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    Brasil registra menor número de casos de malária em quase 50 anos

    O Brasil registrou redução de 30% nos óbitos por malária e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença. Leia mais (08/17/2026 - 11h07)

    Folha de S.Paulo
    17 de agosto de 2026 às 14:07
    Brasil registra menor número de casos de malária em quase 50 anos
    Corredor interno de hospital com iluminação fluorescente e paredes brancas. Placa na parede indica 'Sala de Malária' com logotipo do PACS. Pessoas com máscaras conversam ao fundo, em ambiente clínico. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Brasil registrou redução de 30% nos óbitos por malária e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença.

    Sala usada para fazer o diagnóstico de malária na Unidade de Pronto Atendimento Cosme e Silva, em Boa Vista - Lalo de Almeida - 1º.fev.23/Folhapress · Lalo de Almeida - 1º.fev.23/Folhapress
    Sala usada para fazer o diagnóstico de malária na Unidade de Pronto Atendimento Cosme e Silva, em Boa Vista - Lalo de Almeida - 1º.fev.23/Folhapress · Lalo de Almeida - 1º.fev.23/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As mortes passaram de 56, em 2024, para 39 em 2025. No mesmo período, houve 118.037 casos de malária contraídos no território nacional, 14,8% menos que em 2024 e o menor número desde 1978.

    Segundo o ministro da Saúde , Alexandre Padilha , os dados refletem o início da oferta da tafenoquina no SUS (Sistema Único de Saúde), além da ampliação do diagnóstico, da oferta de testes e do tratamento adequado.

    A tafenoquina —administrada em dose única— foi incorporada ao SUS em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais.

    Mosquitos da malária já picavam Homo erectus na Ásia
    Mosquitos da malária já picavam Homo erectus na Ásia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mais de 33,7 mil pessoas utilizaram o medicamento até junho de 2026. Do total, 3.920 tratamentos foram feitos nos DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas).

    A malária causada pelo tipo mais comum pode voltar a se manifestar após o tratamento. A medicação atua sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode prevenir novos episódios da doença.

    O remédio também está disponível em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de dez quilos desde março de 2026. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento no país.

    Povo yanomami sofre com garimpo, explosão de malária e grave desnutrição
    Povo yanomami sofre com garimpo, explosão de malária e grave desnutrição — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Atualmente, a formulação pediátrica da tafenoquina está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para utilizá-la.

    No DSEI Yanomami , por exemplo, 1.515 pessoas receberam tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e julho, os casos da doença diminuíram 55% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

    Padilha apresentou os resultados nesta segunda-feira (17), no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    O ministro abordou as metas do Brasil Saudável, que prevê eliminar ou reduzir, como problema de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030.

    Entre elas estão tuberculose, hanseníase , HIV/ aids , malária , hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas , esquistossomose, geo-helmintíases e filariose linfática, além das infecções de transmissão vertical por sífilis , hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV. A iniciativa envolve 14 ministérios.

    Entre as certificações obtidas estão a eliminação da filariose linfática ( elefantíase ), em setembro de 2024, e da transmissão vertical do HIV , em dezembro de 2025. A estratégia também acompanha doenças que estão próximas das metas de eliminação, considerando critérios definidos por organismos internacionais de saúde.

    A malária é causada por um parasito do gênero Plasmodium , transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego). A doença não passa de pessoa para pessoa.

    Os sintomas são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça . Prostração, convulsões, alteração da consciência, hipotensão arterial ou choque, dispneia ou hiperventilação e hemorragia são sinais de gravidade.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/brasil-registra-menor-numero-de-casos-de-malaria-em-quase-50-anos.shtml.

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    Sala usada para fazer o diagnóstico de malária na Unidade de Pronto Atendimento Cosme e Silva, em Boa Vista - Lalo de Almeida - 1º.fev.23/Folhapress · Lalo de Almeida - 1º.fev.23/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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