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    BC do Japão eleva juros para máxima em 31 anos e indica mudança na política monetária

    Sede do BC do Japão em Tóquio 18/03/2024. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/File Photo " data-image-caption=" Sede do Banco do Japão (BoJ) em Tóquio – 18/03/2024 (Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/07/2024-07-19T112657Z_1_LYNXMPEK6I0FG_RTROPTP_4_JAPAN-ECONOMY-INFLATION.jpg?fit=1280%2C915&quality=70&strip=all" />O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou que, com a inflação subjacente se aproximando de 2%, o foco do banco mudou de impulsionar os preços para atingir a meta para se proteger contra um excesso de inflação The post BC

    InfoMoney
    18 de setembro de 2026 às 10:59
    BC do Japão eleva juros para máxima em 31 anos e indica mudança na política monetária
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    Sede do BC do Japão em Tóquio 18/03/2024. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/File Photo

    Sede do Banco do Japão (BoJ) em Tóquio – 18/03/2024 (Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters)

    TÓQUIO, 18 Set (Reuters) – O ⁠Banco do Japão elevou a taxa de juros nesta sexta-feira para ⁠o nível mais alto em 31 anos, com seu presidente sinalizando que o banco ‌central entrou em uma nova fase voltada a evitar que a inflação ultrapasse sua meta, abrindo caminho para novos aumentos.

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    Mas a mensagem hawkish não conseguiu impulsionar o iene. Em vez disso, a ‌moeda se desvalorizava, já que os investidores se concentraram na dissidência de duas autoridades, que argumentaram que o Banco do Japão deveria manter a paciência ao elevar os custos dos empréstimos.

    O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou que, com a inflação subjacente se aproximando de 2%, o foco do banco mudou de impulsionar os preços para atingir a meta para se proteger contra um excesso de inflação.

    “Se os ⁠riscos ‌de a inflação subjacente ultrapassar 2% se concretizarem, isso poderá ter um impacto negativo na economia ⁠do Japão”, disse ele em uma coletiva de imprensa.

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    “É importante estabilizar a inflação subjacente em 2%. Nossa fase de política monetária mudou”, disse Ueda em sua declaração mais enfática até o momento sobre a determinação do banco central em combater as pressões sobre os preços por meio de aumentos contínuos dos juros.

    Ueda disse que não descartaria nem aumentos consecutivos nem altas ​de 50 pontos-base. Ele ressaltou, no entanto, que o Banco do Japão pretende agir preventivamente para evitar ser forçado a tomar medidas drásticas que possam desestabilizar os mercados financeiros.

    “A mensagem de ​Ueda parece ser que o Banco do Japão mantém em aberto a opção de novos aumentos nos juros e está acompanhando de perto a inflação para estabilizá-la”, disse Vasu Menon, diretor-gerente de estratégia de investimentos do OCBC em Cingapura.

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    “De modo geral, a decisão do Banco do Japão e os comentários de Ueda apontam para uma postura moderadamente hawkish no médio prazo. No entanto, a mensagem ‌para o curto prazo não é hawkish o suficiente para provocar ​uma reprecificação significativa do iene.”

    Na reunião de dois dias que terminou nesta sexta-feira, o banco central elevou sua taxa básica de juros de 1% para 1,25% por 7 votos a 2. Os membros dovish da diretoria, Toichiro Asada e Ayano ⁠Sato, discordaram da decisão.

    O movimento segue os ​aumentos nas taxas de ​juros realizados por seus pares europeus e norte-americanos, destacando o foco dos bancos centrais nos riscos globais de inflação causados pelo ⁠aumento nos custos de energia devido à guerra no ​Irã, pelas políticas fiscais expansionistas e pela crescente demanda por investimentos em IA.

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    Foi o primeiro aumento em três meses e aproxima a taxa de juros dos níveis que o Banco do Japão considera neutros para a economia, ​marcando mais um passo de afastamento das décadas de taxas ultrabaixas que consolidaram o status do iene como uma moeda de financiamento global barata.

    Em comunicado anunciando a decisão, ​o banco central afirmou que, ⁠embora a evolução econômica e dos preços esteja ocorrendo em linha com sua previsão básica, havia o risco de a inflação subjacente ⁠se desviar de sua meta de 2%.

    “A inflação no atacado permanece elevada e as pressões sobre os preços decorrentes do comércio entre empresas começaram a se refletir nos preços ao consumidor”, afirmou o banco central.

    “A inflação subjacente vem se aproximando de 2%”, à medida que as empresas continuam repassando o custo dos salários mais altos e as expectativas de inflação continuam aumentando, afirmou o banco.

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