Política

    Brasil cai no ranking de liberdade econômica

    País perdeu 10 posições desde 2024; Argentina subiu 39 posições em 2 anos e Chile lidera entre os latino-americanos

    Poder360
    14 de setembro de 2026 às 22:39
    Brasil cai no ranking de liberdade econômica
    Bandeira Brasil — Foto: Poder360

    País perdeu 10 posições desde 2024; Argentina subiu 39 posições em 2 anos e Chile lidera entre os latino-americanos

    O Brasil caiu 10 posições no ranking de liberdade econômica da Heritage Foundation de 2024 a 2026, indo da 124ª para a 134ª colocação. A Argentina teve o movimento oposto e avançou 39 posições no período, da 145ª para a 106ª.

    O Chile manteve a liderança regional e chegou ao 17º lugar. Os dados fazem parte do Índice de Liberdade Econômica de 2026, que avaliou 176 países.

    Índice da Heritage Foundation avalia 12 componentes econômicos de 176 países
    Índice da Heritage Foundation avalia 12 componentes econômicos de 176 países — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    De acordo com a Heritage Foundation, a edição de 2026 considera informações econômicas e políticas, em geral, do 2º semestre de 2024 ao 1º semestre de 2025. A nota varia de 0 a 100 pontos e a avaliação é feita em 12 componentes, agrupados em Estado de Direito, tamanho do governo, eficiência regulatória e abertura de mercados. A nota final é a média simples dos 12 indicadores.

    A Argentina foi o país com maior melhora na edição de 2026. A nota passou de 49,9 em 2024 para 57,4 em 2026. No mesmo intervalo, o país avançou da 145ª para a 106ª colocação. Desde 2019, a melhora foi de 42 posições, quando ocupava o 148º lugar.

    O Paraguai também apresentou avanço relevante. Passou da 80ª posição em 2024 para a 55ª em 2026. A nota subiu de 60,1 para 66,4. O Chile foi de 21º para 17º e segue como o país latino-americano mais bem colocado.

    Uruguai, Peru e Colômbia perderam posições desde 2024. O Uruguai caiu da 27ª para a 32ª colocação, enquanto o Peru passou de 49º para 56º. A Colômbia foi de 84º para 91º.

    O Brasil passou da 124ª posição em 2024 para a 134ª em 2026. A nota também recuou, de 53,2 para 52,4 pontos. Desde 2019, o país chegou a melhorar 16 posições, de 150º para 134º, mas perdeu 10 lugares nos 2 últimos anos da série.

    O México teve trajetória semelhante. A nota caiu de 62,0 em 2024 para 59,8 em 2026, enquanto a posição passou de 68º para 92º. O país estava em 66º em 2019.

    Bolívia, Venezuela e Cuba permaneceram entre as economias com menor grau de liberdade. Em 2026, ocuparam, respectivamente, as posições 168ª, 174ª e 175ª. A Venezuela teve nota de 27,3 e Cuba, de 25,2.

    Portugal e Espanha aparecem acima dos principais países sul-americanos, com exceção do Chile. Portugal subiu da 29ª posição em 2024 para a 27ª em 2026 e alcançou nota de 71,2. A Espanha avançou de 55º para 53º, com 66,8 pontos.

    No ranking geral, 4 países foram classificados como livres, com notas de 80 pontos ou mais. Outros 27 ficaram na categoria majoritariamente livres e 58, na faixa moderadamente livre. A média global foi de 59,9 pontos em 2026, ante 59,7 em 2025.

    A Heritage Foundation relaciona níveis maiores de liberdade econômica a maior renda per capita e afirma que ambientes com maior liberdade favorecem crescimento, investimento e desenvolvimento.

    A instituição afirma que mudanças ocorridas depois de 30 de junho de 2025 não entram na edição de 2026.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/brasil-cai-no-ranking-de-liberdade-economica/.

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    Índice da Heritage Foundation avalia 12 componentes econômicos de 176 países — Foto: Poder360

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