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    Bolsonaristas admitem desgaste e deixam embate sobre 6x1 com senadores não candidatos

    Senadores bolsonaristas que disputam as eleições admitem estar em uma sinuca de bico com a votação do projeto que acaba com a escala 6x1 nesta quarta-feira (2), e afirmam que devem evitar críticas públicas à medida ou votar a favor no plenário. Leia mais (09/02/2026 - 08h00)

    Folha de S.Paulo
    2 de setembro de 2026 às 11:00
    Bolsonaristas admitem desgaste e deixam embate sobre 6x1 com senadores não candidatos
    Grupo de manifestantes em rua urbana segura cartazes amarelos pedindo fim da escala 6x1 para diversas categorias, como filhos, cozinheiros, eletricistas e repositores. Pessoas vestem camisetas pretas com texto branco e há palmeiras e prédio — Foto: Folha de S.Paulo

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    Senadores bolsonaristas que disputam as eleições admitem estar em uma sinuca de bico com a votação do projeto que acaba com a escala 6x1 nesta quarta-feira (2), e afirmam que devem evitar críticas públicas à medida ou votar a favor no plenário.

    Manifestação pelo fim da escala 6x1 no Dia do Trabalhador - Tercio Teixeira - 1.mai.26/Folhapress · Tercio Teixeira - 1.mai.26/Folhapress
    Manifestação pelo fim da escala 6x1 no Dia do Trabalhador - Tercio Teixeira - 1.mai.26/Folhapress · Tercio Teixeira - 1.mai.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O grupo se organiza para deixar o embate na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nas mãos dos senadores que estão na metade do mandato, como Rogério Marinho (PL-RN) , líder da oposição, Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e dr. Hiran (PP-RR).

    O próprio candidato à Presidência do PL, senador Flávio Bolsonaro (PL), não diz publicamente que é contra o fim da escala 6x1 e deve faltar à sessão. Perguntado nesta terça-feira (1º), afirmou apenas que votaria a favor do projeto que cria um novo regime e libera o pagamento por hora trabalhada.

    Parlamentares dizem que a exposição só não será maior neste momento porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou que a PEC (proposta de emenda à Constituição) será colocada em votação no plenário apenas depois das eleições.

    O que diz quem tem um dia a mais de folga no trabalho
    O que diz quem tem um dia a mais de folga no trabalho — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Um senador do PL que não quis ser identificado afirma que vai seguir a orientação do partido e votar contra o fim da escala 6x1. Apesar disso, diz, não pretende discursar, apresentar emendas nem tentar atrasar a votação. Na visão dele, até mesmo tentar atrapalhar a votação por meio de instrumentos previstos no regimento pode pegar mal junto ao eleitorado. Por isso, a missão deve ficar a cargo de Marinho, Mourão ou mesmo Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), que está no fim do mandato e resolveu não se candidatar.

    "Nós vamos votar para que haja uma preferência pelo nosso projeto, que é o projeto que trata da jornada flexível. Vamos usar o regimento", diz Marinho, indicando que pedirá vista (mais tempo para discussão).

    A votação da medida também provocou uma dança das cadeiras na composição da CCJ, com a substituição de parlamentares que não querem se comprometer. O senador Marcos Rogério (PL-RO), candidato ao Governo de Rondônia, saiu do colegiado nesta terça.

    Entenda o debate sobre o fim da escala 6x1
    Entenda o debate sobre o fim da escala 6x1 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já o senador Esperidião Amin (PP-SC), que disputa a reeleição contra os bolsonaristas Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline De Toni (PL), deixou de ser titular da CCJ e passou a ser suplente. No lugar dele, assumiu Laércio Oliveira (PP-SE), que está no meio do mandato.

    Na semana passada, Tereza Cristina (PP-MS) assumiu o lugar de Ciro Nogueira (PP-PI), que tenta a reeleição. A senadora deve se posicionar abertamente contra o projeto governista e orientar a bancada do PP a votar não.

    Parlamentares que farão o enfrentamento público batem na tecla de que a proposta trará consequências drásticas para as empresas, sejam elas grandes ou pequenas. Além disso, dizem que a medida está sendo votada de forma atropelada, sem medir o impacto em setores importantes, como o das empresas aéreas.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Pesquisa Quaest divulgada em julho indica que 69% dos brasileiros são a favor de acabar com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso. Segundo o levantamento, 75% da população disse saber que o projeto havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e estava agora no Senado.

    Senadores governistas também contam com a aprovação do fim da escala 6x1 nos estados. O próprio relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), interrompeu a campanha dele ao Governo do Amazonas para se dedicar à PEC.

    O senador Rogério Carvalho (PT-SE), que disputa a reeleição, também havia pedido a Alcolumbre para relatar o fim da 6x1. Preterido por Aziz, Rogério recebeu a relatoria da chamada PEC da segurança pública, outro projeto que deve ser explorado eleitoralmente pelo governo.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Às vésperas da votação, Lula (PT) levou ao rádio uma propaganda eleitoral gratuita em que afirma que tenta acabar com a escala 6x1, mas enfrenta a resistência dos adversários.

    "Trabalhar seis dias para folgar um não é viver, é sobreviver. Enviei ao Congresso o projeto que acaba com a escala 6x1 sem redução de salário. Infelizmente, meus adversários estão fazendo de tudo para não aprovar a lei. Eles jogam contra o trabalhador", afirmou.

    Durante a votação da PEC na CCJ, Flávio estará na Expointer, feira de agronegócio em Esteio, no Rio Grande do Sul. O senador disse que participaria da votação de forma remota —o que não será possível, dado que a sessão desta quarta será exclusivamente presencial.

    "Primeiro vota a nossa proposta, depois vê o que faz. Vocês estão querendo arrancar uma palavra da minha boca, o que vocês querem é a resposta que eu não vou dar para vocês", disse o candidato nesta terça, diante de reiteradas perguntas sobre a posição dele.

    O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), já sinalizou que, se houver pedido de vista, ele concederá por apenas uma ou duas horas e, passado esse período, retomará a análise.

    Colaborou Carolina Linhares, de Brasília

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/bolsonaristas-admitem-desgaste-e-deixam-embate-sobre-6x1-com-senadores-nao-candidatos.shtml.

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    Manifestação pelo fim da escala 6x1 no Dia do Trabalhador - Tercio Teixeira - 1.mai.26/Folhapress · Tercio Teixeira - 1.mai.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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