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    Brasil na rota global: investimentos acirram disputa por conectividade

    Em artigo à CNN Infra, Arturo Barreira explica como demanda está posicionando o Brasil como um ator competitivo na conectividade global e um potencial hub líder de aviação

    CNN Brasil
    28 de agosto de 2026 às 15:25
    Brasil na rota global: investimentos acirram disputa por conectividade
    Foto: CNN Brasil

    As rotas internacionais estão retomando seu ritmo, impulsionadas pelo retorno da mobilidade global, pela demanda represada e por uma maior estabilidade cambial.

    Existe uma combinação de fatores estruturais por trás disso: uma economia em crescimento, uma nova classe média com maior poder de compra, políticas de turismo e investimentos na aviação em novas regiões, o que sustenta uma perspectiva genuinamente otimista.

    O mercado está exigindo que as companhias aéreas expandam operações e abram novas rotas, e isso está posicionando o Brasil como um ator competitivo na conectividade global e um potencial hub líder de aviação.

    Pátio de aeronaves no Aeroporto de Congonhas • Aena/Divulgação · • Aena/Divulgação
    Pátio de aeronaves no Aeroporto de Congonhas • Aena/Divulgação · • Aena/Divulgação — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O que os números nos mostram vai muito além de um recorde.

    A Organização Mundial do Turismo ( UN Tourism) coloca o Brasil no topo do crescimento do turismo internacional em todo o mundo: um salto de 37% na chegada de estrangeiros em 2025, atingindo a marca histórica de 9,3 milhões de visitantes que injetaram US$ 7,9 bilhões (R$ 41,5 bilhões) no país — um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior.

    Essa crescente demanda naturalmente impulsiona a expansão de voos de longa distância ( long-haul ).

    De acordo com o Global Market Forecast da Airbus, o mercado de passageiros do Brasil vai mais que dobrar até 2044, passando de 108,5 milhões para 266,3 milhões. Essa trajetória exigirá dobrar também a frota de aeronaves de fuselagem larga ( widebodies ), colocando o Brasil entre os mercados de aviação mais dinâmicos da América Latina e abrindo oportunidades significativas em infraestrutura aeroportuária, renovação de frota e serviços de suporte.

    Esse crescimento também acelera uma mudança tecnológica que nós, na Airbus, testemunhamos de perto. Aeronaves widebody capazes de realizar voos sem escalas de 15 a 22 horas estão transformando antigas conexões em rotas diretas e redefinindo o tempo, o comércio e a mobilidade.

    Os voos de altíssima distância ( ultra-long-haul ) tornaram-se símbolos de um mundo com fronteiras cada vez mais fluidas, marcando conquistas tecnológicas e econômicas quanto e a ambição das nações de se projetarem globalmente.

    É precisamente esse cenário que coloca o Brasil de volta ao radar, com novos investimentos e rotas anunciadas por companhias como Iberia, TAP, Air France, além da expansão de companhias brasileiras — sendo o recente anúncio de novos voos da Gol para a Europa e Estados Unidos um exemplo concreto.

    Isso vai além do turismo: reflete um claro reconhecimento global de que o Brasil, pelo próprio volume de passageiros e relevância econômica, é um mercado que vale a pena conectar.

    O que estamos testemunhando não é só um aumento de voos, é uma mudança de escala. Para um país historicamente dependente de hubs estrangeiros, conquistar seu próprio espaço viabiliza hubs regionais e uma política de aviação menos reativa.

    A crescente presença de widebodies nos aeroportos brasileiros atua como um barômetro de confiança, sinalizando uma demanda sólida e o compromisso das companhias aéreas.

    Os efeitos se espalham para além da aviação, impulsionando a infraestrutura, serviços, turismo e geração de empregos, já que cada nova rota energiza cadeias de valor e atrai capital.

    A meu ver, o desafio — e a oportunidade — é transformar este momento em um legado duradouro, e não apenas em um impulso passageiro.

    Arturo Barreira é presidente da Airbus para América Latina e Caribe*

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/infra/brasil-na-rota-global-investimentos-acirram-disputa-por-conectividade/.

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    Pátio de aeronaves no Aeroporto de Congonhas • Aena/Divulgação · • Aena/Divulgação — Foto: CNN Brasil

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