Política

    Bets dizem que vão à Justiça contra eventual veto às apostas

    Empresas alegam insegurança jurídica caso governo interrompa operações autorizadas pelo marco regulatório

    Poder360
    25 de setembro de 2026 às 19:17
    Bets dizem que vão à Justiça contra eventual veto às apostas
    Foto: Poder360

    Empresas alegam insegurança jurídica caso governo interrompa operações autorizadas pelo marco regulatório

    As plataformas de apostas esportivas pretendem recorrer à Justiça caso o governo federal proíba ou restrinja a atividade no Brasil. O setor também quer a devolução das outorgas pagas à União e o ressarcimento pelos investimentos realizados para operar no país.

    A informação foi dada por Carlos Lima, presidente do IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável), entidade que reúne empresas do setor. Segundo ele, uma eventual proibição total ou parcial representaria insegurança jurídica para empresas que investiram no mercado depois da regulamentação das apostas.

    Empresas dizem que podem recorrer à Justiça e pedir ressarcimento por investimentos caso sejam impedidas de operar no país
    Empresas dizem que podem recorrer à Justiça e pedir ressarcimento por investimentos caso sejam impedidas de operar no país — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia novas medidas para restringir as apostas on-line . Entre as possibilidades está a proibição das plataformas ou de modalidades de jogos on-line, como o chamado “jogo do tigrinho” e o Aviator.

    Nesta 6ª feira (25.set.2026), em São Paulo, Lula participa de um evento para anunciar medidas provisórias de proteção da economia popular e de combate ao endividamento relacionado às plataformas de apostas. A proposta é parte de um pacote de ações voltadas ao combate ao endividamento das famílias.

    Desde a regulamentação do setor, a União arrecadou cerca de R$ 2,5 bilhões em taxas de outorga. Cada autorização custa R$ 30 milhões e tem validade de 5 anos.

    As empresas afirmam que, além das outorgas, fizeram investimentos em contratação de equipes, publicidade, tecnologia e estrutura para atuar no mercado regulado.

    O IBJR argumenta que uma interrupção antecipada das operações poderia gerar pedidos de indenização na Justiça. O setor estima que os valores envolvidos poderiam chegar a dezenas de bilhões de reais, dependendo do alcance de uma eventual proibição.

    As apostas de quota fixa foram regulamentadas no Brasil em 2023. O modelo estabeleceu regras para autorização, fiscalização, tributação e funcionamento das empresas.

    Em 2026, o governo também ampliou mecanismos de combate às operações consideradas irregulares. Decreto publicado em junho regulamentou o bloqueio de contas de operadores ilegais e estabeleceu procedimentos para eventual perdimento de valores em favor da União.

    As entidades do setor defendem que medidas contra apostas ilegais sejam mantidas, mas contestam uma eventual proibição das empresas autorizadas a operar no país.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-sportsmkt/bets-dizem-que-vao-a-justica-contra-eventual-veto-as-apostas/.

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    Empresas dizem que podem recorrer à Justiça e pedir ressarcimento por investimentos caso sejam impedidas de operar no país — Foto: Poder360

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