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    Brasil diz a ONU que família de estudante morto pela PM de SP não recebeu reparação nem pedido de desculpa

    Documento foi em resposta a carta da entidade global sobre caso que vitimou Marco Aurelio Acosta, em 2024

    UOL
    21 de agosto de 2026 às 20:00
    Brasil diz a ONU que família de estudante morto pela PM de SP não recebeu reparação nem pedido de desculpa
    Um casal está sentado em sofás em uma sala de estar. A mulher, com cabelo longo e liso, usa uma blusa listrada em vermelho e azul e calças escuras. O homem, com cabelo grisalho, veste um paletó verde e segura uma moldura com uma foto. Ao la — Foto: UOL

    Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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    Pais do estudante Marco Aurélio Cardenas com foto do filho, morto pela polícia em 2024 - Karime Xavier/Folhapress · Karime Xavier/Folhapress
    Pais do estudante Marco Aurélio Cardenas com foto do filho, morto pela polícia em 2024 - Karime Xavier/Folhapress · Karime Xavier/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    O governo brasileiro informou a um órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) que até o momento não houve nenhum tipo de compensação, pedido de desculpas ou oferta de apoio psicossocial à família do estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta, morto em novembro de 2024, aos 22 anos , pela Polícia Militar de São Paulo.

    O posicionamento foi em resposta a uma carta enviada em junho deste ano ao Brasil por dois relatores especiais da ONU a respeito da morte de Acosta, na qual também pedem medidas para o combate à violência policial.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O caso aconteceu na Vila Mariana, zona sul de São Paulo . Após um desentendimento, o estudante de medicina desferiu um tapa no retrovisor de uma viatura em que estavam dois policiais militares. Perseguido pelos agentes, ele buscou abrigo em um hotel e acabou morto com um disparo.

    O caso gerou desgaste para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que admitiu conduta imprópria.

    "Com relação específica ao caso de Marco Aurélio Cardenas Acosta, não existe ainda registro de qualquer compensação que tenha sido paga à família, nem desculpas públicas ou qualquer oferta individualizada de apoio psicossocial após sua morte", diz o comunicado do Brasil, assinado pela missão do país junto à ONU em Genebra (Suíça).

    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425
    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O documento brasileiro foi enviado em 14 de agosto ao Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos .

    Ele respondia a uma carta de 16 de junho assinada por dois representantes da entidade: Ashwini K.P., que cuida de racismo e intolerância, e Morris Tidball-Binz Special, que lida com execuções extrajudiciais e arbitrárias.

    A ONU foi acionada pela família do estudante, com apoio da ONG Conectas.

    No texto endereçado ao Brasil, a dupla diz que o caso do estudante é uma manifestação de "padrão de uso sistemático de uso de força letal excessiva, resultando na privação arbitrária da vida no Brasil, com impacto desproporcional em grupos raciais e étnicos marginalizados e contínua impunidade destas violações"

    "Estamos seriamente preocupados que as alegações recebidas indicam que a violência letal usada contra o sr. Aurélio contraria padrões internacionais de direitos humanos", acrescentam.

    Os representantes da ONU cobraram do governo brasileiro investigações independentes, imparciais e efetivas sobre mortes que podem ser consideradas ilegais no país. Perguntam ainda quais medidas foram tomadas neste e em outros casos e questionam se houve possíveis reparações à família do estudante.

    Na resposta, o Brasil diz que "os fatos relativos à morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta estão sujeitos aos procedimentos investigativos apropriados nas esferas militar, criminal e judiciária, de acordo com as respectivas jurisdições de cada corte".

    Afirma ainda que "o Estado brasileiro está adotando medidas abrangentes para prevenir e reduzir fatalidades que resultam de ações de agentes de segurança pública, fortalecendo mecanismos de investigação, supervisão e prestação de contas, além de combater racismo em ações estatais".

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/08/brasil-diz-a-onu-que-familia-de-estudante-morto-pela-pm-de-sp-nao-recebeu-reparacao-nem-pedido-de-desculpa.shtml.

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    Pais do estudante Marco Aurélio Cardenas com foto do filho, morto pela polícia em 2024 - Karime Xavier/Folhapress · Karime Xavier/Folhapress — Foto: UOL

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