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    Bancário é condenado a 22 anos de prisão por matar dois motociclistas em Maceió

    Réu assina sentença em júri realizado nesta segunda-feira (28). MP/AL O bancário Sérgio Praxedes dos Santos Filho foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por atropelar e matar dois motociclistas e deixar uma mulher ferida na Avenida Fernandes Lima, em Maceió. O júri foi realizado nesta segunda-feira (28), no Fórum do Barro Duro. O caso aconteceu em 23 de julho de 2021. Sérgio dirigia um carro quando entrou na contramão da Fernandes Lima e atingiu duas motocicletas. Pedro Alves de Souza Júnior, de 31 anos, morreu no local. José Cícero da Silva Santos, de 46 anos, chegou a ser socorrido,

    G1
    28 de setembro de 2026 às 21:20
    Bancário é condenado a 22 anos de prisão por matar dois motociclistas em Maceió
    Foto: G1

    Réu assina sentença em júri realizado nesta segunda-feira (28). — Foto: MP/AL

    O bancário Sérgio Praxedes dos Santos Filho foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por atropelar e matar dois motociclistas e deixar uma mulher ferida na Avenida Fernandes Lima, em Maceió . O júri foi realizado nesta segunda-feira (28), no Fórum do Barro Duro.

    O caso aconteceu em 23 de julho de 2021. Sérgio dirigia um carro quando entrou na contramão da Fernandes Lima e atingiu duas motocicletas.

    Pedro Alves de Souza Júnior, de 31 anos, morreu no local. José Cícero da Silva Santos, de 46 anos, chegou a ser socorrido, mas morreu horas depois no Hospital Geral do Estado (HGE). Quitéria Gonçalves Amorim, esposa de José Cícero, sobreviveu.

    Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 50 mil por danos morais às famílias de cada uma das vítimas que morreram.

    Segurança de uma empresa pilotava uma moto e morreu no local do acidente em Maceió — Foto: g1

    Durante o julgamento, o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) defendeu a condenação por homicídio doloso , quando há intenção de matar ou quando a pessoa assume o risco de provocar a morte.

    A acusação sustentou que Sérgio havia ingerido bebida alcoólica, entrou na contramão de uma das principais avenidas de Maceió e dirigia acima da velocidade permitida.

    A defesa, por outro lado, pediu que o caso fosse considerado homicídio culposo , quando não há intenção de matar.

    Os advogados argumentaram que Sérgio não entrou propositalmente na contramão e que, após parar o carro e dormir, acordou acreditando que estava entrando em outra rua.

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    Quitéria Gonçalves de Amorim e José Cicero da Silva Santos foram vítimas do acidente na Avenida Fernandes Lima, em Maceió — Foto: Reprodução

    Quitéria Gonçalves Amorim, única sobrevivente da colisão, participou do julgamento por videoconferência. Ela estava na garupa da motocicleta conduzida pelo marido, José Cícero, quando os dois foram atingidos.

    Durante o depoimento, Quitéria se emocionou ao falar sobre o marido. Ela contou que atualmente mora em Minas Gerais com um dos filhos.

    “José Cícero era uma pessoa boa, um marido, um pai e um filho maravilhoso. Um batalhador, um grande trabalhador, uma pessoa amiga”, disse.

    A irmã de Quitéria também foi ouvida e afirmou que a sobrevivente ficou emocionalmente abalada e com sequelas depois da colisão.

    Segundo ela, Quitéria não consegue permanecer por muito tempo sentada ou em pé e ainda toma medicamentos.

    Familiares de José Cicero. — Foto: MP/AL

    Durante os debates, o promotor de Justiça Thiago Riff afirmou que havia provas suficientes para sustentar que Sérgio dirigia após consumir bebida alcoólica.

    A acusação também citou perícias que, segundo o promotor, apontaram que o veículo estava acima de 65 km/h e percorreu 227 metros na contramão.

    Sérgio afirmou durante o julgamento que havia bebido e disse que sofre de insônia. Ele também explicou que tinha o costume de guardar no carro os vasilhames das bebidas que consumia, ao ser questionado sobre uma garrafa encontrada no veículo.

    A defesa sustentou que não houve dolo e que o ocorrido foi resultado de imprudência.

    Os advogados também citaram a assistência prestada por Sérgio a Quitéria depois da colisão. Antes da votação dos jurados, a defesa pediu alteração no quesito que tratava de Sérgio ter assumido o risco do resultado e defendeu que fosse considerada a hipótese de imprudência.

    O Ministério Público se manifestou contra a mudança, e o juiz rejeitou o pedido.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2026/09/28/bancario-e-condenado-a-22-anos-de-prisao-por-matar-dois-motociclistas-em-maceio.ghtml.

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