Economia

    Bitcoin ganha força acima de US$ 72 mil: quais são os próximos alvos?

    Representações da criptomoeda bitcoin são vistas nesta ilustração feita em 25 de novembro de 2024. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/FOTO DE ARQUIVO " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2025-12-17T142756Z_490111068_RC2KCBAFJBWF_RTRMADP_3_CENTRALAFRICA-CRYPTO.jpg?fit=750%2C500&quality=70&strip=all" />Rompimento de resistências melhora o cenário técnico, mas sobrecompra aumenta risco de realização no curto prazo The post Bitcoin ganha força acima de US$ 72 mil: quais são os próximos alvos? appeared first on InfoMoney .

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    21 de agosto de 2026 às 08:00
    Bitcoin ganha força acima de US$ 72 mil: quais são os próximos alvos?
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    Representações da criptomoeda bitcoin são vistas nesta ilustração feita em 25 de novembro de 2024. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/FOTO DE ARQUIVO

    O Bitcoin ganhou força nas últimas sessões, superou os US$ 72 mil e alcançou o maior patamar desde o início de junho. A criptomoeda avançou cerca de 15% na semana, impulsionada inicialmente pelo anúncio de que o Tesouro dos Estados Unidos pretende ampliar as recompras de títulos públicos de longo prazo. O movimento ganhou relevância porque o ativo rompeu, em sequência, as resistências de US$ 65 mil , US$ 67 mil e o patamar psicológico de US$ 70 mil , após semanas de lateralização.

    A alta foi reforçada pela entrada de recursos nos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos , que receberam US$ 517,2 milhões na sessão anterior e acumularam aproximadamente US$ 1 bilhão na semana. Ao mesmo tempo, mais de US$ 3,1 bilhões em posições foram liquidados, indicando que parte do avanço também veio da compra forçada de investidores que apostavam na queda. A continuidade do movimento dependerá, portanto, da capacidade da demanda à vista de sustentar o fluxo comprador.

    Fonte: TradinView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
    Fonte: TradinView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Na minha leitura, o cenário técnico melhorou nos gráficos diário e semanal, com forte volume comprador, rompimento da lateralização e recuperação das principais médias móveis. No curto prazo, porém, o IFR de 14 períodos atingiu 79,89 pontos , em região de sobrecompra, e o afastamento das médias aumenta a possibilidade de realização.

    Uma correção controlada não invalidaria a recuperação, mas a confirmação de uma alta mais ampla ainda dependerá da preservação dos suportes conquistados e do rompimento das próximas resistências.

    Pelo gráfico diário , observo que o Bitcoin apresenta um forte movimento de alta nas últimas sessões. O ativo retomou a região acima dos US$ 70 mil , rompeu a faixa lateral que vinha predominando e voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos .

    Fonte: TradinView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
    Fonte: TradinView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O avanço ocorreu acompanhado por uma entrada expressiva de volume comprador, reforçando a melhora do cenário técnico. Por enquanto, o fluxo permanece predominantemente positivo e mostra força para tentar conduzir o Bitcoin a patamares mais elevados.

    Ao mesmo tempo, a intensidade da valorização recente exige cautela. O IFR de 14 períodos está em 79,89 pontos , dentro da região de sobrecompra, enquanto o preço se afastou de forma relevante das médias móveis. A combinação desses fatores pode favorecer uma realização ou uma acomodação das cotações após o movimento mais esticado.

    Caso ocorra uma correção, será importante avaliar sua intensidade e, principalmente, a capacidade do Bitcoin de preservar os suportes conquistados recentemente. Uma realização controlada, sem a perda das principais referências técnicas, poderá representar apenas um ajuste dentro da recuperação. Já o rompimento dos suportes devolveria força aos vendedores e enfraqueceria a atual estrutura.

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    Para dar continuidade ao movimento comprador, considero importante superar inicialmente as resistências de US$ 74.450 e US$ 78.200 . Acima desses níveis, o Bitcoin poderá avançar em direção à faixa de US$ 82.850/US$ 84.650 , seguida por US$ 91.255 e US$ 97.925 .

    No sentido contrário, a perda da região entre US$ 67.290 e US$ 61.300 enfraqueceria a recuperação e poderia reativar o fluxo vendedor. Nesse cenário, os próximos suportes aparecem entre US$ 57.800 e US$ 52.550 . Em uma extensão das perdas, o ativo poderia buscar a faixa de US$ 49.000/US$ 43.880 .

    Minha leitura de curto prazo, portanto, continua positiva, sustentada pelo rompimento da lateralização, pela recuperação das médias e pelo volume comprador. Ainda assim, a sobrecompra e o afastamento das médias tornam necessário acompanhar uma eventual realização antes da tentativa de avanço sobre as próximas resistências.

    Fonte: TradinView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
    Fonte: TradinView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Suportes: US$ 67.290/US$ 61.300 ; US$ 57.800/US$ 52.550 ; US$ 49.000/US$ 43.880 .

    Resistências: US$ 74.450 ; US$ 78.200 ; US$ 82.850/US$ 84.650 ; US$ 91.255 ; US$ 97.925 .

    Pelo gráfico semanal , observo que o Bitcoin registra uma forte recuperação, com valorização superior a 15% na semana e cotação novamente acima dos US$ 70 mil . O movimento ganha relevância porque ocorre depois de um período de lateralização iniciado após a formação da mínima em US$ 57.800 .

    Fonte: TradinView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
    Fonte: TradinView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O rompimento dessa consolidação veio acompanhado por forte entrada de volume comprador e levou o ativo novamente para cima da região das médias móveis. Essa configuração representa uma melhora importante da estrutura técnica e aumenta a possibilidade de continuidade da recuperação. Apesar da reação expressiva, porém, o Bitcoin ainda acumula queda superior a 16% em 2026 .

    Para que o movimento comprador ganhe consistência no médio prazo, considero importante superar a ampla faixa de resistência entre US$ 82.850 e US$ 97.925 . O rompimento dessa região poderá abrir caminho para US$ 116.400 e, em um movimento mais longo, para a máxima histórica de US$ 126.199 .

    O IFR de 14 períodos está em 51,89 pontos , apontando para cima e ainda distante da região de sobrecompra. Diferentemente do gráfico diário, o indicador semanal não mostra um movimento excessivamente esticado, o que sugere espaço técnico para novas altas caso a pressão compradora seja mantida.

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    Ainda assim, depois de uma valorização superior a 15% em pouco tempo, será fundamental observar se o Bitcoin conseguirá sustentar o rompimento da lateralização e preservar a força compradora. A perda da região das médias, com destaque para US$ 69.270 , representaria um primeiro sinal de enfraquecimento da recuperação.

    Abaixo desse nível, o principal suporte permanece em US$ 57.800 . A perda dessa região voltaria a favorecer o cenário baixista e poderia levar o ativo à faixa de US$ 50.000/US$ 49.000 . Caso a pressão vendedora ganhe intensidade, os próximos objetivos apareceriam em US$ 38.555 e, mais abaixo, em US$ 24.900 .

    Minha leitura de médio prazo melhorou consideravelmente com a alta desta semana, a recuperação das médias e o aumento do volume comprador. A confirmação de uma recuperação mais ampla, entretanto, ainda dependerá da sustentação acima de US$ 69.270 e do rompimento das resistências concentradas entre US$ 82.850 e US$ 97.925 .

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    Suportes: US$ 69.270 ; US$ 57.800 ; US$ 50.000/US$ 49.000 ; US$ 38.555 ; US$ 24.900 .

    Resistências: US$ 82.850/US$ 97.925 ; US$ 116.400 ; máxima histórica em US$ 126.199 .

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