Bispo que batizou Flávio criticou Nossa Senhora em livro
Em obra publicada em 2001, JB Carvalho defendeu retirar título de padroeira e afirmou que o feriado de 12 de outubro é “ilegal"

Em obra publicada em 2001, JB Carvalho defendeu retirar título de padroeira e afirmou que o feriado de 12 de outubro é “ilegal”
O bispo JB Carvalho, que batizou o candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL), criticou o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil em livro publicado em 2001.
Na obra intitulada “A Bomba: A verdade pode ser explosiva” (2001), o bispo escreveu que “Deus odeia o culto à Rainha dos Céus” associando a figura de Nossa Senhora à divindade pagã Rainha dos Céus, condenada no Antigo Testamento. No texto, o líder religioso defendeu ainda a retirada do título de padroeira e afirmou que o feriado de 12 de outubro é “ilegal” .

No final de setembro, a Associação Protetora dos Desvalidos apresentou uma notícia-crime à Justiça Federal contra a circulação do livro de “A Bomba” por incitação à discriminação religiosa. A ação foi protocolada em 28 de setembro e pede a suspensão da divulgação e circulação da obra em sites e aplicativos de mensagem.
JB Carvalho é escritor, teólogo e fundador da Comunidade das Nações, igreja que tem mais de 50 unidades no Brasil, Estados Unidos e Portugal. A sede é localizada em Brasília.
Flávio, sua mulher, Fernanda Bolsonaro, seu pai, Jair Bolsonaro e a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) mantêm uma relação próxima com o bispo. Em 2024, o candidato ao Planalto e sua mulher foram batizados evangélicos por JB.
Já a senadora eleita e o ex-presidente participaram ativamente de eventos na igreja durante a campanha à reeleição de Bolsonaro, em 2022.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-gente/bispo-que-batizou-flavio-criticou-nossa-senhora-em-livro/.

Flávio (à dir.) e sua mulher, Fernanda Bolsonaro, foram batizados por JB Carvalho (à esq.) — Foto: Poder360
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