Biblioteca da Faculdade de Educação da USP volta a alagar em São Paulo
Em maio, parte do teto do prédio desabou com as fortes chuvas que atingiram a capital paulista; desde então, local é protegido apenas por uma cobertura provisória

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Quatro meses após parte do teto da biblioteca da Faculdade de Educação da USP ( Universidade de São Paulo) desabar, prédio voltou a sofrer com alagamentos, e servidores criticam a demora da instituição em fazer obras no local para proteger o acervo.

Desde sábado (12), a biblioteca tem sofrido com inundações em razão das fortes e constantes chuvas que atingem São Paulo . Segundo os servidores, o problema ocorre porque, desde maio, quando parte do teto cedeu, o prédio continua com uma cobertura provisória.
Em nota, a direção da Faculdade de Educação disse que a cobertura provisória não foi suficiente para impedir uma nova entrada "significativa de água" na biblioteca diante das chuvas da última semana.
"A direção tem envidado esforços, junto à Reitoria da Universidade, para viabilizar uma solução mais célere para a execução do reparo definitivo do telhado", diz a nota. Procurada no fim da manhã desta terça-feira (15), a reitoria não respondeu sobre a situação até a publicação.

Em maio, quando ocorreu o desabamento, a biblioteca estava em obras. Um dia antes do temporal, a empresa responsável pela obra havia retirado as telhas do local, o que provocou a queda do teto e danos na eletricidade do prédio.
Na ocasião, a água atingiu cerca de quatro mil livros, danificando documentos didáticos e históricos, além de exposições artísticas. A biblioteca aguardava a obra desde 2024, devido a problemas recorrentes com infiltrações.
Diante da situação, a administração central da USP, responsável por esse tipo de obra, rescindiu o contrato e recorreu à Justiça para responsabilizar a empresa pelos danos. Segundo a Superintendência do Espaço Físico, a contratada não adotou as medidas adequadas para a proteção do prédio.

O contrato, no valor de R$ 638 mil, tinha sido firmado em 20 de janeiro.
Segundo funcionários da biblioteca, no entanto, desde a rescisão do contrato nenhuma outra empresa foi contratada para concluir a reforma.
"Depois do primeiro desabamento, fizeram uma cobertura provisória com telhas e lonas. Mais de quatro meses depois, é só essa cobertura que está protegendo o prédio, o acervo e os funcionários da biblioteca. A gente precisa de uma solução imediata e que não seja provisória", diz Daniela Pires, chefe da biblioteca.

A biblioteca tem o maior acervo de obras sobre educação do país. São mais de 250 mil itens, sendo 60 mil volumes de obras consideradas raras. No local, há, por exemplo, a maior biblioteca do livro didático do Brasil, com materiais usados nos primeiros anos de escolarização do país até os dias atuais.
Para evitar novas perdas, os funcionários retiraram todo o acervo que ocupava o segundo andar da biblioteca. Os exemplares foram armazenados provisoriamente no térreo e no primeiro andar. Diante da situação, a biblioteca está fechada e não pode ser acessada por alunos, professores e pesquisadores.
"Uma das bibliotecas mais importantes e que guarda boa parte da história da educação do Brasil está em risco. Não chegamos nem mesmo ao período chuvoso e já estamos tendo perdas. Precisamos de uma solução", diz Daniela.

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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/biblioteca-da-faculdade-de-educacao-da-usp-volta-a-alagar-em-sao-paulo.shtml.

Biblioteca da Faculdade de Educação da USP volta a alagar em São Paulo - Reprodução · Reprodução — Foto: UOL
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