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    Brasil não sobrevive só com Guarulhos e precisa fomentar aeroporto do Galeão, diz Anac

    O Brasil não sobrevive somente com o aeroporto internacional de Guarulhos , na Grande São Paulo , e precisa fomentar o desenvolvimento do Galeão, no Rio de Janeiro , disse nesta terça-feira (13) o diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Tiago Faierstein. Leia mais (10/13/2026 - 12h59)

    Folha de S.Paulo
    13 de outubro de 2026 às 15:59
    Brasil não sobrevive só com Guarulhos e precisa fomentar aeroporto do Galeão, diz Anac
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    Rio de Janeiro O Brasil não sobrevive somente com o aeroporto internacional de Guarulhos , na Grande São Paulo , e precisa fomentar o desenvolvimento do Galeão, no Rio de Janeiro , disse nesta terça-feira (13) o diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Tiago Faierstein.

    Passageiros circulam pelo aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro - Divulgação/RIOgaleão · Divulgação/RIOgaleão
    Passageiros circulam pelo aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro - Divulgação/RIOgaleão · Divulgação/RIOgaleão — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A declaração ocorreu em um evento na capital fluminense da chegada da concessionária espanhola Aena ao Galeão. A empresa assumiu na semana passada a concessão , após a assinatura do contrato de compra e venda das ações do terminal.

    Com o negócio, a Aena passa a administrar 18 aeroportos brasileiros, incluindo Congonhas, em São Paulo.

    "O Brasil é um país grande. O Brasil não sobrevive somente com o aeroporto de Guarulhos. O Brasil precisa, sim, fomentar outro aeroporto, outro grande aeroporto internacional, e esse aeroporto é o Galeão", afirmou o diretor-presidente da Anac.

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    "Tenho oportunidade de viajar o mundo inteiro e de conversar com várias companhias aéreas de vários países. Nunca ouvi de nenhuma companhia aérea que não vem para o Brasil porque não tem mercado", acrescentou ele.

    Faierstein destacou em seguida a movimentação aérea de cerca de 130 milhões de passageiros em aeroportos do país no ano passado.

    O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, endossou a avaliação do diretor-presidente da Anac.

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    "Como disse o presidente Tiago, o Brasil precisa de mais grandes aeroportos vocacionados ao turismo internacional", afirmou o ministro. "Sem dúvida, além do aeroporto de Guarulhos, essa é a vocação do Galeão, pela sua infraestrutura, pela sua capacidade e também pela vocação do Rio de Janeiro, da cidade e do estado, com suas belezas naturais e culturais."

    Antes da chegada da Aena, a Infraero detinha 49% do Galeão, enquanto os outros 51% pertenciam às empresas Changi e Vinci Compass.

    A concessão foi redesenhada após aval do TCU (Tribunal de Contas da União). O leilão ocorreu em março .

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    O Galeão era um dos ativos do grupo de "contratos estressados" –projetos antigos que fracassaram e tiveram de ser revistos pelo governo federal.

    Uma das mudanças foi na outorga paga pela concessionária. Em vez de pagamentos fixos, a Aena deverá repassar à União 20% do faturamento anual até 2039, ano que marcará o fim da concessão.

    No leilão de março, a espanhola ofereceu R$ 2,9 bilhões pelo Galeão —o lance mínimo era de R$ 932 milhões.

    O aeroporto movimentou 17,5 milhões de passageiros em 2025 , segundo painel de dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

    É o recorde na série histórica do órgão, que reúne estatísticas desde 2000, mas ainda está distante da capacidade do terminal, calculada em 37 milhões de viajantes por ano.

    O Galeão teve o terceiro maior fluxo do país no ano passado. Ficou atrás dos paulistas Guarulhos (46,3 milhões) e Congonhas (24,1 milhões).

    O avanço do número de passageiros no terminal carioca ocorreu em meio a restrições a voos no outro grande aeroporto do Rio, o Santos Dumont .

    As primeiras restrições a operações no Santos Dumont entraram em vigor em outubro de 2023 , após pressão de empresários e políticos locais. A medida buscou conter um inchaço do terminal e, assim, direcionar mais voos para o Galeão , que vinha de esvaziamento intensificado pela pandemia.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/infraestrutura/2026/10/brasil-nao-sobrevive-so-com-guarulhos-e-precisa-fomentar-aeroporto-do-galeao-diz-anac.shtml.

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