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    Bom chinês à beira-mar, Chon Kou ainda é um enigma para muitos cariocas

    Crítica | RJ Chon Kou Três estrelas (Bom) Av. Atlântica, 3.880, Copacabana, região sul, Rio de Janeiro . @restaurantechonkou Ele está lá desde 1972. Fica na avenida Atlântica, de frente para a orla de Copacabana . Talvez sua fachada em um tom vibrante de vermelho possa intimidar os cariocas, que parecem considerar o restaurante chinês Chon Kou um verdadeiro enigma. Seria uma pegadinha para turistas?, devem pensar. Parece que sim, tanto que a frase "passo muito na porta, mas nunca entrei" é recorrente. E não deveria ser. Leia mais (08/10/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    11 de agosto de 2026 às 02:00
    Bom chinês à beira-mar, Chon Kou ainda é um enigma para muitos cariocas
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Crítica | RJ Chon Kou Três estrelas (Bom) Av. Atlântica, 3.880, Copacabana, região sul, Rio de Janeiro . @restaurantechonkou Ele está lá desde 1972. Fica na avenida Atlântica, de frente para a orla de Copacabana . Talvez sua fachada em um tom vibrante de vermelho possa intimidar os cariocas, que parecem considerar o restaurante chinês Chon Kou um verdadeiro enigma. Seria uma pegadinha para turistas?, devem pensar. Parece que sim, tanto que a frase "passo muito na porta, mas nunca entrei" é recorrente. E não deveria ser.

    As panquequinha e o recheio do Mushu (grafia do prato pode variar de acordo com o restaurante) - Cleo Guimarães/Folhapress · Cleo Guimarães/Folhapress
    As panquequinha e o recheio do Mushu (grafia do prato pode variar de acordo com o restaurante) - Cleo Guimarães/Folhapress · Cleo Guimarães/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    É preciso subir alguns lances de escada após uma espécie de portal para chegar ao salão principal, que mantém sua decoração praticamente intocada desde que abriu. Abre parêntese: Acho importante dizer que vou recorrer ao lugar de fala ao falar sobre a casa, porque a frequento desde criança com meus pais. Fecha parêntese.

    Então, vejo que absolutamente nada mudou —a não ser a inclusão de opções veganas e a retirada, pela força de leis ambientais, da sopa de barbatana de tubarão do cardápio. De resto, tudo igualzinho.

    Paredes e teto são pintados de vermelho, verde e dourado, com dragões ornamentais e uma misteriosa área mais privada, fechada por um biombo e com mesa redonda de centro giratório. O salão é meio escuro, e a varanda é a melhor opção, até pela vista embasbacante da praia.

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    E a comida? Bem, ali eles provam que a gastronomia chinesa , essa a que estamos mais acostumados, vai muito além do frango xadrez e do rolinho primavera (R$ 9, cada unidade). O rolinho, aliás, é feito com massa preparada na casa, assim como o molho agridoce, que não é industrializado. Dos melhores que há.

    É difícil imaginar algum prato que não esteja no menu trilíngue —em português, inglês e mandarim . Ele tem mais de 200 opções e inclui sugestões de diferentes regiões da China e de Taiwan . Das pedidas mais manjadas, vale citar também o guioza (R$ 59, oito unidades), perfeito em seu recheio molhadinho e casquinha fina, com a crocância ideal. É muito bom.

    A reconfortante hot and sour soup, traduzida como sopa de vinagre e pimenta (R$ 35) pode não soar das mais atraentes, mas é um pedido certeiro. O caldo bem encorpado de frango apimentado com pedaços da ave, tofu em tiras, broto de bambu e ovos batidos é o que costumo pedir quando me sinto enfraquecida. Uma espécie de canja de galinha para adultos que gostam de comidas bem temperadas.

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    Nessa visita mais recente também comi o Mushu, finíssimas panquequinhas acompanhadas de lombo desfiado, ovos mexidos, vegetais salteados, molho de missô e cebolinhas (R$ 85). São recheadas à mesa, seguindo um ritual explicado com muita gentileza pelo garçom.

    Também pedi o frango frito ao molho de gengibre (R$ 75), bem gostoso, mas que ficaria melhor com o molho separado; já servido sobre a carne faz com que ela perca um pouco a crocância. Me arrependi de não ter repetido meu queridão da infância, o ninho de passarinho.

    É um dos pratos mais emblemáticos do Chon Kou: literalmente um ninho de batata palha caseira com lulas, camarão, frango, carne e legumes em molho de soja. Sobre isso tudo, alguns ovos de codorna cozidos. Fica muito bonitinho. E é gostoso.

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    A sobremesa de lei é a fruta caramelada. Já comi algumas vezes com o ponto da caramelização um pouco acima do que deveria, resultando numa bolinha mais dura que o ideal, mas, desta vez, estavam ótimas. O sorvete de creme (R$ 17, duas bolas) cai muito bem nessa hora e não deve ser dispensado.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://guia.folha.uol.com.br/restaurantes/2026/08/bom-chines-a-beira-mar-chon-kou-ainda-e-um-enigma-para-muitos-cariocas.shtml.

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