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    Banco do Brasil fecha acordo, paga PLR e põe fim à paralisação; Caixa ainda mantém greve

    A maioria dos Bancários do Banco do Brasil decidiu aceitar a proposta final da instituição e encerrar a greve parcial da categoria que começou nesta quinta-feira (10) . Entre os avanços da negociação estão o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) em até 72 horas após a assinatura do acordo e o abono da paralisação do dia 20 de agosto. Leia mais (09/11/2026 - 14h15)

    Folha de S.Paulo
    11 de setembro de 2026 às 17:15
    Banco do Brasil fecha acordo, paga PLR e põe fim à paralisação; Caixa ainda mantém greve
    Fachada do Banco do Brasil com porta de vidro automática e rampa de acesso com corrimão. Placa indica vaga reservada para pessoa com deficiência. Interior iluminado com cores amarelas e azuis. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A maioria dos Bancários do Banco do Brasil decidiu aceitar a proposta final da instituição e encerrar a greve parcial da categoria que começou nesta quinta-feira (10) . Entre os avanços da negociação estão o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) em até 72 horas após a assinatura do acordo e o abono da paralisação do dia 20 de agosto.

    Agência do Banco do Brasil na zona leste de SP, onde o funcionamento foi normal na capital; bancários encerraram greve parcial - Cristiane Gercina/Folhapress · Cristiane Gercina/Folhapress
    Agência do Banco do Brasil na zona leste de SP, onde o funcionamento foi normal na capital; bancários encerraram greve parcial - Cristiane Gercina/Folhapress · Cristiane Gercina/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Além disso, houve avanço na proposta relacionada ao plano de saúde, um dos principais impasses, a garantia de pagamento de R$ 3.000 por reconhecimento financeiro e a ampliação da licença-paternidade de 20 dias para 35 dias.

    No caso da Caixa Econômica Federal , os empregados do banco seguem em greve nacional, com as agências fechadas, e vão decidir sobre a proposta da instituição até as 23h desta sexta (11).

    A Caixa promete ir à Justiça por dissídio coletivo se não houver aceite. O banco público afirma que avançou no que pôde, em especial no convênio médico, o principal problema. Funcionários dos Correios também iniciaram paralisação por tempo indeterminado por causa do plano de saúde.

    Greve fecha agências da Caixa em SP e no Paraná; veja fotos
    Greve fecha agências da Caixa em SP e no Paraná; veja fotos — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), o acordo do BB foi aprovado em 116 bases, incluindo Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC, Rondônia, Sergipe e Campinas, entre outras. Apenas 18 entidades seguem rejeitando a proposta.

    Foi um ciclo negocial importante, construído com muita participação e mobilização dos funcionários do Banco do Brasil. Com a aprovação, vamos para a assinatura do ACT [acordo coletivo de trabalho]", afirma Fernanda Lopes, coordenadora da Cebb (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil).

    No BB, os bancários terão ainda o pagamento de R$ 3.000 para 71,5 mil funcionários de unidades de negócio e apoio, condicionado aos resultados do quarto trimestre de 2026 e deverá ocorrer em fevereiro de 2027.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No caso do plano de saúde, o BB fará adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi. Além disso, se comprometeu a priorizar a contratação da Cassi para atendimento do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) sempre que possível.

    Outro ponto importante é o novo salário de referência da central de relacionamento, que passa de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027. No BB, a greve foi parcial e atingiu alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal.

    Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), em assembleias na semana passada, 39 sindicatos os funcionários do BB aprovaram a renovação do acordo coletivo, dentre eles São Paulo, Curitiba e Niterói (RJ). Sessenta sindicatos decidiram retomar negociações e 27 optaram pela greve a partir desta quinta.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Houve também ampliação de licença-paternidade de 20 para 35 dias e aumento de auxílio para filhos com deficiência.

    Na Caixa, o banco mantém a nova proposta até esta sexta-feira (11). Entre os itens oferecidos pelo banco estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário, pagamento de PLR no dia 18 e ampliação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.

    Além disso, no plano de saúde, os bancários pagariam percentual sobre o salário-base que vai de 2,30% até 4,10%, conforme a idade, e valor por dependente de R$ 480 a R$ 660, também conforme a idade.

    "A Caixa alterou a proposta porque percebeu a forte insatisfação dos empregados e a força da mobilização da categoria, afirma Neiva Ribeiro, presidente do sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

    Nesta quinta, clientes que procuraram atendimento presencial em agências da Caixa em SP e no Paraná encontraram as portas fechadas e cartazes informando sobre a greve nacional da categoria. Apenas os caixas eletrônicos estavam funcionando.

    Os bancos privados assinaram o acordo da categoria na quarta (9), com pagamento de reajuste salarial em 0,6% acima da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/banco-do-brasil-fecha-acordo-paga-plr-e-poe-fim-a-paralisacao-caixa-ainda-mantem-greve.shtml.

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