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    Brasil é o segundo país mais perigoso para ativistas ambientais, segundo relatório mundial

    Indígenas estão entre as maiores vítimas Fernanda Frazão / Global Witness No Brasil, 26 pessoas foram assassinadas em 2025 por resistirem a invasões de suas terras, florestas e territórios. O número representa o dobro do registrado no ano anterior e recoloca o país entre os mais violentos do planeta para quem atua na proteção do meio ambiente. Entre as vítimas brasileiras citadas no documento, 11 eram pequenos agricultores e sete eram indígenas. Os dados fazem parte do relatório anual "Collective Power", publicado pela Global Witness, organização internacional que monitora, desde 2012, mortes

    G1
    16 de setembro de 2026 às 12:00
    Brasil é o segundo país mais perigoso para ativistas ambientais, segundo relatório mundial
    Foto: G1

    Indígenas estão entre as maiores vítimas — Foto: Fernanda Frazão / Global Witness

    No Brasil, 26 pessoas foram assassinadas em 2025 por resistirem a invasões de suas terras, florestas e territórios. O número representa o dobro do registrado no ano anterior e recoloca o país entre os mais violentos do planeta para quem atua na proteção do meio ambiente. Entre as vítimas brasileiras citadas no documento, 11 eram pequenos agricultores e sete eram indígenas.

    Os dados fazem parte do relatório anual "Collective Power", publicado pela Global Witness, organização internacional que monitora, desde 2012, mortes e desaparecimentos de pessoas que se opõem à exploração predatória de recursos naturais. O levantamento mostra que a América Latina concentrou 85% dos 124 assassinatos documentados globalmente no último ano.

    sete estavam relacionados a reivindicações indígenas por reconhecimento de território ancestral; 14 envolviam pleitos de reforma agrária de pequenos agricultores e comunidades quilombolas.

    Avanço do garimpo ilegal é uma das causas de morte — Foto: Divulgação/PF

    Os demais casos não são detalhados no documento.

    Os estados de Rondônia e Pará concentraram metade dos casos registrados. De acordo com a Global Witness, isso acontece pela pressão em busca por terras de atividades ilegais, como o garimpo ilegal, que vem pressionando, principalmente, terras indígenas. Além da extração ilegal de madeira e produção de gado em terras ilegais.

    O documento aponta que o Brasil vive um momento sensível para os direitos humanos e questões ambientais. Isso porque no relatório publicado em 2025, com dados de 2024, o número de mortes estava em 13 -- metade do que foi visto agora.

    E o relatório reconhece alguns avanços que o Brasil teve até aqui e que podem reduzir esses números, como a a titulação de dez territórios indígenas , que oferece maior proteção à população. Além dos movimentos de repressão às atividades ilegais, como a fiscalização contra o garimpo ilegal e ao desmatamento, que coloca pressão sobre a terra e a quem vive nessas regiões.

    Colômbia — 39 mortes Brasil — 26 mortes Filipinas — 12 mortes Honduras — 12 mortes México — 10 mortes Guatemala — 8 mortes Peru — 4 mortes Nicarágua — 3 mortes Equador — 3 mortes Tanzânia — 2 mortes

    Colômbia: cocaína e crime organizado elevam o risco de proteger a terra

    Vizinha do Brasil, a Colômbia aparece como o país mais letal do mundo para defensores ambientais, com 39 mortes contabilizadas em 2025 — número que, apesar de representar queda em relação às 48 do ano anterior, ainda coloca o país à frente de qualquer outro no ranking global.

    Quase metade das vítimas era indígena, e outras 15 eram pequenos agricultores; 35 das 39 mortes tiveram relação direta com conflitos de terra.

    O relatório aponta o departamento de Cauca, no sudoeste colombiano, como o epicentro dessa violência: 13 assassinatos em 2025, incluindo quatro integrantes de guardas indígenas — sistemas de autodefesa comunitária que monitoram o território e confrontam invasores. Desde 2012, a região já soma 171 casos, o maior número entre todos os departamentos do país.

    E o que explica isso? A proximidade com a fronteira equatoriana e o acesso a rotas de exportação pelo Pacífico transformaram Cauca em corredor estratégico para o narcotráfico. O cultivo de coca na área quintuplicou na última década, à medida que grupos armados colombianos e cartéis mexicanos ampliaram influência sobre o território — dinâmica que também acelera o desmatamento e a contaminação de rios, segundo o levantamento.

    A Global Witness identificou suspeita de ligação com o crime organizado em 17 das mortes colombianas registradas no ano, e outras cinco foram atribuídas a assassinos de aluguel.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/09/16/brasil-relatorio-mundial-mortes-defesa-terras.ghtml.

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