Botijão de gás ficará até R$ 8 mais caro no DF a partir de terça (1º/9)
Segundo sindicato, as distribuidoras já informaram que serão obrigadas a realizar o reajuste. Aumento põe em xeque o Gás do Povo, alerta

O botijão de gás de cozinha (GLP) ficará, em média, R$ 5 mais caro no Distrito Federal a partir da próxima terça-feira (1º/9). Em algumas regiões administrativas o aumento pode chegar a R$ 8. A projeção é do Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP do DF ( Sindvargas-DF ).
Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ( ANP ), o preço médio do botijão é de R$ 106,17. Após 1º de setembro, com o reajuste de médio de 5%, os valores ficarão entre R$ 111,17 e R$ 114,17. De acordo com o presidente do Sindvargas-DF, Sérgio Costa, tradicionalmente, as distribuidoras reajustam o valor do gás em setembro.
“Setembro já se tornou um mês de apreensão para o nosso setor. Ano após ano, as distribuidoras realizam suas revisões e os reajustes chegam às revendas”, afirma Costa. “O problema é que as nossas empresas também sofrem com inflação, combustível, salários, frete e todos os demais custos operacionais. A cada novo aumento, a margem da revenda fica ainda mais pressionada”, completa.

Uma das distribuidoras que atua no mercado informou que haverá reajuste de preços a partir de 1º de setembro de 2026, justificando a alteração pela necessidade de manutenção do equilíbrio econômico de sua operação. Entre os fatores apresentados estão inflação e custos logísticos de frete e despesas com pessoal.
Ainda de acordo com o presidente do Sindvargas-DF, os reajustes podem comprometer a permanência de empresas no programa federal Gás do Povo , que oferece botijões de forma gratuita para famílias de baixa renda.
Do ponto de vista do Sindvargas, a continuidade da participação das revendas no Gás do Povo depende da atualização dos preços de referência utilizados pelo programa federal. Sem a atualização, existe do risco de muitas revendedoras optarem por sair do Gás do Povo.

“Nós apoiamos o objetivo social do Gás do Povo e queremos que o programa tenha sucesso, mas não existe política pública sustentável sem sustentabilidade econômica para quem está na ponta fazendo o atendimento. Os preços de referência já estão defasados e agora teremos mais um reajuste no custo do produto. Essa conta precisa ser revista”, destacou Costa.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/botijao-de-gas-ficara-ate-r-8-mais-caro-no-df-a-partir-de-terca-1o-9.

Hugo Barreto/ Metrópoles — Foto: Metrópoles
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