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    Bolsa dispara com alta do petróleo e PIB no radar; dólar recua

    A Bolsa dispara nesta terça-feira (1º), impulsionada pela alta do petróleo , que favorece as ações de empresas do setor, de peso relevante no Ibovespa, e contribui para o desempenho dos ativos brasileiros. Leia mais (09/01/2026 - 09h55)

    Folha de S.Paulo
    1 de setembro de 2026 às 12:55
    Bolsa dispara com alta do petróleo e PIB no radar; dólar recua
    Dois homens de costas, um apontando para tela grande que exibe gráfico em queda do índice IBOV, com valores em vermelho indicando perdas. Tela mostra variações de ações e dados financeiros em fundo preto. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Bolsa dispara nesta terça-feira (1º), impulsionada pela alta do petróleo , que favorece as ações de empresas do setor, de peso relevante no Ibovespa, e contribui para o desempenho dos ativos brasileiros.

    Uma pessoa aponta para um painel eletrônico que exibe informações sobre flutuações recentes de índices de mercado na B3, em São Paulo - Amanda Perobelli - 4.abr.2025/Reuters · Amanda Perobelli - 4.abr.2025/Reuters
    Uma pessoa aponta para um painel eletrônico que exibe informações sobre flutuações recentes de índices de mercado na B3, em São Paulo - Amanda Perobelli - 4.abr.2025/Reuters · Amanda Perobelli - 4.abr.2025/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O mercado também repercute os dados do PIB (Produto Interno Bruto), que apontaram desaceleração da economia no segundo trimestre e reforçaram as apostas na continuidade do ciclo de redução dos juros . A perspectiva de taxas menores tende a favorecer a renda variável.

    Por volta das 11h40, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, avançava 1,91%, a 180.810 pontos, a caminho para fechar no maior nível desde maio.

    No mesmo horário, a moeda americana recuava 0,70%, a R$ 5,145. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante seis outras divisas fortes, avançava 0,18%, a 99,60 pontos.

    Estreito de Hormuz: crise afeta petróleo, fertilizantes e exportações do Brasil
    Estreito de Hormuz: crise afeta petróleo, fertilizantes e exportações do Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Assim como na véspera (31) , investidores repercutem a retomada dos ataques dos EUA ao Irã no Oriente Médio . No domingo (30), os EUA atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estreito de Hormuz.

    Segundo o Centcom (Comando Central do Exército dos Estados Unidos ), a ação foi "limitada e precisa" contra forças da Guarda Revolucionária que representavam uma ameaça à via marítima.

    Foi o primeiro ataque conhecido dos EUA contra o Irã desde o fim de julho. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter lançado mísseis balísticos contra duas bases aéreas americanas na Jordânia, alegando ter causado "graves danos".

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nesta terça-feira, os ataques impulsionam os preços do petróleo. Por volta das 11h, o barril Brent, referência mundial da commodity, avançava 4,74%, a US$ 92,60.

    Para Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX, a retomada dos ataques amplia os temores sobre possíveis impactos na infraestrutura de escoamento de petróleo do Irã.

    "A tensão reforça a tendência de redução dos fluxos físicos de petróleo e derivados que saem do Golfo Pérsico em direção a outras regiões. Consequentemente, aumenta a pressão sobre o balanço global de oferta e demanda da commodity, contribuindo para preços em níveis elevados", diz.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O avanço nas cotações da commodity impacta as ações do setor petrolífero brasileiro. As ações da Petrobras (preferenciais), Prio e PetroReconcavo subiram 2%, 0,92% e 2,75%, respectivamente.

    Para Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, com a alta da comoddity, o setor volta a receber capital externo. "Diante da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e do consequente salto nos preços do barril de petróleo no exterior, as grandes gestoras globais voltaram seus olhares para gigantes como a Petrobras".

    A entrada de recursos estrangeiros para investimentos na Bolsa brasileira exige a conversão de dólares em reais. O movimento aumenta a oferta da moeda americana no mercado doméstico e gera pressão para a queda do dólar, contribuindo para a valorização do real.

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    No exterior, o conflito tem provocado vendas de títulos públicos , elevando os rendimentos e o custo de financiamento de grandes economias.

    O juro dos Treasuries de dez anos atingiu o maior nível desde janeiro de 2025, enquanto os papéis de 30 anos seguem próximos da máxima de duas décadas.

    O movimento se espalha por outros países, com os juros dos títulos de dez anos do Japão, Reino Unido e Alemanha também em níveis elevados. O prolongamento do conflito e o temor com o endividamento dos governos aumentam a exigência de retorno dos investidores, pressionando as taxas.

    Outro destaque da sessão é a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) . O indicador desacelerou no Brasil no segundo trimestre, com avanço de 0,5% na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    A perda de ritmo era aguardada por analistas, principalmente devido aos efeitos dos juros elevados sobre a atividade econômica. O resultado veio após alta de 1,1% no primeiro trimestre.

    A taxa de 0,5% ficou levemente acima da mediana das projeções do mercado financeiro, de 0,4%, segundo a agência Bloomberg.

    Para analistas, o resultado reforça a perspectiva de continuidade do ciclo de cortes dos juros. A Selic está atualmente em 14% ao ano. "Os dados divulgados hoje seguem compatíveis com a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário nas próximas reuniões", diz Yihao Lin, economista da Genial Investimentos.

    Juros mais baixos tendem a beneficiar a Bolsa ao reduzir a atratividade relativa da renda fixa e estimular a busca por ativos de maior risco. Quando as taxas permanecem elevadas, a renda fixa se torna mais atrativa, o que pode limitar o apetite por ações.

    O cenário eleitoral brasileiro também permanece no radar. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na segunda-feira mostrou Lula com 47,1% das intenções de voto em um eventual segundo turno da disputa presidencial, contra 42,6% de Flávio Bolsonaro —uma diferença menor que a registrada em julho, quando os candidatos tinham 49,2% e 42,9%, respectivamente. A margem de erro é de 1 ponto percentual.

    No levantamento BTG/Nexus desta segunda-feira (31) , o presidente Lula (PT) tem 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 31%. Em 24 de agosto, os candidatos tinham 40% e 34%, respectivamente.

    Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 46%, ante 45% de Flávio. Os percentuais são iguais aos do levantamento anterior.

    Para Gabriel Macarini, advisor sênior da Blue3 Investimentos, os resultados "mostraram o atual presidente Lula enfraquecendo frente às candidaturas de Flávio Bolsonaro e Augusto Cury".

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/dolar-abre-em-alta-com-tensao-no-oriente-medio.shtml.

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