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    Banco Central injeta US$ 1 bilhão no mercado à vista em meio a saída de dólares

    O Banco Central realizou na manhã desta terça-feira (15) duas operações simultâneas de compra e venda de dólares para injetar liquidez no mercado de câmbio. Leia mais (09/15/2026 - 13h12)

    Folha de S.Paulo
    15 de setembro de 2026 às 16:12
    Banco Central injeta US$ 1 bilhão no mercado à vista em meio a saída de dólares
    Notas de dólar americano sobrepostas, com destaque para o retrato de George Washington na nota de um dólar. Outras cédulas parcialmente visíveis ao fundo, incluindo uma nota de vinte dólares. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Banco Central realizou na manhã desta terça-feira (15) duas operações simultâneas de compra e venda de dólares para injetar liquidez no mercado de câmbio.

    Notas de dólar - Dado Ruvic - 4.mai.25/Reuters · Dado Ruvic - 4.mai.25/Reuters
    Notas de dólar - Dado Ruvic - 4.mai.25/Reuters · Dado Ruvic - 4.mai.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A autarquia vendeu US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) em moeda à vista e 20 mil contratos de swap cambial reverso, no valor de US$ 1 bilhão, uma operação cujo efeito equivale à compra de dólares no mercado futuro.

    As duas operações simultâneas são conhecidas como "casadão" pelos investidores. A venda da moeda coloca mais dólares em negociação no dia. O efeito sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma ponta e comprou US$ 1 bilhão em outra.

    O movimento é mais uma intervenção do BC no mercado —as últimas operações deste tipo foram em 27 de agosto e 10 de setembro , também nos valores de US$ 1 bilhão— e repercute o fluxo cambial negativo de agosto e setembro.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo dados da autarquia, divulgados na última quarta-feira (9), o saldo está negativo em US$ 6,69 bilhões (R$ 34,1 bilhões) do começo do mês até a sexta-feira (4).

    Em agosto, a saída líquida foi de US$ 3,9 bilhões (R$ 19,9 bilhões). No mesmo mês, o saldo de investidores estrangeiros na Bolsa de Valores brasileira ficou negativo em R$ 18,1 bilhões, o pior mês do ano.

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     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Analistas relacionam a saída de dólares do Brasil à volatilidade eleitoral. Em agosto, quando o fluxo cambial ficou negativo, Lula (PT) aparecia à frente de Flávio Bolsonaro (PL), considerado mais propenso por especialistas do mercado a promover ajustes fiscais. Nas últimas semanas, apesar de o filho do ex-presidente ter crescido nas pesquisas, o quadro permanece incerto.

    Também pesam os temores em relação à trajetória da dívida pública brasileira, à medida que a preocupação com a situação fiscal aumenta a percepção de risco entre investidores, pressiona os juros e reduz a atratividade dos ativos brasileiros.

    "As perspectivas para a política econômica continuam incertas, já que quem vencer as eleições de outubro terá de lidar com taxas de juros reais elevadas e com déficit fiscal", afirmou o banco JPMorgan, em relatório, em agosto.

    "Os dados mais recentes disponibilizados pelo BC mostram que há uma pesada saída financeira de dólares nas últimas semanas. Por isso, a leitura é que o BC realizou o casadão para proporcionar liquidez ao mercado em um momento de forte demanda por dólares", afirma Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Segundo Mattos, o BC intervém quando há disfuncionalidades de oferta e demanda, e não para empurrar a cotação do dólar para cima ou para baixo.

    O BC tem mecanismos de monitoramento que conseguem antever alguma demanda atípica por dólares, para agir preventivamente e evitar grandes disfuncionalidades.

    No leilão à vista, foram aceitas nove propostas, no valor total de US$ 1 bilhão, com o diferencial de corte de −0,000300. No caso do leilão de swap reverso, foram aceitas quatro propostas no total de 20 mil contratos, no valor de US$ 1 bilhão, com taxa de corte de 4,9250. A data de início dos contratos é 16 de setembro de 2026 e a de vencimento é 1º de outubro de 2026.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/banco-central-injeta-us-1-bilhao-no-mercado-a-vista-em-meio-a-saida-de-dolares.shtml.

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    Notas de dólar - Dado Ruvic - 4.mai.25/Reuters · Dado Ruvic - 4.mai.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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