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    BNDES começa a receber pedidos para empresas afetadas por tarifas dos EUA nesta quinta-feira (17)

    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) começou a receber nesta quinta-feira (17) pedidos de financiamento da terceira etapa do Plano Brasil Soberano, segundo José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco. Leia mais (09/17/2026 - 17h33)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 20:33
    BNDES começa a receber pedidos para empresas afetadas por tarifas dos EUA nesta quinta-feira (17)
    Foto: Folha de S.Paulo

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    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) começou a receber nesta quinta-feira (17) pedidos de financiamento da terceira etapa do Plano Brasil Soberano, segundo José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco.

    Prédio do BNDES no setor Bancário Sul, em Brasília (DF) - Rafa Neddermeyer - 6.nov.23/Agência Brasil · Rafa Neddermeyer - 6.nov.23/Agência Brasil
    Prédio do BNDES no setor Bancário Sul, em Brasília (DF) - Rafa Neddermeyer - 6.nov.23/Agência Brasil · Rafa Neddermeyer - 6.nov.23/Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A nova fase terá R$ 22,6 bilhões em recursos, entre dinheiro do Tesouro Nacional e do próprio BNDES, e foi criada para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e por efeitos de conflitos internacionais.

    A terceira etapa também ampliou o público atendido pelo programa. Além das empresas atingidas pelas tarifas previstas na chamada Seção 232 (ameaça à segurança nacional) da legislação comercial americana, passam a ser contempladas empresas afetadas pela Seção 301 (práticas consideradas prejudiciais), segundo Gordon.

    O programa havia sido anunciado em julho com R$ 18,5 bilhões , sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro e R$ 5 bilhões do BNDES. O banco posteriormente ampliou sua participação para R$ 9,1 bilhões.

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    O dinheiro será distribuído entre diferentes finalidades. São R$ 8,8 bilhões para exportadores e fornecedores afetados por tarifas dos Estados Unidos; R$ 6,8 bilhões para empresas que exportam para países do Golfo Pérsico e seus fornecedores; R$ 1 bilhão para setores industriais relevantes ao comércio exterior; R$ 4 bilhões para empresas de fertilizantes e R$ 2 bilhões para a cadeia de minerais críticos e estratégicos.

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    A terceira etapa mantém o atendimento a exportadores e fornecedores afetados pelas tarifas americanas e amplia o público para outros setores considerados estratégicos.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Também foram criadas destinações específicas para empresas de fertilizantes e para a cadeia de minerais críticos e estratégicos.

    O BNDES disponibiliza uma consulta de elegibilidade para exportadores e fornecedores neste site . O sistema utiliza dados fornecidos pela Receita Federal e verifica os critérios previstos para esses grupos. A elegibilidade de empresas de setores industriais relevantes ao comércio exterior segue regras próprias e não é consultada por essa ferramenta.

    Segundo Gordon, as taxas seguem as condições da segunda fase, com exceção da nova linha para minerais críticos.

    As taxas são acrescidas dos spreads aplicáveis à operação.

    O programa prevê financiamento para capital de giro, capital de giro para exportação, compra de máquinas e equipamentos e investimentos.

    Também podem ser financiados projetos de ampliação da capacidade produtiva, diversificação de mercados e investimentos em inovação e adaptação de produtos, serviços e processos.

    Na linha específica de minerais críticos, o objetivo é financiar empresas da cadeia que envolve a extração associada a beneficiamento, refino ou transformação.

    Empresas menores devem procurar os bancos parceiros do BNDES que operam as linhas de crédito.

    As empresas que fizerem operações diretamente com o BNDES precisam encaminhar o pedido pelo Portal do Cliente . Nesse caso, o banco informa que o valor mínimo de cada operação direta é de R$ 50 milhões.

    Nas operações indiretas, a orientação do BNDES é que a empresa procure o banco do qual já é cliente ou outra instituição financeira credenciada.

    O envio do pedido não significa que o financiamento será automaticamente aprovado. A proposta ainda passa pela análise da instituição financeira.

    O Brasil Soberano foi criado em 2025 para apoiar empresas afetadas pelas tarifas americanas. A primeira fase movimentou cerca de R$ 16 bilhões, segundo o BNDES. Nela, mais de 70% dos R$ 16 bilhões em apoio foram destinados a pequenas empresas, de acordo com o diretor do BNDES.

    Na segunda etapa, em 2026, foram disponibilizados R$ 21 bilhões. Segundo Gordon, cerca de R$ 7 bilhões desse montante foram destinados a investimentos.

    A terceira etapa mantém as linhas de crédito anteriores e acrescenta recursos específicos para fertilizantes e minerais críticos, além de ampliar o público afetado pelas tarifas americanas.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/bndes-comeca-a-receber-pedidos-para-empresas-afetadas-por-tarifas-dos-eua-nesta-quinta-feira-17.shtml.

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    Prédio do BNDES no setor Bancário Sul, em Brasília (DF) - Rafa Neddermeyer - 6.nov.23/Agência Brasil · Rafa Neddermeyer - 6.nov.23/Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo

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