Boom de tech impulsiona fábricas da China, mas desequilíbrios econômicos se agravam
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Fábrica de equipamentos navais em Nantong, China 2 de março de 2020. China Daily via REUTERS/Foto de arquivo
PEQUIM, 15 Set (Reuters) – O setor industrial da China mostrou força renovada em agosto uma vez que o boom da tecnologia impulsionado pela IA estimulou a produção nas fábricas, embora o consumo fraco e o agravamento da queda nos investimentos tenham reforçado as preocupações com o aprofundamento dos desequilíbrios econômicos.
Os dados divulgados nesta terça-feira destacaram uma linha divisória conhecida na segunda maior economia do mundo, onde a resiliência da indústria manufatureira e das exportações sustenta o crescimento, mesmo com a fraqueza dos gastos das famílias e a desaceleração do mercado imobiliário pesando sobre a demanda interna. É provável que essa divergência intensifique a pressão sobre Pequim para que adote mais medidas de apoio.

A produção industrial cresceu 5,2% em agosto em relação ao mesmo mês do ano anterior, acelerando ante a alta de 4,5% registrada em julho e superando as expectativas de um aumento de 4,8%, segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas. A forte expansão na fabricação de equipamentos e de alta tecnologia sustentou a recuperação da produção.
As vendas no varejo, um indicador da atividade do consumidor, subiram 0,4%, desacelerando em relação ao ganho de 0,6% em julho e ficando abaixo da expectativa de um aumento de 0,8%.
A fraqueza do consumo e a crise no mercado imobiliário pesaram sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, ficando em 4,3%, o ritmo mais lento em mais de três anos e abaixo da meta anual da China, que varia entre 4,5% e 5,0%.

“A menos que setembro seja inesperadamente forte, o crescimento do PIB provavelmente permanecerá lento no terceiro trimestre”, disse Lynn Song, economista-chefe do ING para a Grande China.
A Oxford Economics reduziu sua previsão de crescimento para 2026 em 0,1 ponto percentual, para 4,7%, e cortou a projeção para o próximo ano de 4,6% para 4,3%, “refletindo uma desaceleração mais prolongada no setor imobiliário, que provavelmente manterá o crescimento moderado, apesar do investimento público mais forte”, disse a economista sênior Sheana Yue.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/economia/boom-de-tech-impulsiona-fabricas-da-china-mas-desequilibrios-economicos-se-agravam/.

Foto: InfoMoney
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