BNDES começa a receber pedidos para empresas afetadas por tarifas dos EUA nesta quinta-feira (17)
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) começou a receber nesta quinta-feira (17) pedidos de financiamento da terceira etapa do Plano Brasil Soberano, segundo José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco. Leia mais (09/17/2026 - 17h33)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) começou a receber nesta quinta-feira (17) pedidos de financiamento da terceira etapa do Plano Brasil Soberano, segundo José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco.

A nova fase terá R$ 22,6 bilhões em recursos, entre dinheiro do Tesouro Nacional e do próprio BNDES, e foi criada para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e por efeitos de conflitos internacionais.
A terceira etapa também ampliou o público atendido pelo programa. Além das empresas atingidas pelas tarifas previstas na chamada Seção 232 (ameaça à segurança nacional) da legislação comercial americana, passam a ser contempladas empresas afetadas pela Seção 301 (práticas consideradas prejudiciais), segundo Gordon.
O programa havia sido anunciado em julho com R$ 18,5 bilhões , sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro e R$ 5 bilhões do BNDES. O banco posteriormente ampliou sua participação para R$ 9,1 bilhões.

O dinheiro será distribuído entre diferentes finalidades. São R$ 8,8 bilhões para exportadores e fornecedores afetados por tarifas dos Estados Unidos; R$ 6,8 bilhões para empresas que exportam para países do Golfo Pérsico e seus fornecedores; R$ 1 bilhão para setores industriais relevantes ao comércio exterior; R$ 4 bilhões para empresas de fertilizantes e R$ 2 bilhões para a cadeia de minerais críticos e estratégicos.
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
A terceira etapa mantém o atendimento a exportadores e fornecedores afetados pelas tarifas americanas e amplia o público para outros setores considerados estratégicos.

Também foram criadas destinações específicas para empresas de fertilizantes e para a cadeia de minerais críticos e estratégicos.
O BNDES disponibiliza uma consulta de elegibilidade para exportadores e fornecedores neste site . O sistema utiliza dados fornecidos pela Receita Federal e verifica os critérios previstos para esses grupos. A elegibilidade de empresas de setores industriais relevantes ao comércio exterior segue regras próprias e não é consultada por essa ferramenta.
Segundo Gordon, as taxas seguem as condições da segunda fase, com exceção da nova linha para minerais críticos.
As taxas são acrescidas dos spreads aplicáveis à operação.
O programa prevê financiamento para capital de giro, capital de giro para exportação, compra de máquinas e equipamentos e investimentos.
Também podem ser financiados projetos de ampliação da capacidade produtiva, diversificação de mercados e investimentos em inovação e adaptação de produtos, serviços e processos.
Na linha específica de minerais críticos, o objetivo é financiar empresas da cadeia que envolve a extração associada a beneficiamento, refino ou transformação.
Empresas menores devem procurar os bancos parceiros do BNDES que operam as linhas de crédito.
As empresas que fizerem operações diretamente com o BNDES precisam encaminhar o pedido pelo Portal do Cliente . Nesse caso, o banco informa que o valor mínimo de cada operação direta é de R$ 50 milhões.
Nas operações indiretas, a orientação do BNDES é que a empresa procure o banco do qual já é cliente ou outra instituição financeira credenciada.
O envio do pedido não significa que o financiamento será automaticamente aprovado. A proposta ainda passa pela análise da instituição financeira.
O Brasil Soberano foi criado em 2025 para apoiar empresas afetadas pelas tarifas americanas. A primeira fase movimentou cerca de R$ 16 bilhões, segundo o BNDES. Nela, mais de 70% dos R$ 16 bilhões em apoio foram destinados a pequenas empresas, de acordo com o diretor do BNDES.
Na segunda etapa, em 2026, foram disponibilizados R$ 21 bilhões. Segundo Gordon, cerca de R$ 7 bilhões desse montante foram destinados a investimentos.
A terceira etapa mantém as linhas de crédito anteriores e acrescenta recursos específicos para fertilizantes e minerais críticos, além de ampliar o público afetado pelas tarifas americanas.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/bndes-comeca-a-receber-pedidos-para-empresas-afetadas-por-tarifas-dos-eua-nesta-quinta-feira-17.shtml.

Prédio do BNDES no setor Bancário Sul, em Brasília (DF) - Rafa Neddermeyer - 6.nov.23/Agência Brasil · Rafa Neddermeyer - 6.nov.23/Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

