Alagoas

    Bancada evangélica entra no centro de debate sobre título de Nossa Senhora Aparecida

    Bíblia sobre a mesa: parlamentares da bancada evangélica reagiram contra resolução de conselho de saúde que faz sugestões ao governo. — Foto: Cristiano Mariz/23.03.2019 O debate sobre a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil voltou a ganhar espaço no ambiente político e religioso durante a campanha presidencial de 2026. A discussão passou a envolver a chamada bancada evangélica no Congresso após a circulação de informações sobre uma suposta mobilização de parlamentares para retirar da santa o título de padroeira do país.A origem da controvérsia, porém, está em uma propost

    Gazeta de Alagoas
    25 de setembro de 2026 às 08:51
    Bancada evangélica entra no centro de debate sobre título de Nossa Senhora Aparecida
    Foto: Gazeta de Alagoas

    Projeto que pretendia restringir a condição de padroeira aos brasileiros católicos foi apresentado em 2007 por deputado ligado à Assembleia de Deus, mas acabou arquivado em 2008

    O debate sobre a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil voltou a ganhar espaço no ambiente político e religioso durante a campanha presidencial de 2026. A discussão passou a envolver a chamada bancada evangélica no Congresso após a circulação de informações sobre uma suposta mobilização de parlamentares para retirar da santa o título de padroeira do país.

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    Bíblia sobre a mesa: parlamentares da bancada evangélica reagiram contra resolução de conselho de saúde que faz sugestões ao governo. — Foto: Cristiano Mariz/23.03.2019
    Bíblia sobre a mesa: parlamentares da bancada evangélica reagiram contra resolução de conselho de saúde que faz sugestões ao governo. — Foto: Cristiano Mariz/23.03.2019 — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    A origem da controvérsia, porém, está em uma proposta apresentada há quase duas décadas. O Projeto de Lei 2.623/2007, de autoria do então deputado federal Professor Victório Galli, pretendia alterar a legislação que institui o feriado de 12 de outubro. Galli era ligado à Assembleia de Deus e, na época, integrava o PMDB de Mato Grosso.

    O texto propunha substituir a expressão "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". A proposta também alterava a referência a "culto público e oficial" para "homenagem oficial". Segundo a justificativa apresentada pelo próprio autor, a mudança buscava adequar a legislação ao princípio do Estado laico e evitar que uma manifestação religiosa fosse atribuída oficialmente ao conjunto da população brasileira.

    Apesar de ter sido apresentado por um parlamentar ligado ao segmento evangélico, o projeto não está em tramitação. A proposta foi rejeitada na Comissão de Educação e Cultura e arquivada pela Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2008.

    Gazetaweb com Agências
    Gazetaweb com Agências — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Projeto antigo volta ao debate eleitoral

    A retomada do assunto ocorre em um momento de maior presença da religião na disputa presidencial. Nas redes sociais, publicações passaram a associar a proposta de 2007 ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e a setores evangélicos que integram sua base política.

    Não há, contudo, relação entre Flávio Bolsonaro e a autoria do PL 2.623/2007. O projeto foi apresentado por Victório Galli em dezembro de 2007, enquanto a proposta atribuída ao atual candidato não aparece na ficha oficial da Câmara.

    Aplicativo na whatsapp Store
    Aplicativo na whatsapp Store — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    A associação também não é inédita. Em 2018, durante outra eleição presidencial, circularam informações falsas atribuindo o projeto a Jair Bolsonaro e a Eduardo Bolsonaro. Checagem publicada à época apontou que nenhum dos dois havia assinado a proposta.

    A chamada bancada evangélica reúne parlamentares de diferentes partidos e denominações religiosas, e sua atuação no Congresso abrange temas relacionados a valores religiosos, família, costumes e liberdade religiosa, entre outras pautas.

    No caso específico de Nossa Senhora Aparecida, entretanto, o projeto utilizado como referência para a discussão atual tem autoria individual e data de apresentação em 2007. A documentação oficial da Câmara não registra uma proposta atualmente em tramitação com o objetivo de retirar da santa a condição de padroeira do Brasil.

    Carro bate em trator e árvore às margens de rodovia em Coruripe
    Carro bate em trator e árvore às margens de rodovia em Coruripe — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    O próprio conteúdo do PL 2.623/2007 ajuda a explicar a origem da associação com o segmento evangélico. Na justificativa, Galli argumentava que o Estado brasileiro, por ser laico, não deveria estabelecer oficialmente um padroeiro e afirmava que a mudança buscava garantir tratamento igualitário entre cidadãos de diferentes religiões.

    O texto, portanto, não propunha acabar com o feriado de 12 de outubro. A data permaneceria como feriado nacional, mas a referência legal à santa seria modificada.

    A discussão ganhou novo impulso após um comentário exibido pela GloboNews no programa "Em Pauta". A fala da comentarista Maria Cristina Fernandes mencionou uma reação dentro da Igreja Católica a um grupo de evangélicos que estaria mobilizando uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de padroeira.

    Colisão entre motos deixa três pessoas feridas em Coruripe
    Colisão entre motos deixa três pessoas feridas em Coruripe — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    O trecho acabou sendo compartilhado nas redes sociais com interpretações que associavam a iniciativa diretamente a Flávio Bolsonaro. A emissora posteriormente apresentou uma correção e pediu desculpas pela forma como a informação foi apresentada.

    Flávio também reagiu ao episódio e classificou a informação como falsa. O senador afirmou que não existe atualmente o projeto atribuído a ele e compartilhou posteriormente a correção divulgada pela emissora.

    A controvérsia ocorre em meio ao aumento da presença de temas religiosos no debate eleitoral. A relação entre católicos, evangélicos e candidatos passou a ocupar espaço nas campanhas e nas redes sociais, especialmente diante da aproximação de setores religiosos com diferentes candidaturas.

    Mãe e filha são presas suspeitas de extorquir R$ 70 mil de familiares
    Mãe e filha são presas suspeitas de extorquir R$ 70 mil de familiares — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Nesse contexto, a referência a Nossa Senhora Aparecida ganhou peso simbólico. A santa é oficialmente mencionada na legislação federal como padroeira do Brasil, enquanto o feriado nacional de 12 de outubro está previsto na Lei 6.802, de 1980.

    O episódio envolvendo a bancada evangélica, portanto, mistura uma proposta legislativa real, apresentada em 2007 e arquivada em 2008, com uma disputa política atual nas redes sociais. Até o momento, o projeto utilizado como origem da controvérsia não está em tramitação no Congresso.

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    Ataque a tiros em bar deixa homem baleado no Jacintinho — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
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    Colisão entre carreta e carro deixa ferido em Arapiraca — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
    Bíblia sobre a mesa: parlamentares da bancada evangélica reagiram contra resolução de conselho de saúde que faz sugestões ao governo. — Foto: Cristiano Mariz/23.03.2019
    Bíblia sobre a mesa: parlamentares da bancada evangélica reagiram contra resolução de conselho de saúde que faz sugestões ao governo. — Foto: Cristiano Mariz/23.03.2019 — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/brasil/bancada-evangelica-entra-no-centro-de-debate-sobre-titulo-de-nossa-senhora-aparecida-938136.

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    Bíblia sobre a mesa: parlamentares da bancada evangélica reagiram contra resolução de conselho de saúde que faz sugestões ao governo. — Foto: Cristiano Mariz/23.03.2019 — Foto: Gazeta de Alagoas

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