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    BNDES prevê R$ 34 bi para leilão de baterias, mas mais recursos serão necessários, diz executivo

    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estimou até R$ 34 bilhões em recursos de suas linhas incentivadas para financiar projetos de armazenamento de energia no primeiro leilão para a tecnologia. Leia mais (09/11/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    12 de setembro de 2026 às 02:00
    BNDES prevê R$ 34 bi para leilão de baterias, mas mais recursos serão necessários, diz executivo
    Fachada da sede do BNDES em dia ensolarado, com logo metálico grande em primeiro plano e prédio moderno ao fundo. Vegetação e calçada com padrão de pedras portuguesas visíveis. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estimou até R$ 34 bilhões em recursos de suas linhas incentivadas para financiar projetos de armazenamento de energia no primeiro leilão para a tecnologia.

    Sede do BNDES, no Rio de Janeiro - Lucas Tavares - 18.jul.17/Folhapress · Lucas Tavares - 18.jul.17/Folhapress
    Sede do BNDES, no Rio de Janeiro - Lucas Tavares - 18.jul.17/Folhapress · Lucas Tavares - 18.jul.17/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No entanto, o banco entende que mais fontes de financiamento serão necessárias, disse o chefe de departamento de transição energética e clima do BNDES, Alexandre Siciliano Esposito, nesta sexta-feira (11).

    Segundo o executivo, há uma indicação preliminar de R$ 34 bilhões considerando tanto o Fundo Clima, que financia diversas iniciativas voltadas à transição energética e descarbonização, quanto o programa Mais Inovação. Mas uma definição mais clara do montante deve vir até o final do ano, com as discussões para a lei orçamentária de 2027.

    "O Fundo Clima tem um potencial de uso muito maior... o BESS (sistema de armazenamento de energia) pontua mais do que outras tecnologias renováveis. Então, ele [Fundo Clima] deve ser realmente o principal veículo", avaliou Esposito, nos bastidores de um evento da consultoria CELA e do IFC, do Banco Mundial.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já o BNDES Mais Inovação é uma linha mais "transversal", que envolve vários tipos de inovação e digitalização, além de ter um orçamento um pouco menor, acrescentou.

    Apesar do potencial das linhas incentivadas, Esposito observou que há algumas limitações que tendem a reduzir o desembolso efetivo para cada projeto. No caso do Fundo Clima, ele citou o limite de R$ 1 bilhão por grupo econômico para financiamentos a cada 12 meses.

    "Há clientes que estão estudando portfólios de bilhões de reais [para o leilão de baterias]... Esse limite de R$ 1 bilhão, ele direciona estratégia de 'blends', tem que buscar mais bolsos, mercado, debêntures, multilaterais, entre outros."

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ele observou ainda que a necessidade de financiamento vai aumentar conforme a demanda de contratação de baterias pelo governo no leilão, que tem potencial de ser "explosiva".

    "No último leilão de capacidade, de térmica e hídrica, esse investimento era mais de R$ 60 bilhões, e é a tecnologia tradicional. Então, enfim, estamos na expectativa."

    Ele lembrou ainda que o BNDES está trabalhando com fornecedores de baterias para a nacionalização de projetos participantes do leilão, que terá uma disputa específica para baterias com conteúdo nacional.

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    Conforme informações do site do banco de fomento, WEG, Moura, You.On, TBEA, Gotion, Trina e BYD já declararam compromisso de fabricação local de BESS. Mas essas empresas ainda passarão por etapas técnicas para garantir o cumprimento das exigências de conteúdo nacional de seus projetos.

    Marcado para dezembro, o primeiro leilão do Brasil para contratação de sistemas de armazenamento de energia recebeu cadastramento recorde de mais de 296 gigawatts (GW) de projetos. Os empreendimentos ainda passarão por análise e habilitação técnica para poderem efetivamente participar do leilão.

    O certame é aguardado pelo setor elétrico, uma vez que ampliará o leque de recursos de segurança energética do Brasil em meio ao forte crescimento das fontes renováveis de energia. O processo já tem mobilizado diversos investidores, incluindo fabricantes estrangeiras e nacionais do segmento .

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/bndes-preve-r-34-bi-para-leilao-de-baterias-mas-mais-recursos-serao-necessarios-diz-executivo.shtml.

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    Sede do BNDES, no Rio de Janeiro - Lucas Tavares - 18.jul.17/Folhapress · Lucas Tavares - 18.jul.17/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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