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    Boxeador Prichard Colón teve hematoma subdural antes de entrar em coma; entenda

    Porto-riquenho morreu nesta quinta-feira (13), após viver uma década com sérios danos neurológicos

    UOL
    14 de agosto de 2026 às 21:00
    Boxeador Prichard Colón teve hematoma subdural antes de entrar em coma; entenda
    Homem jovem com luvas de boxe brancas e camiseta preta executa soco em academia com paredes amarelas e azuis. Janela ao fundo deixa entrar luz natural. — Foto: UOL

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    Uma pancada ou a queda de um objeto pesado na cabeça podem causar o rompimento de veias cerebrais e desencadear um hematoma subdural, caracterizado pelo acúmulo de sangue entre duas camadas que revestem o cérebro (dura-máter e aracnoide).

    O ex-boxeador Prichard Colón morreu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos, mais de uma década após sofrer grave lesão cerebral durante uma luta - Prichard Colón no Instagram · Prichard Colón no Instagram
    O ex-boxeador Prichard Colón morreu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos, mais de uma década após sofrer grave lesão cerebral durante uma luta - Prichard Colón no Instagram · Prichard Colón no Instagram — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Foi após um hematoma subdural que o então boxeador porto-riquenho Prichard Colón entrou em coma, em 2015, depois de uma luta. Golpeado várias vezes na parte posterior da cabeça, ele passou mal e desmaiou. No hospital, recebeu o diagnóstico de hematoma subdural e passou por cirurgia, mas ficou em coma por 221 dias. Quando despertou, apresentava graves danos neurológicos .

    Ele morreu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família.

    Em 2024, o ator Tony Ramos recebeu um diagnóstico de hematoma subdural. Com 75 anos à época, ele passou por cirurgia e se recuperou.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Segundo Ana Carolina Gomes, vice-coordenadora do Departamento Cientifico de Traumatismo Cranioencefálico da ABN (Academia Brasileira de Neurologia) e neurologista do Núcleo de Memória do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, um dos principais fatores para o desenvolvimento da lesão é o traumatismo cranioencefálico.

    Pessoas que sofrem traumas recorrentes (boxeadores, por exemplo) e idosos com histórico de quedas frequentes estão no grupo de risco. Pessoas que fazem uso abusivo de álcool —e podem apresentar alterações na coagulação sanguínea— também são vulneráveis.

    O uso de anticoagulantes ou antiagregantes —comuns em pessoas com histórico de infarto ou trombose — deixa o sangue mais fluido e aumenta o risco de sangramento.

    A condição pode se manifestar de forma aguda —neste caso, geralmente é pós-traumático, secundário a um impacto significativo como um acidente, uma queda, uma agressão— em até 72 horas; subaguda, com sinais entre 3 e 21 dias, em média; e crônica, após mais de três semanas.

    A neurologista explica que, nos casos agudos, o paciente apresenta sonolência profunda, redução da responsividade, forte dor de cabeça e déficits neurológicos focais como fraqueza muscular e dormência, além de dificuldades na fala e na marcha.

    Devido à gravidade, o hematoma subdural agudo costuma exigir intervenção cirúrgica de emergência.

    Quando o acúmulo de sangue é lento e progressivo, os sintomas surgem de forma arrastada e atípica, o que frequentemente atrasa a suspeita da lesão. A cefaleia é persistente, há episódios pontuais de confusão mental e uma sutil instabilidade ao caminhar.

    "No caso de traumatismo craniano, é importante que seja feita uma avaliação em pronto-socorro. Na maioria das vezes os traumatismos não são graves, são leves e não têm indicação de internação ou abordagem cirúrgica", diz a médica.

    "Quando a gente deve se preocupar de fato depois de ter uma queda, um traumatismo cranioencefálico? Quando tiver perda de consciência, desmaio, crise convulsiva , vômitos, se ficar confuso, com fraqueza em alguma região do corpo, alteração de sensibilidade, dificuldade de fala", explica.

    "Esses podem ser sinais de alarme de que o traumatismo é mais grave. E esse traumatismo pode gerar tanto hematoma subdural como outros hematomas", orienta Gomes.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/boxeador-prichard-colon-teve-hematoma-subdural-antes-de-entrar-em-coma-entenda.shtml.

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    O ex-boxeador Prichard Colón morreu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos, mais de uma década após sofrer grave lesão cerebral durante uma luta - Prichard Colón no Instagram · Prichard Colón no Instagram — Foto: UOL

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