Banco do Brasil fecha acordo, paga PLR e põe fim à paralisação; Caixa ainda mantém greve
A maioria dos Bancários do Banco do Brasil decidiu aceitar a proposta final da instituição e encerrar a greve parcial da categoria que começou nesta quinta-feira (10) . Entre os avanços da negociação estão o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) em até 72 horas após a assinatura do acordo e o abono da paralisação do dia 20 de agosto. Leia mais (09/11/2026 - 14h15)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
A maioria dos Bancários do Banco do Brasil decidiu aceitar a proposta final da instituição e encerrar a greve parcial da categoria que começou nesta quinta-feira (10) . Entre os avanços da negociação estão o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) em até 72 horas após a assinatura do acordo e o abono da paralisação do dia 20 de agosto.

Além disso, houve avanço na proposta relacionada ao plano de saúde, um dos principais impasses, a garantia de pagamento de R$ 3.000 por reconhecimento financeiro e a ampliação da licença-paternidade de 20 dias para 35 dias.
No caso da Caixa Econômica Federal , os empregados do banco seguem em greve nacional, com as agências fechadas, e vão decidir sobre a proposta da instituição até as 23h desta sexta (11).
A Caixa promete ir à Justiça por dissídio coletivo se não houver aceite. O banco público afirma que avançou no que pôde, em especial no convênio médico, o principal problema. Funcionários dos Correios também iniciaram paralisação por tempo indeterminado por causa do plano de saúde.

Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), o acordo do BB foi aprovado em 116 bases, incluindo Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC, Rondônia, Sergipe e Campinas, entre outras. Apenas 18 entidades seguem rejeitando a proposta.
Foi um ciclo negocial importante, construído com muita participação e mobilização dos funcionários do Banco do Brasil. Com a aprovação, vamos para a assinatura do ACT [acordo coletivo de trabalho]", afirma Fernanda Lopes, coordenadora da Cebb (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil).
No BB, os bancários terão ainda o pagamento de R$ 3.000 para 71,5 mil funcionários de unidades de negócio e apoio, condicionado aos resultados do quarto trimestre de 2026 e deverá ocorrer em fevereiro de 2027.

No caso do plano de saúde, o BB fará adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi. Além disso, se comprometeu a priorizar a contratação da Cassi para atendimento do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) sempre que possível.
Outro ponto importante é o novo salário de referência da central de relacionamento, que passa de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027. No BB, a greve foi parcial e atingiu alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal.
Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), em assembleias na semana passada, 39 sindicatos os funcionários do BB aprovaram a renovação do acordo coletivo, dentre eles São Paulo, Curitiba e Niterói (RJ). Sessenta sindicatos decidiram retomar negociações e 27 optaram pela greve a partir desta quinta.

Houve também ampliação de licença-paternidade de 20 para 35 dias e aumento de auxílio para filhos com deficiência.
Na Caixa, o banco mantém a nova proposta até esta sexta-feira (11). Entre os itens oferecidos pelo banco estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário, pagamento de PLR no dia 18 e ampliação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.
Além disso, no plano de saúde, os bancários pagariam percentual sobre o salário-base que vai de 2,30% até 4,10%, conforme a idade, e valor por dependente de R$ 480 a R$ 660, também conforme a idade.
"A Caixa alterou a proposta porque percebeu a forte insatisfação dos empregados e a força da mobilização da categoria, afirma Neiva Ribeiro, presidente do sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.
Nesta quinta, clientes que procuraram atendimento presencial em agências da Caixa em SP e no Paraná encontraram as portas fechadas e cartazes informando sobre a greve nacional da categoria. Apenas os caixas eletrônicos estavam funcionando.
Os bancos privados assinaram o acordo da categoria na quarta (9), com pagamento de reajuste salarial em 0,6% acima da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/banco-do-brasil-fecha-acordo-paga-plr-e-poe-fim-a-paralisacao-caixa-ainda-mantem-greve.shtml.

Agência do Banco do Brasil na zona leste de SP, onde o funcionamento foi normal na capital; bancários encerraram greve parcial - Cristiane Gercina/Folhapress · Cristiane Gercina/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

