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    Bancos e fabricantes de eletrônicos estão entre os maiores credores da Casas Bahia; veja lista

    Instituições financeiras, grandes empresas de tecnologia e fabricantes de eletroeletrônicos estão entre os principais credores da Casas Bahia, que protocolou neste domingo (16) pedido de recuperação judicial com dívidas de R$ 17,3 bilhões.

    UOL
    18 de agosto de 2026 às 00:00
    Bancos e fabricantes de eletrônicos estão entre os maiores credores da Casas Bahia; veja lista
    Fachada da loja Casas Bahia com letreiro azul e branco. Duas pessoas caminham para dentro da loja por uma entrada ampla com portas de vidro. Interior da loja visível com produtos e iluminação. — Foto: UOL

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    Instituições financeiras, grandes empresas de tecnologia e fabricantes de eletroeletrônicos estão entre os principais credores da Casas Bahia, que protocolou neste domingo (16) pedido de recuperação judicial com dívidas de R$ 17,3 bilhões .

    A Casas Bahia fechou 298 lojas nos últimos dias pra reduzir o volume de dívidas - Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress
    A Casas Bahia fechou 298 lojas nos últimos dias pra reduzir o volume de dívidas - Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Lidera a lista o Banco Digio, que faz parte do Grupo Bradesco, com R$ 3,28 bilhões a receber. Depois aparecem Banco do Brasil (R$ 2,99 bilhões), a seguradora Zurich (R$ 1,98 bilhão) e o próprio Bradesco (R$ 1,5 bilhão).

    Os credores estão divididos em três grandes grupos: quirografários, com créditos sem garantia real, que representam a maior parte da dívida, somando R$ 16,68 bilhões; micro e pequenas empresas, com um passivo de R$ 153,8 milhões; e extraconcursais, que somam R$ 10,99 bilhões em dívidas e não estão sujeitos à soma da dívida levada à Justiça.

    Os extraconcursais são, em sua maior parte, instituições financeiras com propriedade fiduciária, como recebíveis de cartão, arrendamento mercantil ou adiantamento de contrato de câmbio.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Na prática, quando um banco empresta dinheiro dando como garantia recebíveis ou estoques cedidos fiduciariamente, a lei trata esse credor como uma espécie de dono do ativo, não um credor comum. Por isso é comum que, em crises, esses credores sejam os primeiros a protocolar ações de execução da dívida no Judiciário.

    Se considerados os créditos extraconcursais, a dívida total da varejista ultrapassa os R$ 27,8 bilhões.

    Somada, toda a dívida apontada como sendo financeira chega a R$ 16 bilhões. Na conta estão bancos, fundos, seguradoras, Fidcs e linhas de financiamento.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A recuperação judicial da Casas Bahia se soma a um cenário de crescimento na inadimplência aos bancos, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas, e de dificuldades com o aumento do custo de capital.

    Entre os maiores credores, a companhia listou o Fidc (fundo de investimentos em direitos creditórios) IBCB-AF01, com um passivo de R$ 1,09 bilhão. Esse é um dos vários veículos de securitização usados pela Casas Bahia nos últimos anos para captar recursos fora dos bancos tradicionais.

    Ao lado dos fundos aparecem as dívidas tributárias: somente com ICMS aberto (não recolhido) a Casas Bahia deve R$ 1,05 bilhão, enquanto os parcelamentos com tributos estaduais somam R$ 880,2 milhões. Somente neste ponto, são quase R$ 2 bilhões em dívidas tributárias, todas extraconcursais e, portanto, fora do alcance do plano de recuperação.

    A indústria de eletroeletrônicos, praticamente o coração de vendas da varejista, também está exposta à dívida. A Samsung é a principal credora, com R$ 937,6 milhões em mercadorias fornecidas e que ainda não foram pagas.

    Em seguida estão a Electrolux (R$ 700,1 milhões), LG Electronics (R$ 623,7 milhões), Motorola Mobility (R$ 619,0 milhões), Britânia (R$ 354,8 milhões) e TCL/Semp (R$ 330,9 milhões) —todas listadas como credoras quirografárias.

    Aparecem ainda a Intra S.A. (Intrabank), com uma dívida de R$ 928,1 milhões, e a MK BR, dona das marcas Mondial e licenciada da Aiwa no Brasil, com R$ 494,5 milhões.

    Entre os fundos e gestoras que financiam a operação no mercado de capitais, além do IBCB, aparecem a Riza Agronegócio (credora extraconcursal com R$ 803,8 milhões), a Redasset Gestão de Recursos (R$ 708,0 milhões, somando posições extraconcursais e quirografárias) e a Jive Investments (R$ 354,2 milhões).

    A Oliveira Trust DTVM, agente fiduciário de duas emissões de debêntures da companhia, soma R$ 345,9 milhões na 10ª emissão —valor que se junta a outra posição relevante na 11ª emissão, listada separadamente na relação de credores.

    Fecha o grupo de instituições financeiras o Mapfre, com R$ 388,0 milhões, e o Itaú Unibanco, com R$ 208,3 milhões.

    Entre os quirografários, chama a atenção o volume de processos com valores pequenos, entre R$ 1.000 e R$ 10 mil. São mais de 18 mil pessoas com ações cíveis contra a companhia.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/bancos-e-fabricantes-de-eletronicos-estao-entre-os-maiores-credores-da-casas-bahia-veja-lista.shtml.

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    A Casas Bahia fechou 298 lojas nos últimos dias pra reduzir o volume de dívidas - Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 17.ago.26/Folhapress — Foto: UOL

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