Bióloga cria miniaturas da natureza menores que a ponta de um lápis
Com lupa e pinça, bióloga recria a natureza em esculturas minúsculas Natalia Aia Joaninhas de apenas 2 milímetros, flores que não passam de 5 centímetros e pequenos animais feitos de papel. A bióloga Natalia Aia encontrou nas miniesculturas uma forma de unir ciência e arte para retratar a diversidade da natureza. A inspiração começou ainda na infância, na região da Serra da Mantiqueira, influenciada pela avó Elza, em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O jardim da casa da avó foi a base dessa história. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram "O jardim era permea
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Com lupa e pinça, bióloga recria a natureza em esculturas minúsculas — Foto: Natalia Aia
Joaninhas de apenas 2 milímetros, flores que não passam de 5 centímetros e pequenos animais feitos de papel . A bióloga Natalia Aia encontrou nas miniesculturas uma forma de unir ciência e arte para retratar a diversidade da natureza.
A inspiração começou ainda na infância, na região da Serra da Mantiqueira, influenciada pela avó Elza, em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O jardim da casa da avó foi a base dessa história .

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"O jardim era permeado por florzinhas coloridas, cheiro de chuva, joaninhas, bem-te-vis, minhocas, pedrinhas verdes e hibiscos, que enriqueceria meu imaginário infantil para uma percepção encantada e sensível da natureza que até hoje nutrem um profundo encantamento pela biologia", relata Natalia.
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Nas férias escolares, ela e os irmãos ficavam na casa da avó artesã. Dona Elza deixava uma mesa com diversos materiais, como massinha, pincel, tinta, fita adesiva, argila e muito papel.
Natalia passava horas ali fazendo miniesculturas de elementos da natureza. O incentivo e os estímulos recebidos na infância foram essenciais para a futura artista .
Natalia Aia graduou-se primeiro em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). O interesse pela arte fez com que buscasse uma segunda graduação, desta vez em Artes Visuais pela Universidade do Vale do Paraíba (Univap).
"Costumo dizer que, se não fosse bióloga, não seria artista. Penso assim, pois foi justamente trabalhando por anos na frente de um computador, na área de geoprocessamento, que descobri o quanto eu precisava desesperadamente me reconectar com a natureza para me sentir viva", explica.
Pequenas no tamanho, gigantes nos detalhes: bióloga cria esculturas de até 2 milímetros — Foto: Natalia Aia
Antes de iniciar a elaboração das miniesculturas, Natalia realiza uma pesquisa para encontrar o nome científico da espécie. A informação consta no verso da moldura ou na plaqueta de identificação do trabalho em exposição.
Para ela, essa identificação é importante para mostrar ao observador que aquela espécie realmente existe na natureza e que foi identificada por pesquisadores que, muitas vezes, dedicaram a vida ao estudo e à preservação das espécies.
Em seguida, Natalia busca imagens que a auxiliem a reproduzir a morfologia da espécie e se aproximar de características externas, como formato do corpo, texturas, cores e simetria.
Além disso, incorpora aos trabalhos conhecimentos sobre ecologia e busca na literatura informações sobre o papel da espécie no ecossistema.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/10/01/biologa-cria-miniaturas-da-natureza-menores-que-a-ponta-de-um-lapis.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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