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    Bloco de centro-esquerda da Suécia deve vencer eleição por uma cadeira, projeta autoridade eleitoral

    O bloco de oposição de centro-esquerda da Suécia deve conquistar uma maioria de apenas uma cadeira na votação deste domingo (13) para o Parlamento do país, segundo projeção da autoridade eleitoral. Leia mais (09/13/2026 - 19h27)

    Folha de S.Paulo
    13 de setembro de 2026 às 22:27
    Bloco de centro-esquerda da Suécia deve vencer eleição por uma cadeira, projeta autoridade eleitoral
    Grupo de pessoas em ambiente interno com iluminação azul, algumas segurando pequenas bandeiras com a sigla SD. Mulheres e homens estão vestidos formalmente, observando algo fora do quadro. Há uma corda vermelha separando o grupo do espaço à — Foto: Folha de S.Paulo

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    O bloco de oposição de centro-esquerda da Suécia deve conquistar uma maioria de apenas uma cadeira na votação deste domingo (13) para o Parlamento do país, segundo projeção da autoridade eleitoral.

    Apoiadores do partido de extrema direita Democratas Suecos reagem aos resultados de boca de urna na eleição parlamentar na Suécia. - Pontus Lundahl/AFP · Pontus Lundahl/AFP
    Apoiadores do partido de extrema direita Democratas Suecos reagem aos resultados de boca de urna na eleição parlamentar na Suécia. - Pontus Lundahl/AFP · Pontus Lundahl/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O bloco, encabeçado pela líder do Partido Social-Democrata, Magdalena Andersson, deve conquistar 175 cadeiras no Parlamento, que tem 349 assentos, segundo projeção do órgão com base nos votos de 4.853 dos 6.312 distritos eleitorais da Suécia.

    O bloco governista de direita, liderado pelo primeiro-ministro Ulf Kristersson, deve conquistar 174 cadeiras.

    Se a vantagem da centro-esquerda for confirmada pelos resultados oficiais, isso interromperá a recente guinada da Suécia à direita e o afastamento de suas tradições liberais.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As eleições parlamentares tiveram caráter quase plebiscitário, porque determinarão se o partido Democratas Suecos , originado em movimentos neonazistas, participará no governo.

    Antes da eleição, o premiê Kristersson havia aceitado admitir integrantes da legenda extremista em seu gabinete caso fosse reconduzido ao cargo.

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    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A composição, segundo o premiê, é necessária para manter a estabilidade de sua administração. Os Democratas Suecos têm apoiado o governo nas votações do Riksdag, o Parlamento do país, mas há quatro anos a sigla ostenta a maior bancada do bloco conservador —liderado pelos Moderados de Kristersson há décadas.

    A guinada à direita do premiê no atual mandato foi notável. A imprensa sueca lembra que, há duas eleições, Kristersson havia prometido a um sobrevivente do Holocausto que nunca trabalharia com os Democratas Suecos. Agora, não só está trabalhando, como sua gestão absorveu boa parte do ideário anti- imigração do partido nacionalista.

    "Acho que será uma longa noite", disse Maria Malmer Stenergard, ministra das Relações Exteriores e integrante do Partido Moderado de Kristersson. "Talvez só tenhamos os resultados na quarta-feira, quando chegarem os votos depositados no exterior."

    Kristersson, que ficou atrás nas pesquisas de opinião durante seus quatro anos no cargo, vinha reduzindo a diferença nas últimas semanas de campanha, enquanto Andersson e os social-democratas perdiam terreno.

    Críticos afirmam que as políticas de imigração do governo Kristersson, cujos incentivos e penalidades pressionam os migrantes a se adequarem mais às normas culturais suecas ou a deixarem o país, estão minando as liberdades civis.

    Um bom desempenho eleitoral dos Democratas Suecos seria bem recebido pelos partidos de extrema direita em ascensão na Europa , fortalecidos pela vitória do partido extremista Alternativa para a Alemanha (AfD) em eleição na Saxônia-Anhalt, na semana passada, a maior vitória da extrema direita desde o nazismo.

    Os agrupamentos extremistas desse campo ideológico esperam avançar nas próximas eleições em toda a Europa, a exemplo da candidatura da Reunião Nacional de Marine Le Pen à Presidência da França, no ano que vem.

    Ao votar no sábado em Rinkeby, nos arredores de Estocolmo , Jimmie Akesson, líder de longa data dos Democratas Suecos, disse que o subúrbio, onde vive uma das maiores comunidades sueco-somalis do país, "não parece a Suécia". O extremista fez campanha com o slogan de óbvia inspiração trumpista "Faça a Suécia Suécia novamente".

    Por muito tempo, a nação escandinava foi um dos países europeus mais receptivos aos imigrantes, até Kristersson chegar ao poder, quatro anos atrás. Seu governo aboliu a residência permanente para refugiados, endureceu as regras de assistência social e intensificou as expulsões daqueles que não têm direito de permanecer no país.

    Os Democratas Suecos reconhecem que seu partido foi fundado, em parte, por neonazistas e supremacistas brancos na década de 1980, mas alegam ter retirado esses extremistas de suas fileiras e pedido desculpas por seu passado, a despeito dos slogans e do tom radicalizado da campanha.

    Apoiadores comemoraram na festa eleitoral dos Democratas Suecos depois que uma projeção atualizada da emissora sueca SVT chgou a mostrar uma diferença muito menor do que a apontada por uma pesquisa de boca de urna inicial, que colocava a oposição de centro-esquerda um pouco mais à frente.

    "Vocês não imaginam como estou nervoso agora. Parece que o trabalho da minha vida está por um fio", disse Ludvig Aspling, parlamentar e porta-voz dos Democratas Suecos para assuntos de imigração. "Vai ser extremamente apertado. Ainda temos uma chance", afirmou.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/bloco-de-centro-esquerda-da-suecia-deve-vencer-eleicao-por-uma-cadeira-projeta-autoridade-eleitoral.shtml.

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    Apoiadores do partido de extrema direita Democratas Suecos reagem aos resultados de boca de urna na eleição parlamentar na Suécia. - Pontus Lundahl/AFP · Pontus Lundahl/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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