Bares e restaurantes perderam um terço do movimento com chuvas fortes, diz associação
Bares e restaurantes de São Paulo registram queda de 34,4% no movimento presencial quando o volume de chuva supera 20 milímetros, segundo levantamento da Abrasel SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo) em parceria com a Goomer, empresa especializada em tecnologia para o setor de alimentação . Leia mais (09/25/2026 - 08h55)

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Bares e restaurantes de São Paulo registram queda de 34,4% no movimento presencial quando o volume de chuva supera 20 milímetros, segundo levantamento da Abrasel SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo) em parceria com a Goomer, empresa especializada em tecnologia para o setor de alimentação .
A pesquisa analisou pedidos registrados na plataforma entre 1º de julho e 20 de setembro e comparou o comportamento dos consumidores de acordo com o volume de precipitação. Em dias de chuva leve ou moderada, de até 20 milímetros, o atendimento presencial não apresentou alteração significativa.
A retração aparece com volumes acima de 20 mm. O levantamento aponta que o delivery cresce nesses períodos, mas não compensa integralmente a perda no salão.

Os pedidos para entrega aumentaram 7,2% nos períodos de chuva moderada, entre 5 e 20 milímetros. Sob chuva forte, a alta foi de 6,5%. Segundo a associação, parte dos aplicativos também reduz o raio de entrega durante temporais, o que pode limitar o ganho dos estabelecimentos que dependem desse canal.
A sequência de chuva e temperaturas baixas afetou negócios de diferentes perfis na capital. No Esquina do Souza, a queda no faturamento ficou entre 30% e 40%. O sócio Augusto Vianna espera uma alta de 20% na receita neste fim de semana em relação aos anteriores. A previsão é de tempo quente e seco e quente a partir de sábado (26), com até onda de calor .
No grupo Bar Brahma, a retração foi de 15% durante o período chuvoso. Nas hamburguerias, o Jo’cas Burgers, em Santana, teve queda de 30% no movimento.

Já o restaurante Rota do Acarajé registrou redução de 55% nos dois últimos fins de semana. A chef e proprietária Luísa Saliba afirmou aos pesquisadores que espera elevar a receita em mais de 8% neste sábado.
Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas), São Paulo registrou 417,1 mm de precipitação entre 20 de junho e 22 de setembro, 219,6% acima dos 130,5 mm esperados para o período. Foi o inverno mais chuvoso desde o início da série histórica do órgão , em 1995.
Setembro também terminou como o mês mais chuvoso da série, com 294,3 mm acumulados até o dia 22.
Para Gabriel Pinheiro, líder executivo da Abrasel em São Paulo, acompanhar a previsão do tempo pode ajudar os empresários a planejar equipes, produção e estratégias comerciais.
"Em dias de chuva forte, reforçar o delivery próprio e a comunicação com a base de clientes pode compensar a redução do movimento no salão", afirma. Segundo ele, nos períodos de chuva moderada os estabelecimentos podem explorar simultaneamente os canais presencial e de entrega.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/09/bares-e-restaurantes-perderam-um-terco-do-movimento-com-chuvas-fortes-diz-associacao.shtml.

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