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    BC reduz juros a 13,75% e deixa “porta aberta” para novos cortes

    Copom repete corte de 0,25 ponto, em linha com expectativas do mercado e em meio a sinais de queda da inflação e desaceleração da atividade

    CNN Brasil
    16 de setembro de 2026 às 21:32
    BC reduz juros a 13,75% e deixa “porta aberta” para novos cortes
    Foto: CNN Brasil

    O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) voltou a cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16). Com isso, a Selic está agora no patamar de 13,75%. A decisão foi unânime.

    “O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz o comunicado do Copom.

    “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

    Brasil volta à posição de maior juro real do mundo; veja ranking
    Brasil volta à posição de maior juro real do mundo; veja ranking — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Esse é o quinto corte seguido feito pelo colegiado de diretores do BC desde março, e esta é a última reunião do Copom antes das eleições.

    O BC reconhece que o cenário é de riscos “mais elevados que o usual”, com a balança pesando mais para tendência de alta da inflação.

    Ainda assim, sinaliza que a continuidade do ciclo de calibração da política monetária fica dependente da evolução do cenário “à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.

    Selic a 13,75%: Quanto rendem R$ 1 mil na poupança, CDB ou Tesouro Direto?
    Selic a 13,75%: Quanto rendem R$ 1 mil na poupança, CDB ou Tesouro Direto? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”, afirma o colegiado.

    “O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”

    O movimento vem alinhado com o consenso do mercado, que passou a reforçar suas apostas de flexibilização de juros após uma série de indicadores mostrarem o efeito da política monetária restritiva na queda da inflação e desaceleração da atividade econômica do país.

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    "Não sou uma newsletter de Wall Street": Warsh evita debate sobre Trump — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Os analistas também projetam que este será o último corte dos juros pelo Copom neste ano, segundo dados do Boletim Focus publicados nesta semana . As previsões apontam para a retomada do ciclo de flexibilização no ano que vem, com a taxa básica encerrando 2027 em 12%.

    A balança de riscos do BC foi mantida como em sua última decisão, apontando mais fatores que podem levar a alta dos preços do que para baixa.

    Entre os elementos inflacionários no radar do Copom, estão:

    Brasil volta à posição de maior juro real do mundo; veja ranking
    Brasil volta à posição de maior juro real do mundo; veja ranking — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Já os fatores que podem trazer deflação ao país são:

    Os dados do PIB (Produto Interno Bruto) estimados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) começam a mostrar que a economia brasileira está perdendo fôlego.

    No segundo trimestre de 2026, o país registrou avanço de 0,5% ante os três meses anteriores , uma desaceleração ante a alta de 1,1% apurada entre janeiro e março . O destaque do indicador foi o consumo das famílias, que caiu 0,4% no período , um reflexo direto dos juros altos.

    Selic a 13,75%: Quanto rendem R$ 1 mil na poupança, CDB ou Tesouro Direto?
    Selic a 13,75%: Quanto rendem R$ 1 mil na poupança, CDB ou Tesouro Direto? — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Outro sinal de desaceleração da economia vem do mercado de trabalho.

    Apesar de registrar desemprego ainda próximo das mínimas históricas , segundo o IBGE, dados do Ministério do Trabalho mostram perda de força nas contrações formais, com julho representando o pior resultado para o mês desde a pandemia .

    E o impacto chega diretamente ao bolso do consumidor: em julho, a inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional avançou para 4,9% , novo recorde da série histórica do BC .

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    Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O foco da política monetária é o controle da inflação. Não obstante, a inflação tem caído também nos últimos meses, com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mostrando deflação de 0,32% em agosto , após alta de 0,07% no mês anterior .

    Juros altos são uma das principais causas de inadimplência no Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/bc-copom-selic-juros-setembro-2026/.

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