Bienal do Livro notifica editora Fruto Proibido, que teve beijos em mascarado
A Bienal do Livro de São Paulo notificou, nesta quarta-feira (9), a editora Fruto Proibido após cenas polêmicas ocorridas dentro do estande da empresa viralizarem nas redes sociais. Leia mais (09/09/2026 - 15h59)

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A Bienal do Livro de São Paulo notificou, nesta quarta-feira (9), a editora Fruto Proibido após cenas polêmicas ocorridas dentro do estande da empresa viralizarem nas redes sociais.

Desde a sexta-feira, circulam imagens de um homem mascarado —vestido como o personagem Ghostface, protagonista da franquia "Pânico" — seduzindo visitantes, em sua maioria mulheres jovens, com beijos e simulações de tapas e enforcamentos.
A situação de teor erótico se deu no estande da Fruto Proibido, editora focada em "romances hot", com cenas de sexo de alta intensidade, e nos chamados "dark romances" , que adicionam uma camada de violência à narrativa de sedução.
Em nota, a Bienal do Livro afirma que a ação não faz parte da programação oficial do evento nem foi autorizada pela entidade. "Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a organização da Bienal notificou prontamente a editora responsável."

O evento afirma não compactuar "com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público" e diz que "reafirma seu compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos os visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes do evento".
Após a repercussão nas redes, a editora Fruto Proibido publicou uma nota de esclarecimento em seu perfil do Instagram afirmando que "não contratou, convidou ou solicitou a presença" do homem mascarado e que não endossa qualquer uma de suas atitudes.
"Sua passagem pelo estande aconteceu de forma espontânea e foi inicialmente recebida pela equipe e pelo público como um momento de descontração."

A casa diz ainda que os vídeos e fotos que circularam nas redes foram feitos com o conhecimento e a pedido dos visitantes.
"Redobraremos nossos cuidados e adotaremos critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas em nosso espaço durante eventos, buscando evitar que situações semelhantes voltem a acontecer."
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Nesta quarta, após a notificação, o estande da Fruto Proibido segue aberto e frequentado, inclusive, por crianças.
O espaço fica em um corredor do Anhembi que congrega outras editoras de "romances hot", mas também serve como via de passagem para a Arena Cultural, onde acontece a programação de maior destaque da Bienal, e da área de autógrafos do evento.
O gênero do "dark romance" tem sido uma aposta nessa Bienal, que teve nesta segunda um encontro, voltado a adultos, com as autoras Nàna Páuvoli, Lola Belluci e a Zoe X , que escrevem sob pseudônimos.
Em sua versão mais extrema, esse tipo de história faz da violência fonte de entretenimento e prazer.
Páuvoli, a mais veterana da mesa, explicou o sucesso dos livros dizendo que "o proibido é mais gostoso". Belluci apontou que as fantasias das histórias vão além do desejo e do sexo. Citando tramas em que mocinhas em perigo vivem romances com ricaços e presidentes de empresas, ela disse que o "dark romance" cria também fantasias de poder.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/bienal-do-livro-notifica-editora-fruto-proibido-que-teve-beijos-em-mascarado.shtml.

Cena de leitora beijando homem mascarado no estande da editora Fruto Proibido, na Bienal do Livro de São Paulo, viralizou nas redes sociais - Redes sociais · Redes sociais — Foto: Folha de S.Paulo
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