após ligação Lula-Trump

    Poder360
    31 de agosto de 2026 às 12:03
    Brasil se reúne com EUA e não espera acordo sobre tarifaço agora
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de reunião e almoço de trabalho na Casa Branca, em Washington, nesta 5ª feira (7.mai.2026). Da esquerda para a direita, o ministro da Justiça do Brasil, Wel — Foto: Poder360

    Governo vê no encontro entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer a reabertura das negociações; é a 1ª reunião após ligação Lula-Trump

    O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta 2ª feira (31.ago.2026) com o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) para discutir a relação tarifária entre os 2 países. O governo brasileiro não espera fechar acordo no 1º encontro.

    O capítulo anterior das negociações –que buscava evitar a aplicação das tarifas– já está encerrado. Donald Trump (Partido Republicano) aplicou as tarifas mesmo assim, com base, segundo o governo brasileiro, em acusações infundadas .

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de reunião e almoço de trabalho na Casa Branca, em Washington, nesta 5ª feira (7.mai.2026). Da esquerda para a direita, o ministro da Justiça do Brasil, Wel
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de reunião e almoço de trabalho na Casa Branca, em Washington, nesta 5ª feira (7.mai.2026). Da esquerda para a direita, o ministro da Justiça do Brasil, Wel — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    Em 16 de julho, a tarifa de 25% foi justificada com a alegação de que práticas comerciais brasileiras prejudicam o comércio norte-americano. Além das questões tarifárias, o processo incluiu temas como Pix, comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate à corrupção e desmatamento.

    Em 24 de julho, os EUA aplicaram outra sobretaxa, dessa vez de 12,5%. Alegaram que o Brasil falhou no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho escravo.

    O governo brasileiro contesta todas as alegações.

    A reunião desta 2ª feira (1º.set.) será entre o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, por videoconferência, às 14h30. Será o 1º contato direto entre as equipes desde que as tarifas entraram em vigor.

    As conversas devem se concentrar em aspectos do regime tarifário bilateral. A avaliação interna é de que a reunião será exploratória. Não devem haver conclusões nem anúncio de acordo já na 1ª rodada de retomada de negociações depois do tarifaço.

    O governo não espera que o tema dos minerais críticos entre na pauta desta reunião – como entrou nas outras . A avaliação é de que a discussão ficará restrita ao regime tarifário. O Brasil não vai ceder nesse tema para obter alívio nas tarifas.

    Já o etanol deve voltar à mesa. Em julho, o Brasil chegou a apresentar ao USTR uma proposta de redução de tarifas de importação em cerca de 300 linhas de produtos, concentrada em itens de baixa produção nacional, como maquinário e tecnologia da informação. A ideia era abrir espaço para bens norte-americanos sem afetar a indústria brasileira.

    O etanol entrou na mesa, mas com uma contrapartida: qualquer redução da tarifa brasileira sobre o produto norte-americano dependeria de os EUA reduzirem as barreiras hoje aplicadas ao açúcar do Brasil –superiores a 100% acima da cota anual de 150 mil toneladas. Essa vinculação já havia sido colocada como condição pelo próprio presidente Lula.

    Mesmo com a proposta de abertura de mercado sobre a mesa, os EUA mantiveram a aplicação da tarifa de 25% a partir de 22 de julho.

    O reinício das tratativas veio depois de um telefonema entre Lula e Trump que durou cerca de 1h20 e teve as tarifas como assunto principal.

    Apesar do novo canal aberto, não há sinalização de acordo definitivo – que deve ficar para depois das eleições .

    Lula e Trump devem se encontrar em Nova York na 2ª quinzena de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU. A passagem do presidente brasileiro pela cidade deve ser breve , às vésperas das eleições no Brasil.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-governo/brasil-se-reune-com-eua-e-nao-espera-acordo-sobre-tarifaco-agora/.

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de reunião e almoço de trabalho na Casa Branca, em Washington, nesta 5ª feira (7.mai.2026). Da esquerda para a direita, o ministro da Justiça do Brasil, Wel — Foto: Poder360

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